terça-feira, 29 de julho de 2014

coisas de pensar: Quebrar a corrente









Sempre gostei da disciplina de História. Ganhei-lhe amor redobrado quando ouvi algures que um dos principais motivos para a sua existência, era a crença, a fé, em que se conhecendo os erros cometidos no passado, estes não se voltassem a repetir. E assim, de geração em geração, se construiria um estado de Paz definitivo no mundo.


O meu amor pela História diminuiu consideravelmente. Vejo os erros a repetirem-se, sem descanso, num ciclo interminável.


A História da Humanidade é longa. Tão longa que, na sua extensão, todos os povos foram oprimidos e opressores. Sem excepções.
E o ciclo continuará, interminável. Uma fogueira que não cessa de arder, porque há sempre quem a alimente com justificações para a violência, para a iniquidade.


A Paz exige a maior das coragens. A Paz exige que sejamos mais que humanos. Que sejamos como as águias, que voam acima das tempestades. Que sejamos maiores que a necessidade de ter razão, que a sede de vingança.
Como me transtorna e me parece ridículo perpetuar este estado de inferno na Terra, especialmente porque tantas vezes se teima em lutar em nome daqueles que já pereceram há muito, em nome de tempos e acontecimentos que não nascemos a tempo de viver. A guerra é uma besta esfomeada, e há tantos que se servem numa bandeja, para a satisfazer, em jeito de sacrifício humano.




Ainda tenho esperança de ver a nossa geração, ou a dos nossos descendentes, a quebrar o ciclo.
Alguém tem de o fazer.