sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Sabedoria dos Intas em 10 segundos #15




Abri o Bhodhicaryavatara de Shantideva:

" 114 - Interessamo-nos pelos membros como partes do nosso corpo, porque não pelos Homens como parte da Humanidade?

115 - Por hábito aplicamos esta ideia de "eu" a este corpo sem alma, porque não aos outros?

116 - Desta maneira, se fazemos bem aos outros, não sentiremos nem orgulho nem complacência. Ninguém está à espera de ser recompensado por se alimentar a si mesmo.

117 - Tal como tens vontade de te defender contra a mais pequena ofensa, é indispensável que o pensamento de protecção e de bondade para com os seres se torne em ti um habito. "




quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Em modo salada de frutas...


O champô é de maçã e kiwi, o gel de banho de mirtilo e romã, a loção de manga, e o perfume tem notas de cereja.



terça-feira, 12 de novembro de 2013

Sabedoria dos intas em 10 segundos #14



Abro o livro "Meditação - A primeira e última liberdade" de Osho, e salta isto:

"Dizer "sim" à vida é ser religioso; dizer "não" à vida é ser não-religioso. E sempre que deseja alguma coisa está a dizer "não". Está a dizer que alguma coisa melhor é possível.
As árvores são felizes e os pássaros são felizes e as nuvens são felizes - porque não têm devir.
São simplesmente o que quer que sejam.
A roseira não tenta ser um lótus. Não, a roseira é absolutamente feliz por ser uma roseira. Não pode persuadir uma roseira, não será capaz de corromper a mente da roseira por forma a tornar-se um lótus. A roseira não fará mais que rir - porque a roseira é uma roseira. Está simplesmente fixada e centrada no seu ser. É por isso que toda a Natureza é desprovida de febre: calma e quieta e tranquila. E estabelecida!
Somente a mente humana está num caos, porque toda a gente anseia ser outra pessoa qualquer. É isto que tem feito ao longo de mil e uma vidas. E se não despertar agora, quando é que pensa despertar? Já está maduro para o despertar."


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Sabedoria dos Intas em 10 segundos #13


Que sejam cada vez mais os dias em que o coração é uma máquina de bem querer.
Assim seja!



E porque hoje é dia de S. Martinho...



Reli a lenda de S. Martinho. Continuo a gostar tanto desta como quando era miúda.
Por coincidência, hoje apetece-me ouvir Zeca Afonso.

Não.
Não existem coincidências.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Margarida - 1, Intas - 0


Hoje vinha decidida a quebrar as convenções sociais, os tabus, que nos inflingem o dogma que não devemos falar de merda. Leia-se matéria fecal.
Senti-me inspirada pelo prazer que as coisas mais simples da existência causam, no qual, defecar ocupa um dos lugares pioneiros.

Fiquei tão impressionada com aquele submarino, que lhe fiz continência e entoei, na minha melhor voz de soprano, o "Rule, Britannia" enquanto puxava o autoclismo.

"Rule the waves"!

Qual Almirante orgulhosa, senti uma urgência em partilhá-lo com o Mundo. Que se lixem os tabus!

Mas depois soube do episódio da Margarida, e senti-me derrotada.
Senti-me pequenina, que nisto da merda, sou uma menina.
Que o meu S.S. Britannia não tem artilharia suficiente para se comparar com toda a frota da Guidinha. Bolas, pá!






quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Os falsos arautos da Igualdade


Vamos lá, sem medos, agarrar na batata quente que é este tópico.

Começo por usar de palavras que não são minhas, mas quero iniciar com uma definição de Igualdade:

- "Princípio de organização social segundo o qual todos os indivíduos devem ter todos os mesmos direitos, deveres, privilégios e oportunidades."

Aqui podem ler uma curtinha descrição da Constituição da República Portuguesa.

Para os mesmo distraídos, é também o compêndio de todos esses direitos, deveres, privilégios e oportunidades, no que nos toca - cidadãos de Portugal.

Para quem nunca leu este documento basilar da nossa sociedade e nação, fica aqui o link. Isto porque em certos temas a ignorância não é santa, é mais a lepra do espírito.


Então, que tens a dizer sobre a Igualdade, afinal? - faz de conta que me perguntam...


Que fico a duas batidas do coração de me dar um valente amok quando ouço alguns dos vulgares discursos e comentários sobre Igualdade.
Porque todos abordam a sua ausência, a discriminação negativa. E não tratam com igualdade a própria Igualdade.
Porque todas as formas de discriminação são abomináveis. E a discriminação positiva tem efeitos tão perniciosos para o indivíduo e a sociedade quanto a negativa.

É imoral a existência de deveres sem direitos. É igualmente imoral a cedência de privilégios a quem não cumpre com os deveres, a não ser que seja possível fazê-lo por todos os cidadãos, sem excepções.

Quando olho para uma pessoa, vejo uma pessoa.
Quando olho para ti, vejo-te a ti, também enquanto produto das tuas acções, escolhas, carácter.
Estou-me nas tintas para o teu género, raça, nacionalidade, etnia, profissão, credo, religião, orientação sexual, estrato social, financeiro...

Tal não é motivo para que as tuas oportunidades sejam menores que as minhas. Tal não é desculpa para que as minhas oportunidades sejam menores que as tuas.



Nem mais, nem menos.


Ou nas palavras de outrém:

"Para combater as desigualdades muito injustas que existem na sociedade não é preciso favorecer as pessoas que são vítimas dessas desigualdades e que estão em grande desvantagem relativamente a outras pessoas, basta deixar de as prejudicar."

in Caderno de Sociologia



princípio de organização social segundo o qual todos os indivíduos devem ter os mesmos direitos, deveres, privilégios e oportunidades

igualdade In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-11-06].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/igualdade>.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

E porque hoje é 5 de Novembro...



É dia de Million Mask March.





Cromices #1


Quando tive o meu primeiro telemóvel, isto há quase quinze anos atrás, decidi armar-me em engraçadinha com a mensagem do voice mail. À mensagem da praxe do deixe nome, contacto, assunto, blá blá, rematava com algo tipo " só se retribui chamadas a quem pagar copos".

Uma piada sem qualquer graça, é certo. Mas visto que naquela altura todos os meus contactos eram amigos ou família, não havia qualquer problema.

Não tardou muito que me esquecesse da existência da dita mensagem.
Mais tarde, quando o meu círculo passou a abranger também contactos profissionais, houve uma época, em que eu, vítima de amnésia, achava tão estranho que o pessoal das empresas ligasse a convidar-me para um copo...





O sentido de Justiça aos 6 anos


Quando fui para a 1ª classe - sim, sou do tempo em que se dizia classe e não ano! - os primeiros dias eram passados a fazer rabiscos.

Lembro-me de, num desses dias, estar na companhia de mais dois miúdos.
Um deles não vai de modas e risca o desenho do segundo.
A resposta deste é começar a chorar. Coisa que não durou mais dos que uns segundos, pois o terrorista ameaça fazer pior se alguém fizer queixinhas. Inclusive a mim.

Rasguei-lhe o desenho pelo que fez ao outro. Dei-lhe uma chapada por me ter ameaçado.
Desatam os dois a chorar.

Resultado: um puxão de orelhas monumental!

A primeira de muitas lições sobre justiça.

O que apreendi: se queres fazer justiça pelas próprias mãos há que usar uma máscara.







sábado, 2 de novembro de 2013

Sabedoria dos intas em 10 segundos #12



A evolução da Humanidade está na mão das vítimas.
Aos agressores espera-os a morte, com ou sem redenção. Se houver transmutação, morre o agressor antes da pessoa que o carrega. Se não, o dia da morte de um, será inevitavelmente a do outro. Ponto. Pó. Fim.

Às vítimas, cabe-lhes a decisão mais crucial de sempre, para elas e todos nós: quebrar o ciclo de agressão, ou deixarem-se contagiar pela bestialidade, ocupar o lugar do agressor.

Não há Ser mais forte do que a vítima que decide não continuar o ciclo que o agressor lhe testemunhou. Serão estes os construtores de um Mundo sem agressores e sem vítimas.


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

coisas de ver #15


Passei uma parte do último domingo, agarrada à tv, a salivar enquanto via uma sequência de vários episódios de Britain's Best Bakery.

Para quem não conhece, é um concurso onde dois conceituados experts em pastelaria e padaria, procuram o que melhor se faz na Grã-Bretanha, e quem o faz.
Mais de 30 estabelecimentos foram pré-seleccionados, e em cada episódio, três dos quais participam em três provas distintas.
A primeira prova é a visita ao estabelecimento, a segunda, a apresentação de um produto que o simbolize, e por fim, a confecção, por parte dos três estabelecimentos concorrentes, de uma especialidade escolhida pelos jurados.

Trata-se sobretudo de conhecer a variedade gastronómica de uma nação, e de reconhecer os profissionais que melhor trabalham, de os premiar.
Gostei tanto do conceito que fiquei mesmo agarrada à ideia do quanto gostaria de ver este formato no nosso país. A Melhor Padaria/ Pastelaria de Portugal! Soa-me bem.








O carnaval são 3 dias e o Natal... 3 meses?!



Antes que me confundam com o Grinch, fica aqui o esclarecimento:




- Gosto do Natal - Yule - Saturnália, do seu simbolismo tal qual se apresenta aqui.

- Não gosto mesmo nada do natal que se respira a partir de Outubro. Dos shoppings que ficam a abarrotar de gente três meses antes, destes espaços que se vestem a rigor com tanta antecedência, de folhetos que enchem a caixa de correio com campanhas natalícias ainda o Outono não se despediu, das tradições que viram obrigações.