quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

coisas da casa: Nota mental para quando remodelar a cozinha...



A nossa cozinha é branca. Toda ela, dos revestimentos, aos pavimentos, aos armários. E foi, desde o início, um dos pontos positivos desta casa.

Porque o branco é luminoso, cria uma sensação de amplitude especialmente necessária em espaços que não sejam generosos em dimensão. O branco é neutro e intemporal, logo não é uma tendência passageira, não passa de moda, não cansa, o que é importante quando falamos de algo que se trocará para aí uma ou duas vezes na vida.

Como é como uma tela em branco são os detalhes que lhe dão personalidade, dependendo da nossa escolha de acessórios. Por exemplo, com apontamentos em ferro forjado, faiança e padrões botânicos e florais ficamos com uma cozinha rústica, um ambiente mais campestre. Se optarmos pelo inox criamos um ambiente mais moderno.
A vantagem é que, tratando-se simplesmente de acessórios, podemos variar com a frequência que desejarmos. Isso faz com que continue a gostar de cozinhas brancas.

Uma das modificações que fizemos e que mais me agradam, foi trocar o vidro da chaminé que era fosco, incolor e sensaborão, por um azul forte. Os restantes apontamentos são em verde maçã e madeira de bambu, uma mistura que me transmite vitalidade e jovialidade, uma espécie de cocktail vitamínico que se toma pelos olhos.

Um dia que a cozinha seja remodelada manteria o branco, mas gostaria de fazer algumas modificações.
Porque também é possível brincar com os brancos, escolheria azulejos de várias dimensões e texturas para dar ao espaço uma pitada de "design", carácter e sofisticação.

Mas, a nota mental, aquilo que realmente me quero lembrar quando chegar a altura é de optar pelo máximo de pormenores que sejam práticos, que facilitem o dia-a-dia e a manutenção do espaço. Particularmente importante num espaço branco, onde uma simples migalhinha ou gota de qualquer coisa salta à vista.

A começar pelos armários.
Tudo bem que não fui eu que escolhi este modelo, já cá estavam. Mas, só vos digo, portas de armários trabalhadas, com rococós e mariquices nunca mais! O tempo que passo à volta dos pormenores de uma só porta daria para limpar toda uma fila de armários lisos!

A escolha do acabamento dos mesmos também é importante, porque um dos grandes defeitos dos armários brancos é que tendem a amarelar com a passagem do tempo, e é efeito que não passa por mais que se limpe. Penso que, se entretanto não saírem novos materiais, a melhor escolha neste momento são os lacados de alto brilho.

Ainda a pensar de forma pragmática, os próximos armários de parede terão que ir até ao tecto. Aquele espaço intermédio para além de ser um desperdício de espaço, só serve para acumular sujidade e a sua limpeza lembra-me um número arriscado de circo, comigo a empoleirar-me em cima do escadote, ou em cima da bancada, a esticar-me até à pontinha dos dedos para chegar ao fundo.
Não, muito obrigada! Dispenso! Especialmente depois de um dia em que escorreguei do escadote e aterrei de costas no chão.
Outra grande mudança que faria seria colocar um tecto falso, com focos de luz embutidos. Talvez em madeira de bambu porque gosto mesmo da sua tonalidade, acho que combina muito bem com o branco e transmite-me aquele conforto que só a madeira consegue, sem ser demasiado escura, antiquada, opressiva.
A grande vantagem dos tectos falsos é que permitem personalizar a iluminação, colocando tantos focos de luz quanto desejarmos e nos pontos que acharmos bem. A sua manutenção é bem simples.
Lavo o tecto falso do corredor com detergente próprio para madeiras e passo um ou outro produto e este fica brilhante como um espelho.

Por fim, os lava-louças mais práticos, na minha opinião, serão sempre os de cuba dupla com escorredor.