terça-feira, 13 de outubro de 2015

coisas que gosto: Quando a comunicação cidadãos - entidades é bem sucedida.



Considero-me uma cidadã cujo nível de atenção e participação é razoável, mediano.
Longe de estar informada e de agir sobre tudo o que se passa no mundo, no país, ou até na região, mesmo de forma inconsciente a minha predisposição parece ser focar a grande parte da minha atenção e do meu interesse num pequeno universo de dimensão local, mais precisamente a minha localidade, freguesia e concelho.

Há pequenas causas, ínfimas migalhas quando comparadas com o panorama geral, que me prendem a atenção e me fazem agir, seja a troca de contentores de lixo partidos, seja a demarcação de lugares de estacionamento ou ainda a poda de arbustos que dificultavam a visão de condutores e peões. Podem parecer pequenas questões, mas não deixam de ter significância. São daquelas coisas que só nos lembramos de dar alguma importância quando falham.

Entenda-se por agir a busca de uma linha de comunicação com as entidades que possuem o poder para intervir, relatando determinado problema, sugerindo uma possível solução.

Sou da opinião que a boa gestão dos lugares e das coisas requer também o envolvimento dos cidadãos, da sua iniciativa em encetar diálogos, em expor situações, apresentar pontos de vista. Fazê-lo é tanto um direito como um dever. Acredito em fazê-lo recorrendo à empatia e ao bom senso, compreendendo que quem está do outro lado da linha não possui a tal omnisciência divina que lhe permitiria adivinhar tudo sobre todas as coisas em todos os lados e agir sobre estas.
Que chega a ser possível uma espécie de omnisciência somente quando um imenso número de pessoas envergam, em plenitude, a sua cidadania activa, emprestando as suas mãos, mentes e olhos a quem ocupa cargos nas diversas entidades e organismos.

Outra coisa que gosto é de agradecer a quem está do lado de lá a atenção e tempo dispensados, a resolução das questões, a amabilidade e disponibilidade com que muitas vezes nos deparamos que às vezes até nos surpreende pois estamos mais habituados a histórias menos positivas.

Faço questão de o fazer porque acredito no poder do agradecimento, mesmo que me digam que estão "apenas a fazer o seu trabalho". É que enquanto dona de casa também tenho o meu trabalho, e este torna-se muito menos maçador quando sinto apreço por parte de quem usufrui do que faço.

Portanto, todo este bláblá serve unicamente para vos dizer: coloquem "olhos de ver" - como dizia uma professora minha, - e observem o pequeno mundo que existe à porta da vossa casa. Sejam participativos e iniciem um diálogo com os diversos organismos, seja a Junta de Freguesia, a Câmara Municipal ou outro. Usem empatia e cordialidade e apresentem os problemas, mas sugiram também possíveis soluções. Tenham ideias, imaginem uma versão melhorada do vosso lugar. Agradeçam. E sintam-se parte desse lugar.