terça-feira, 5 de janeiro de 2016

coisas sobre mim #2: Sementes de cordialidade



Não sei se me defina como introvertida ou extrovertida. Acho que metade de mim pende para cada lado. Se, por um lado, preciso de uma dose diária de isolamento como de pão para a boca, por outro, a interação com o próximo é-me tão natural quanto respirar.

Levo muito a sério a filosofia de ser cordial com todos os que se cruzam no meu caminho, estranhos ou não. Estranhos que deixam de ser estranhos. E há algo de recompensador em ver um estranho deixar de nos ser assim tão desconhecido, quase como ver uma semente germinar. Também há algo de cómico, quase próprio de um sketch televisivo, como ir de Sintra a casa a pé e fazer esses quilómetros a sorrir e a acenar , qual rainha de Inglaterra, para responder aos cumprimentos dos conhecidos, que passam por mim, carro sim, carro não.

Sentido de humor à parte, são coisas que gosto, que me fazem sorrir. Talvez nem todos entendam o meu ponto de vista, mas tenho a certeza que a cordialidade compensa, de uma forma tangível até, quando determinada pessoa, outrora carrancuda, abre um sorriso e apressa-se a ser o primeiro de nós os dois a desejar bons dias e um bom ano.