Trata-se do segundo filme mais caro de todos os tempos - o mais dispendioso é o Avatar, de James Cameron.
A sua produção custou, em valores actualizados em 2005, cerca de 286 milhões de dólares. Investimento que quase levou a 20th Century Fox à falência.
Desempenhar o papel de Cleopatra, permitiu a Liz Taylor, tornar-se a primeira actriz de sempre a auferir 1 milhão de dólares.
Os americanos chamam-lhe "mud room", os japoneses "genkan", os franceses "foyer". Por cá, o termo mais comum será "hall de entrada".
Há uma justificação para o facto de ter escolhido expressar-me através deste particular estrangeirismo, ainda por cima, um algo invulgar pelos nossos lados.
É que, se a nível da linguagem, podemos de certa forma entender que o equivalente português para "mud room" será "hall de entrada", na realidade, uma "mud room" e um "hall" possuem atributos suficientemente distintos, para não se tratar sequer da mesma divisão.
Embora ambas as divisões sirvam para estabelecer uma fronteira entre o exterior e o interior da habitação, o hall é mais formal do que a "mud room".
Num hall encontramos normalmente objectos, móveis e até revestimentos de grande valor decorativo, que ajudam a compor um ambiente mais formal.
Uma "mud room" é prática, onde a função está acima da forma, não querendo dizer que não possa ser apelativa esteticamente.
É uma divisão polivalente, cujo propósito é ajudar a manter a casa limpa.
É onde os membros da família trocam o calçado de rua pelo calçado de andar em casa, despem os casacos. Que jeito que dá especialmente nos dias invernosos de chuva e lama!
Há modelos de "mud rooms" que incluem a zona de lavandaria e arrumação dos produtos de limpeza e manutenção da casa.
Os mais completos de todos ainda pensam nos animais de estimação, chegando a ter um espaço para dar banho aos patudos, o que é genial.
Esta divisão acho-a essencial, e embora seja comum em muitas casas de bairros suburbanos americanos, lamentavelmente ainda não tem expressão por aqui.
Quando idealizo a minha casa de sonho, garanto-vos que é uma adição que não fica esquecida!
Primeiro o Ulisses, depois o Eros, e por fim o Zeus.
Um por um, ao longo dos anos, a doença foi-nos levando os nossos filhos felinos.
Só quem já passou pelo mesmo, saberá a infinitude da frustração de ir a guerra com todas as armas que se tem, e perder. Há momentos em que se deseja que a doença não seja uma coisa invisível e abstracta, mas que tome uma forma física qualquer, mesmo que enorme e monstruosa, só pela oportunidade de a atacar ao murro, ao pontapé, à dentada e com tudo o que nos venha à mão.
Um dos piores aspectos é a mistura da doença e dos tratamentos. O animal sente-se frágil, indisposto, sensível. Sente-se acossado com as inúmeras idas ao veterinário, com as manipulações, os exames e o diabo a sete. Em casa não se sente melhor. Todas as horas impinge-se alimento, água. Força-se medicamentos pela goela abaixo. Repete-se o procedimento se este vomita o preparado anterior.
Torce-se para não se ter que recorrer ao saco de soro e às agulhas que se trouxeram da clínica por precaução, mas repete-se mentalmente o processo que a veterinária ensinou, para não falhar se for necessário.
Não há paz, nem para o bicho, nem para nós. Faz traquinices e tudo o que não deve, e tudo lhe é permitido. Importa é que se ponha bom.
Desconfia de nós. Coitado, não consegue entender que só o chateamos com toda aquela parafernália de medicamentos porque lhe queremos bem. Bufa, arranha. E nem o ardor do álcool nos arranhões se comparava ao aperto no peito por lhe ver a força anímica a desaparecer.
Não teria havido momento algum de paz, não fossem duas músicas em especial. Com poderes mágicos de embalar, de acalmar, de permitir respirar fundo e dormitar um pouco nos meus braços, de cabeça deitada no meu ombro.
São as canções de embalar que sei de cor, e em todos aqueles dias foram também orações.
Ontem foi o meu 34º aniversário, e foi um dia verdadeiramente bom!
E bom para mim, tem tudo a ver com simplicidade e tranquilidade.
Acordar com um telefonema dos meus pais, e logo a seguir do marido. Ter a minha mãe a chamar-me pelos mesmos "petits noms amoreux" que ouço há 34 anos, essa forma ternurenta de me acordar no dia do meu aniversário que se tem mantido inalterada ao longo de toda a minha vida, rir em família com as nossas "private jokes" - as que tenho com os meus pais, e as que tenho com o meu marido, é mais do que suficiente para começar o dia com um sorriso de orelha a orelha.
Dois dedos de conversa na esplanada com amigos. Responder a mensagens gentis e carinhosas pelo Facebook, pelo mail, pelo telefone. Sabe-me bem e é quanto me baste.
À noite, ir a um bom restaurante. Só os dois.
Porque o prazer de bem comer é inconciliável com os tipícos restaurantes dos jantares de grupo.
Hoje, acordei a pensar nas minhas avós. E lembrei-me de outros aniversários, quando era miúda.
Da importância que tinha o cartão musical que a minha avó Maria enviava todos os anos, e chegava pelo correio sem nunca falhar, no dia do meu aniversário. Da sua escrita cuidada. Guardei-os a todos. São uma das minhas relíquias.
Do telefonema da minha avó Teresa. Só de pensar, até parece que lhe ouço a voz - "Minha rica netinha", e eu respondia "gosto muito de si, vó". E o telefone ia passando, de mão em mão, pelo meu avô e todos os familiares que lá estivessem, a centenas de quilómetros, para falarem comigo.
Voltar a ter isso, faria de um dia verdadeiramente bom, perfeito!
Há muitos anos vi um documentário sobre Hong Kong. Há coisas que se vêem e que nos marcam. Ficou-me a imagem, creio que chocante para qualquer um de nós, dos espaços exíguos em que muitas das pessoas habitam, naquela mega metrópole.
O maior choque são, com toda a certeza, as condições sub-humanas em que vive a camada mais desprotegida da população, devido ao altíssimo custo de vida.
Acontece que Hong Kong é das cidades mais caras do mundo. Em média, o custo por m2 ultrapassa os cerca de 10500€! Com uma área de 1,104 km² e uma população de sete milhões de pessoas, Hong Kong é também uma das áreas mais densamente povoadas do planeta.
Por lá, em média, uma família de quatro pessoas habita numa casa que não ultrapassa os 30m2. Em Portugal, é comum que um T2 não seja menor do que 60m2, e um destas dimensões é considerado pequeno, pois existem exemplos de habitações com a mesma tipologia com o triplo ou ainda o quádruplo da área.
Esta realidade não se restringe a Hong Kong. Em todas as grandes cidades, onde há uma grande aglomeração de pessoas, vive-se o conceito das micro habitações. E não é um fenómeno somente da Ásia.
Não foi para falar especificamente de Hong Kong que serve este post. Serviu sim, para contextualizar o problema, antes de dar a conhecer a solução.
Este fenómeno fez nascer novos conceitos de optimização do espaço. Existem cada vez mais exemplos de como dotar micro espaços de um elevado grau de habitabilidade e conforto, fruto de ideias engenhosas de arquitectos e designers em redor do mundo. Ideias também nascidas da experiência e imaginação de um número cada vez maior de pessoas que optam por este estilo de vida.
A popularidade crescente deste tipo de habitações tem em cada pessoa, a sua justificação. Há quem o faça porque prefere viver com menos espaço do que desperdiçar uma parte do dia em transportes do, e para, o centro da cidade.
Outros, porque é uma opção mais económica, e entretanto descobriram de como é possível ter qualidade de vida com menos bens, até porque o espaço sendo limitado é impraticável acumular muita coisa.
Outros ainda defendem que é uma opção mais ecológica e sustentável.
O apartamento mais pequeno que encontrei na minha pesquisa é em Nova Iorque e, tem uma área pouco maior do que 7m2.
Não se trata do melhor exemplo em termos de design, mas ilustra o quão pouco necessitamos para viver.
Passemos então a alguns exemplos brilhantes:
E por fim, uma casa no Japão, que ocupa o que foi outrora o lugar de estacionamento de um carro:
Estes exemplos inspiram-me e é por isso que os partilho convosco.
- Porque algumas das ideias utilizadas para poupar espaço são realmente geniais, e podem ser uma grande mais valia, mesmo sendo aplicadas nas nossas casas.
- Porque realmente não precisamos de tanta coisa.
- Porque é um conceito que acredito que venha a inspirar o futuro de uma forma positiva: na minha mente será um grande passo em frente, quando trocarmos os complexos urbanísticos de hoje, em que tudo é betão, por casas um pouco menores mas duplamente eficientes, de forma a que uma percentagem de cada lote seja um espaço verde, uma horta para aquela família.
(Mais tenho a dizer sobre este tema, mas fica para próximos posts).