terça-feira, 22 de julho de 2014

coisas de comer: Não acredito em dietas.



Não acredito em dietas, acredito em fazer algumas mudanças no nosso estilo de vida, para que seja mais saudável. Sem fanatismos nem exageros.


Porque enquanto seres humanos, referindo-me especialmente a mim, somos hedonistas, gostamos do que nos dá prazer, somos muitas vezes preguiçosos, e incapazes de grandes sacrifícios durante muito tempo.


Também não sou apologista de perdas de peso em tempo recorde. Ninguém me convence que é algo seguro e saudável. Para mim, emagrecer deve acontecer gradualmente.


Quando quis perder aquela meia dúzia de quilos que me faziam sentir desconfortável, implementei algumas mudanças no meu regime alimentar.
O meu objectivo não era apenas perder peso, mas sobretudo ter um maior cuidado com a minha saúde. Acredito que o bem que fizer ao meu organismo hoje, será recompensado no futuro.


O facto de ter diabéticos na família também contribuiu para a minha decisão.
Ninguém sabe o dia de amanhã, mas gostaria mesmo de viver uma vida longa e saudável q.b.




O que fiz então?



- Informei-me melhor sobre o que comemos. Comecei a prestar mais atenção à informação que vem nos rótulos das embalagens, logo a fazer melhores escolhas quando vou às compras.


- Reduzi, (quase que aboli), o consumo de alimentos processados, porque estes abusam nos açúcares, nas gorduras, sal, conservantes, e são muitas vezes geneticamente modificados (GMO's).


- Não uso caldos de cozinha, daqueles cubinhos e pózinhos que se encontram à venda.


- Aumentei o consumo de frutas e vegetais.


- Já usava pouco sal, passei a usar sal iodado. Quase que cortei totalmente com o uso de gorduras - basicamente só uso azeite, em poucas quantidades, manteiga muito de vez em quando. Prefiro usar e abusar de ervas aromáticas para dar vida e gosto aos alimentos, como tomilho, ervas de provence, oregãos, salsa, coentros, alecrim, etc.


- Reduzi o consumo de açúcar:
Não consumimos refrigerantes: optamos por sumos naturais feitos com fruta fresca na liquidificadora, muita água e chás.
Comemos bolos, mas nem pensar fazê-lo todos os dias. Mesmo quando feitos em casa, corto sempre na quantidade de açúcar que vem nas receitas, e opto por açúcar amarelo.
Chocolate, só negro, e apenas uns quadradinhos de cada vez.


- No Inverno abuso das sopas, no Verão das saladas. Gostamos das últimas sem qualquer tempero.


- Adequar as doses: como até ficar saciada, não empanturrada. Por vezes acontece, mas é a excepção, não a regra. Se não abusarmos das quantidades podemos comer de tudo.


- Deixou de haver maionese ou natas cá em casa. Por exemplo, por cá o molho do strogonoff é feito com uma redução de cerveja ou vinho branco, ervas aromáticas, picante e mostarda, e uma pequena noz de manteiga. E fica muito bom.
Também abdico do bechamel na lasagna, e faço o bacalhau com natas de forma alternativa.


- Cortei com a torrada besuntada de manteiga do pequeno-almoço. Passou a ser uma daquelas coisas excepcionais. Se tiver fome prefiro pedir uma sandes mista sem manteiga.


- Praticamente não faço fritos em casa: nem batatas, nem croquetes, rissóis, nada disso. Quando existem apetites por batata frita, (que surgem!), compra-se um pacote das da Titi, que são as melhores de todas! E não são para ser devoradas como snack, mas sim à refeição, como parte dos acompanhamentos, em conjunto com salada.
Mesmo as azevias no Natal, são por cá feitas no forno, desde sempre.


- Adequo o meu consumo de calorias às minhas necessidades. Nem pensar que sou uma maluquinha de contar calorias, nada disso! Se o meu dia não for muito puxado, basta-me um almoço leve. Por exemplo, uma tosta ou sopa, um chá ou sumo, e fruta.


- Não se mistura arroz com batata. Ou um, ou outro. Juntos são uma bomba calórica.


- Redução no consumo de batata. Mesmo nas sopas, sempre usei pouca batata. Gosto de cremes com muita variedade de legumes na sua composição, de preferência, de cores diversas.


- Fast food só muito de vez em quando, ou como se diz, quando o rei faz anos.






Gosto de comer. Como de tudo: pão, queijo, doces, you name it. Sou uma boa boca, com um bocadinho de bom senso. Se dou uma no cravo, sei que terei que compensar, dando uma na ferradura.
Sublinho que acima de tudo é um investimento em saúde, não em estética.
Para mim, a estética pela estética tem pouco valor, ao passo que a saúde não tem preço.