quinta-feira, 12 de maio de 2016

cromices #129: Era metê-los a todos a caminho de Fátima, ou ode aos closets.



Acabei de limpar e reorganizar o armário do meu homem.

Por cada casa construída nos últimos vinte anos sem closet, deveria haver um arquitecto e um construtor que fossem, em penitência, a Fátima. De joelhos.

Odeio a mania do género masculino de confundir as necessidades das mulheres com caprichos.
Tenho para mim que um closet é quase uma coisa de primeira necessidade. Poupa trabalho e sobretudo, poupa na paciência. Deixa de haver roupa, sapatos, trapos e trapinhos espalhados por locais que não lembra ao demo. É um sistema de arrumação quase inexpugnável. Quando bem pensado e organizado dificilmente cede ao humano mais desarrumado.

Um closet dá-nos anos de vida. Aqueles que se perde de cada vez que se ouve "onde está aquilo ou aqueloutro". Uma pessoa sabendo que há-de estar ali, no seu sítio. Pode é não estar exactamente à frente do nariz. Pois num closet está tudo "in your face". Não há que enganar.