segunda-feira, 2 de junho de 2014

Eu, Zoroastra





Há muitos anos atrás, quando li pela primeira vez, o Zaratustra de Nietzsche, uma das minhas primeiras, ( e duradouras), impressões é que a vida de eremita poderia ser para mim. A de viver em isolamento, e procurar a companhia de outros só quando apetece.


Há dias assim, em que o eremita em mim se revela, em que sou Zoroastro ou qualquer outro.
Trata-se de uma necessidade de recolhimento, um apelo inegável.
Nesses dias, podem-me ver mas não estou cá. Estou além, longe, em mim, noutro cosmos.