segunda-feira, 30 de março de 2015

coisas da casa: Entregas ao domicílio - pormenores que fazem diferença



Acabaram de entregar o colchão novo.
Correu razoavelmente bem. Tivesse que pontuar daria 4 pontos em 5. Ou 3,75 se me apetecer ser picuínhas.

A partir do momento em que tocaram à campainha foi coisa para se fazer em menos de nada. A ligeireza com que acartaram o colchão pelos lances de escadas foi fenomenal. Mereceram sem dúvida a boa gorjeta que lhes dei.

Só não lhes dou nota máxima por dois motivos:

O primeiro refere-se ao facto dos senhores que nos tratam da entrega da nespresso e da tiendanimal me terem habituado ao facto de, não só avisarem por telemóvel o dia e o período deste em que ocorrerá a entrega, como me contactam algum tempo antes da mesma para confirmarem com exactidão o momento em que esperam chegar à minha morada.

Neste caso, recebemos uma única mensagem alertando que o período de entrega seria entre as 8h e as 14h. É um sistema insuficiente e antiquado, que espero que caia em desuso com todos os prestadores deste tipo de serviços. Porque senhores, se soubessem o jeitão que dá aquele telefonema ou mensagem "Está por casa? Daqui a 20 minutos estamos aí!"

O último motivo também tem a ver com falta de comunicação, mas desta vez entre quem faz as entregas e quem trata das papeladas.

É que tivemos que pagar 15 euros pela entrega e outros 15 pela recolha do colchão antigo. A sorte foi essa informação estar presente na factura que tinha em minha posse.

Recebi o colchão novo, assinei a guia de entrega e, como de costume, lancei a piadinha seca, que sou daquelas pessoas irritantes que o faz:
- Ora então muito obrigada por tudo, especialmente por levarem o trambolho daqui para fora!

Um dos senhores ficou a olhar para mim com cara de caso, e eu a apontar para o colchão velho que havíamos já deixado encostado a uma das paredes do corredor desde manhãzinha:

- Mas é para recolher?! É que não tenho aqui nada!

- Mas eu paguei pela entrega e pela recolha! Pode confirmar aqui pela factura!

O senhor comparava papéis, e repetiu um par de vezes que o papel dele não trazia tal informação, não com o tom de quem se tentava esquivar, pelo contrário, mas só numa de constatar o obvio.

Rematei:

- Pois, isso é para o senhor dar na cabeça lá de quem faz a papelada. Eu cá não tenho nada a ver com isso.