segunda-feira, 18 de abril de 2016

cromices #126: Nós em modo wedding-planners...


Quando nos casámos optámos pela forma mais simples e prática de o fazer. Fomos os dois assinar papéis ao Registo Civil, e pimbas, feito. Passados alguns dias estávamos a embarcar com destino à lua da mel. Só quando voltámos é que fizemos um almoço, bem disposto, com a família mais próxima. Organizámos dois pequenos álbuns de fotografias que oferecemos aos nossos pais e assunto arrumado.

Foi nossa opção abdicar de tudo: alianças, flores, vestido, igreja, copo de água, lista de convidados...

Fizemo-lo não por falta de respeito a outras pessoas, mas como profundo sinal de respeito por nós mesmos. Une-nos também uma fervorosa crença que a vida é demasiado curta, e por vezes exageradamente complicada, para que se abdique da nossa vontade, da liberdade já tão rara de se fazer o que se quer, só para agradar a terceiros.

Chatices? Nenhumas. Zero. Foi, sem qualquer dúvida, um dia feliz, não só pela ocasião, mas também por termos abdicado de um casamento mais convencional, cuja organização está repleta de afazeres, pormenores e formalidades que nos stressam e enfadam até ao tutano, e que na realidade não condizem propriamente com as nossas personalidades.

Pena, pena só tivemos de não ter calhado em ano bissexto. Que tinha sido mesmo giro escolher o 29 de Fevereiro.

Quem gostou, gostou. Quem não gostou faça à sua vontade com a sua própria vida. E sejam felizes, caramba!

No entanto, tal não impede que já tenhamos, em conversa, imaginado como teríamos organizado uma festa de casamento ao nosso gosto. Isto se quiséssemos ter tido o trabalho.
Daria uma coisa assim:

Em resumo, seria uma espécie de luau havaiano numa praia.
A ementa: churrasco, muita fruta esculpida, opções vegetarianas. Cocktails coloridos, com muitas opções não alcoólicas.
Muita animação. Tendas de chill out com bean bags a pensar nas pausas. Espreguiçadeiras, zonas de sombra.

Totalmente casual, com zero formalidades, a começar pelo traje. Traje formal seria completamente proibido.
O marido acha que é um desperdício estúpido de dinheiro e tempo o quanto os convidados de um casamento gastam em roupa, sapatos, cabelo e todos os pormenores, e eu concordo. Que trouxessem fato de banho, roupa de praia, chinelos, o que acharem melhor.
Outra regra seria não dar prendas aos noivos. Quanto muito escolheríamos uma causa, uma qualquer associação, e seriam pedidos aos convidados donativos para esta.
Quanto ao vestido de noiva, nem pensar! Para mim, teria optado por um dos milhentos vestidos da secção beachwear. Para ele, no máximo, uma camisa havaiana. E de pézinho descalço na areia.

A gracinha, o toquezinho, o recuerdo para os convidados, seria alguém recebê-los com a oferta de um lei, (colar de flores havaiano) para usarem ao pescoço que depois levariam consigo.