terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Vida de cão #5: gastar as energias à fera



O Kiko é uma pulga eléctrica.

Na teoria, já estava preparada para isso e muito mais. As crias são assim, com umas pilhas duracell e danadas para a brincadeira. Junte-se o facto do Kiko ser um Jack Russell e temos cão para, se ligado à corrente, gerar electricidade para o prédio inteiro.

Não o poder passear ainda limita-nos muito. Vai ser excelente quando tal for possível por dois motivos: necessidades fisiológicas na rua, e gastar-lhe as pilhas com umas corridinhas e caminhadas.

Até lá os brinquedos e a criatividade são os nossos melhores amigos.

Comprámos-lhe três brinquedos que ele adora: bolinhas de ténis, um osso de corda, e um pato feito de tecido resistente e com extremidades em corda.

Então há que brincar com ele para lhe gastar o excesso de energia. É atirar-lhe a bola ou qualquer um dos brinquedos que ele vai buscar tudo, mesmo o pato que é quase do seu tamanho. É deixar que ele fique frenético, a puxar por uma das extremidades do osso ou do pato enquanto puxo pelo outro, atiçando-o.
Convém, como já aprendi por experiência própria, ir fazendo pausas quando ele fica muito excitado, antes que tente abocanhar brinquedo, dedos e tudo o que vier. Então, pauso, mando-o sentar-se e ficar. Deixo-o esperar um bocadinho e só depois recomeçamos a brincadeira.

Outra característica dos pirralhos é quererem explorar tudo com a boca. Nos primeiros dias, em que o objectivo era ambientar-se bem à sua nova casa não o chamámos à atenção. Mas agora é importante estabelecer regras, indicar-lhe o que pode ou não morder, ser consistente mas um bocado indulgente por ser um bébé.
O que nos esforçamos para fazer quando morde algo que não deve, ou alguém, é dizer-lhe não ou um "shhhht", e depois dar-lhe um brinquedo que ele possa roer.