segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Vida de cão #37: Conjuntivite


O Kiko está com uma conjuntivite num dos olhos.

A conjuntivite canina não é um quebra-cabeças, mas é importante consultar o veterinário porque pode agravar e levar à cegueira.

Há pouco mais de uma semana, esse mesmo olho começou a deitar um maior número de secreções. As chamadas ramelas são normalíssimas, mas é preciso ter sempre atenção em relação à quantidade e aspecto. Então se o animal tentar coçar-se com a pata é mais um sinal.

Passado poucos dias levei o Kiko a uma consulta. Confirmou-se que era conjuntivite. O olho está perfeito, mas nada como passar pomada, (Predniftalmina), de 12 em 12 horas, durante 10 dias.

Pôr pomada nos olhos de um cão não é pêra doce. Há muita coisa que temos que fazer pelo Kiko que pode ser considerada difícil, mas isto é toda uma nova e elevada categoria de dificuldade, o que aumenta o meu espanto e admiração quando a Dra. C. lhe coloca com tanta rapidez e habilidade a primeira dose ainda no consultório.

Aqui o ritual é feito, sempre que possível, a quatro mãos. Primeiro há que limpar o olho e a zona circundante com soro fisiológico e uma gaze esterilizada. Este processo até deve fazer parte da rotina de limpeza do animal, mesmo quando não há qualquer doença: uma gaze para cada olho para evitar qualquer contágio.
Não há como convencê-lo a estar quieto durante o processo: é um misto de força com subornos.
Para colocar a pomada, como amadores que entendemos ser nem nos atrevemos a apontar o tubinho metálico da pomada ao olho do bicho. Preferimos usar uma gaze para o efeito.

Acho que hoje foi a primeira vez que realmente acertámos, com 100% de certezas, com a pomada no globo ocular. Normalmente acertamos em redor, e vale-nos uma pequena massagem para garantir que alguma coisa vai efectivamente lá parar. Isso e fazer figas para que assim seja.
E, claro, não poderia faltar uma recompensa no final do processo.