segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

coisas de Natal: A missão dos "Tios Natal"



Há anos atrás, lembro-me de ver uma qualquer entrevista com uma artista musical de relevo qualquer, e das poucas coisas que retive foi a descrição do momento em que descobriu que aquela era a sua paixão. Um qualquer familiar lhe havia oferecido uma guitarra aquando criança, e isso foi suficiente para despertar um interesse que se tornou numa enorme história de sucesso.

Embora não me lembre de quem é quem, esta é uma história bastante comum. É o prólogo de muitas histórias de sucesso, de adultos que descobriram a sua vocação, que não só se tornaram um exemplo por serem bons no que fazem, mas especialmente por inspirarem outros por serem felizes em fazê-lo.

Isto não ocorre só no campo da música, mas em todos os contextos. Também não ocorre somente na vida de pessoas que são nacional ou mundialmente famosas, aliás a fama é o que menos importa.
O ponto verdadeiramente importante destes exemplos, pelo menos o que retirei para a minha vida, é que nós, adultos, temos o dever de alargar o horizonte das nossas crianças, apresentar-lhes coisas novas, permitir-lhes novas experiências. Se gostarem, fantástico, se não gostarem, fantástico à mesma. Pois saber que não se gosta de algo, que o nosso caminho afinal não é por ali, também é uma grande ajuda na formação da personalidade de qualquer indivíduo.

Achamos que as épocas de oferecer presentes, como o Natal e aniversários, são ideais para aplicar esta máxima.
Não vou revelar o que escolhemos para as sobrinhas, não vá a mais velha ler o meu blogue. Só digo que quisemos proporcionar-lhe uma nova experiência, ajudar na autodescoberta.

Como é que tudo isto se traduz num objecto palpável? Fugindo das grandes tendências e definições de género.
Ou seja, os miúdos já passam demasiado tempo agarrados à tecnologia - aos telemóveis, tablets, pc's e consolas de jogos, então porque não optar por algo relacionado com uma qualquer Arte.
Só no campo da Arte temos um universo inteiro por onde escolher: desde equipamento fotográfico, a material de pintura, um instrumento musical, a kits que ensinam a desenhar cartoons... e tanta coisa mais.

Ou Desporto. Ou Ciência. Mesmo que seja para uma menina. Sobretudo se for uma menina: já chega de impôr limites, de classificar o que se julga adequado ou não por género. Devemos ser mais evoluídos que isso.
Há telescópios, microscópios, brinquedos que ensinam o básico da programação informática desde a mais tenra idade, e milhentos jogos e kits de ciência, trotinetas, patins, e todo um mundo relacionado com desporto que vai muito além do futebol.





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