domingo, 4 de janeiro de 2015

Vida de cão #7: Efemérides



Desde a entrada do ano que os dias têm sido absolutamente frenéticos. Eu, que sempre me julguei noctívaga e que costumo adormecer tarde e a más horas, estava ontem totalmente "zombificada" às dez e meia da noite.
Tendo em conta o quão preenchida tem sido a nossa vida, não é admirar.

Na sexta-feira o Kiko levou a terceira dose de vacinas e teve, finalmente (!), ordem de soltura para ir à rua.
Foram cerca de duas horas de espera, que ele passou excitadíssimo e a choramingar. O que vale é que dentro do consultório porta-se bem: dá lambidelas à tia I. e nem leva a mal as picadelas.

Nesse mesmo dia fizemos com ele um passeio de 5 quilómetros. Parece muito para um bébé, eu bem sei, mas lembrem-se que andou a acumular energia durante o mês que passou em casa.
Eu, já meio destreinada das caminhadas, (é que no Inverno não apetece muito qualquer tipo de actividade), cansei-me mais depressa que ele.

À noite ainda tivemos que ir à caça de uma máquina de lavar roupa nova. A nossa parece não ter achado muita piada ao trabalho mais que intensivo a que tem sido sujeita ultimamente, e agora comporta-se como um apetrecho de um filme de terror, tipo poltergeist, protagonizado pelo electrodoméstico possuído.
Decidimos então resolver a questão antes de ela dar mesmo o berro, que já não deve tardar muito.
Exaustão à parte, valeu a pena a sensação de que fizemos um bom negócio.


O sábado ficou marcado como um grande marco na vida do Kiko: foi o primeiro dia do treino de obediência.
No momento em que decidimos juntar um cão à família, ainda antes de fazermos ideia de qual seria, já tinhamos resolvido que o treino seria indispensável. Que seria um investimento que valeria a pena por uma imensidão de motivos que resultariam numa maior qualidade de vida para todos nós, humanos e não humanos.

Ora, o Jack Russel é uma raça conhecida pela teimosia, por quererem levar a deles avante custe o que custar.
O primeiro dia de treino resumiu-se a uma interacção entre o Kiko e a P., a treinadora, que durou mais de meia hora. Existiu a necessidade de o forçar numa posição de submissão, deitado de barriga para o ar, até que ele cedesse. A característica da raça, a tal teimosia notou-se aí, na quantidade absurda de tempo que ele demorou a ceder.


Hoje, segundo dia de treino e já fizemos alguns exercícios. Poucos, pois estamos a começar do zero.
Junte-se a quantidade de outras pessoas e cães com quem lhe é possibilitado socializar, e as indicações valiosas da treinadora, e garanto-vos que o treino vale mesmo a pena. Por tudo!

Esta manhã, foi também a primeira ida à praia do Kiko, e foi tão bom. Mas disso falo depois, deixo umas imagens.