terça-feira, 29 de setembro de 2015

vida de cão #31: Qualquer dia o homem morre do coração!


Por norma sou a última a adormecer. Os membros masculinos cá do clã são mais susceptíveis aos poderes do João Pestana, especialmente após o jantar.

Não é preciso dizer que ambos adoramos o Kiko e de que maneira! Existe reciprocidade e é algo tremendamente bom de se sentir. Mas há uma pequena diferença: o Kiko gosta muito de mim, mas adora o meu marido. Não há humano no mundo como o paizinho! É uma adoração, um amor, um êxtase que só visto!

Um dos efeitos secundários de sermos objecto de tamanha adoração é que é coisa para nos dificultar o sono. Isto porque o Kiko sobe para o sofá e depois de o impedir, em surdina, que suba para cima da cara do seu "adorado paizinho", agora adormecido, lá acede deitar-se mas num estado híper alerta. Não desvia os olhos uma única vez do meu marido e eu sei que mal este mova, o que eventualmente acontecerá, será atacado pela fera à lambidela.

Mal este se moveu a resposta foi imediata, o que resultou numa mistura de cão totalmente eléctrico e uma pessoa a acordar sobressaltada, atacada em pleno sono.

Se eu podia ter evitado? Claro! Mas não era a mesma coisa.