quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Sabedoria dos Intas em 10 segundos #16
Quanta energia é dispendida naquilo que não interessa!
Ou como diz o ditado: "muita parra, pouca uva".
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
A lição das formigas
Todos os dias aprendo algo. Aprendi através de um incontável número de pessoas ao longo do tempo, por vezes através das pessoas mais insuspeitas.
Mas, no lugar pioneiro de toda esta pirâmide de professores, estão os meus pais.
São deles que recebemos as nossas primeiras lições, e entre estas estão algumas das mais importantes que poderemos aprender ao longo da vida.
Hoje, com a maturidade que a minha idade me permite, dou valor redobrado ao que me transmitiram.
Hoje partilho um pouco do que aprendi com eles sobre economia:
Com eles aprendi que a poupança é um dever, independentemente da nossa capacidade financeira.
Como é óbvio não desejamos nenhum azar ou infelicidade na vida, mas todo o indivíduo deve construir um pé de meia para enfrentar o que quer que se apresente. Que as coisas não acontecem só aos outros.
A discernir o que é ou não prioritário, importante, essencial.
Que não se falham com as obrigações, pois entre as coisas mais valiosas estão a honra, a palavra, o bom nome.
Que o ego é uma besta cara e difícil de manter satisfeita. Muitos dos que lhe obedecem cegamente, esquecem-se que quando a panela se apresenta vazia, ou se está em risco o telhado sobre a cabeça, de pouco ou nada vale o carro fantástico à porta e objectos afins.
As cigarras são arrogantes, quando apregoam o direito a serem como são.
Algumas cigarras são invejosas, que se espantam com o resultado do labor das formigas. Não compreendem que a poupança requer disciplina, abnegação, rigor, recusa em satisfazer todos os desejos hedonistas, e de consumo.
Algumas cigarras são egoístas. Serão sempre um peso para as formigas, pois estas são sempre procuradas, na infelicidade e no azar, para que partilhem o que amealharam. Evitaram preocupar-se ou prevenir-se, talvez já contando com a presença e a natureza da formiga.
Algumas cigarras são duplamente arrogantes. Julgam que a formiga tem o dever de partilhar. Que está no seu pleno direito usufruir do que não é seu.
Num mundo de cigarras, os meus pais são formigas.
E são tantas as vezes que vi a fábula de Esopo ganhar vida.
E não, a maioria das cigarras não aprende a lição. Isso é ficção. Simplesmente um toque à la Hollywood.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
coisas da casa #7: a sala de Héstia
Gosto das palavras. Brincamos com estas e é-nos revelado o sentido das coisas.
Há uma razão para que, na língua inglesa, "house" e "home" sejam vocábulos distintos.
Basta haver uma estrutura, um edifício e estaremos perante uma casa, uma "house". No entanto, por si só, isso não basta para ser um lar, "home".
Falta-lhe vida, energia vital, fogo. Da mesma forma que um corpo precisa de alma para ser uma pessoa.
Curiosamente, uma das definições de lar, é "o local onde está o lume".
Se no ser humano a fonte de energia vital é o coração, também morada da alma, numa casa não é diferente.
Por muitos séculos a divisão mais importante de uma casa era onde estava presente o "hearth", (não é gralha, é mesmo assim, com "th").
| hearth medieval |
O "Hearth" é uma lareira, presente nas casas e nos templos, desde os primórdios da civilização. Onde o lume está sempre presente e nunca se nega a quem o pedir, como podem ler aqui , numa crónica de costumes do povo açoriano.
(mais sobre "hearths" aqui )
Nas palavras do poeta brasileiro Érico Veríssimo, "Enquanto houver lume num lar hospitaleiro, haverá ainda na terra um rasto de esperança".
Chamo-lhe a sala de Héstia, pois esta é a divindade do fogo doméstico e do que ardia nos altares dos templos. O seu objectivo era protecção e o bem-estar das cidades, das colónias e dos lares.
A própria deusa é o fogo, representada muitas vezes como chama. É o conceito de sobrevivência, de refúgio, segurança, de continuação da existência da civilização, acima de qualquer disputa, guerra, transtorno, revolução.
Na Antiga Grécia, quando um casal se unia, existia um ritual em que este acompanhava a mãe da noiva até à nova casa. Esta levava consigo uma chama do seu lar, dotando a nova casa do fogo de Héstia, dando-lhe o necessário para se tornar também um lar.
Quando penso em "hearths" penso em lareiras alentejanas. Retrocedo no tempo e sorrio. O fogo persiste. Somente no pensamento, mas persiste.
Vôo para norte, e revejo-me numa cozinha de modos transmontanos, onde o lume crepita.
São as chamas da minha memória.
| via culturas no campo - lareira transmontana lareira alentejana lareira alentejana |
Na casa que idealizo, Héstia tem uma morada condigna. Tenho-lhe dó por a ver confinada aos bicos do fogão.
Maldigo alguns traços da modernidade, que faz de nós, uma humanidade tão pouco humana. Porque penso que éramos melhores mesmo quando, só por peso das cirscustâncias, aprendiamos a ser corteses, prestáveis, hospitaleiros. A não negar o lume.
sábado, 30 de novembro de 2013
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Combater a gripe com remédios caseiros
Quando senti os primeiros sintomas desta "minha gripe" - que se fez notar através de exaustão e dores no corpo nos primeiros dias - a primeira coisa que fiz, (que faço sempre), foi pesquisar.
Saber mais, sobre qualquer que seja o tema, cria as bases necessárias para tomar decisões sobre como agir. Esta é a forma de reagir que me deixa mais confortável.
Então, toca a ler, em n sites sobre o vírus da gripe, o ciclo de vida do mesmo, os sintomas, os tratamentos e tudo o que mais havia para dizer sobre este bicharoco malvado.
(Se quiserem ler mais sobre este tema, este é um dos sites que recomendo.)
No site da Deco apareceu este texto, que coloco aqui, que de forma resumida apresenta a relação entre a gripe e os medicamentos:
"A infeção da gripe, em geral, evolui para a cura espontânea.
O paciente começa a sentir-se melhor 2 a 5 dias após o início dos sintomas e fica completamente restabelecido, no máximo, em duas semanas.
Os medicamentos sintomáticos, como analgésicos e antipiréticos, que habitualmente tomamos para a gripe não aceleram a cura, uma vez que nenhum consegue eliminar o vírus. Os antivirais, muito publicitados aquando da pandemia de gripe A, reduzem a duração da doença em um dia, mas apresentam diversos efeitos indesejáveis. Por isso, os médicos receitam-nos apenas a doentes com grande risco de complicações.
Os antibióticos são completamente inúteis (só combatem bactérias) e podem ser perigosos. O uso indiscriminado destes medicamentos permite que as bactérias criem resistências, tornando-se muito difíceis de combater. Por isso, os antibióticos devem ser reservados para as situações em que são indispensáveis, não devendo ser usados a título preventivo.
A solução será, então, resignar-se ao sofrimento? Não conseguirá fugir-lhe por completo, mas pode tomar medicamentos – paracetamol ou ibuprofeno – para aliviar sintomas como a dor e a febre. Leia sempre o folheto informativo e certifique-se, sobretudo, das contraindicações.
As grávidas, por exemplo, não devem tomar ácido acetilsalicílico. O mesmo se aplica às crianças com menos de 12 anos com infeções virais, como a gripe. Suspeita-se de que o medicamento possa desencadear síndroma de Reye, um problema raro, mas potencialmente mortal.
Quem sofre de úlcera de estômago não deve tomar anti-inflamatórios, como o ácido acetilsalicílico e o ibuprofeno.
O ideal é recorrer a fármacos com um só princípio ativo. Os antigripais, que incluem várias substâncias, devem ser evitados: não são mais eficazes e apresentam mais reações adversas.
Existem ainda produtos à base de plantas, como a equinácea, e homeopáticos (oscillococcinum). Porém, a sua eficácia não está comprovada.
A vitamina C, por seu lado, não previne a infeção, nem acelera a cura da gripe."
Após a pesquisa, as minhas conclusões...
Sou uma pessoa racional e de bom senso. Sei que a gripe pode derivar em situações mais complicadas. Há que estar alerta, conhecer os sintomas da doença, conhecer ainda melhor o nosso corpo, as suas respostas. Porque cada corpo é um caso, todos reagimos de forma diferente aos mesmos estímulos.
Não pertenço a nenhum dos grupos de risco, como crianças, idosos, e pessoas com patologias específicas. Recuso-me, com plena consciência a tomar a vacina da gripe.
Não há nenhum medicamento que mate o vírus. Dito isto, não encontrei necessidade de procurar a médica de família. Fá-lo-ia imediatamente caso houvesse o mínimo sinal de algo anormal, alarmante.
Decidi não me entupir de medicamentos de farmácia. Sou uma adulta saudável e confio na capacidade do meu organismo de combater organismos invasores, de se regenerar. Quis, igualmente, dar oportunidade ao meu corpo de desenvolver naturalmente a imunidade contra o vírus da gripe.
(Atenção a quem lê: cada caso é um caso. Haja bom senso. Aja com bom senso. Se estiver doente não prescinda de todos os cuidados, inclusive de assistência médica.)
Tomei alguns Benurons no início para combater a febre. Quando encontro necessidade tomo uma aspirina. Esta é a totalidade de produtos não-naturais que tenho tomado. De resto, todas as munições nesta "guerra" são totalmente naturais. Porque as nossas cozinhas são verdadeiras farmácias!
Os remédios caseiros
1 - Chá, muito chá
O chá serve dois propósitos essenciais: hidratar e fazer chegar ao organismo as propriedades curativas de algumas ervas e frutos.
Por aqui tenho optado por:
- Chá de carqueja, pelas suas qualidades anti-inflamatórias. (Mais sobre a carqueja aqui ).
- Chá de limão, gengibre e alho. O alho potencia a cura, activa o sistema imunológico. O limão desinfecta, é rico em vitamina C, ajuda a cicatrização. O gengibre é anti-inflamatório e é considerado o remédio universal, como podem ler aqui .
2 - Mel
Seja no chá, num sumo natural, ou até uma colher de mel puro. Ajuda a lubrificar a garganta, logo reduz a sensação de inflamação e ardor que a tosse ajuda a originar. Igualmente possui enzimas que ajudam as defesas do organismo.
3 - Cenoura
A cenoura tem o poder de diminuir o congestionamento das vias respiratórias e a tosse.
Tenho feito um sumo natural de cenoura no liquidificador, onde acrescento água, gengibre ralado e mel.
Pode também ser feito um xarope natural de cenoura. Receita aqui .
A cebola, a beterraba, o nabo também têm propriedades no combate à tosse. A mesma receita de xarope caseiro pode ser adaptada para usar estes ingredientes ao invés da cenoura.
4 - Vitamina C
A vitamina C fortalece o sistema imunitário.
Entre suplementos artificiais e frutas e vegetais, há que escolher sempre em primeiro lugar a opção natural.
As alternativas artificiais foram criadas para suprir a necessidade em consumir esta vitamina, mesmo quando não temos à disposição fontes naturais da mesma.
A laranja, o limão, a tangerina, o kiwi, o agrião, a rúcula, a couve, a salsa, a papaia, o tomate, são alguns dos alimentos fontes desta vitamina.
Coisa mais chata!
Depois da noite de hoje, em que a tosse não me queria dar descanso, cheguei a ter saudades das noites no pico do Verão, em que o sono é inconciliável por causa do calor.
A tosse é um mecanismo importante do organismo. Num cenário de gripe, que
é o meu, é um reflexo que permite expelir a fleuma (muco) carregada de vírus, limpando o sistema respiratório.
Mas lá por ser necessária, não significa que não seja chata. Irra!
Pelo menos podia ter horários decentes.
Mais sobre a tosse, aqui .
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
coisas que gosto #5
A bossa nova é extremamente reconfortante quando faz frio.
coisas que me irritam #10: A mulher tirana
Cada casal saberá das linhas com que se cose a sua relação. Cada caso é único, e o que funciona para uns poderá não funcionar para outros.
E esta coisa de sermos todos, pelo menos, um bocadinho diferentes uns dos outros, gera, de tempos a tempos, alguma estranheza de parte a parte.
Ao longo dos anos, já fui algumas vezes abordada para que puxasse dos galões de namorada/ companheira/ mulher para "dar uma forcinha", convencer o meu namorado/ companheiro/ marido a fazer qualquer coisa contra a sua vontade.
Insistem que eu insista, e eu dou a única resposta que me é possível:
"Não."
Como se trata de um monossílabo difícil de entender, geralmente voltam ao ataque com uma espécie de discurso motivador de treinador de bancada:
"O quê? Achas que não o consegues convencer?! Tu consegues! É insistir, é insistir!"
Aí levanto o sobrolho e replico secamente:
"Não. Eu não faço dessas coisas."
Tcharam, aí está o olhar de confusão, de veado encadeado pelos faróis! Sorriso interior.
Prossigo explicando que se desejam alguma coisa da parte dele, é com ele que devem falar. Se levarem uma nega, aguentem-se, que faz parte da vida. Que nem sempre as vontades estão em sintonia.
Que não insistam, que não somos pessoas que sejamos vencidas pelo cansaço. Que o que é demais enjoa. Que quanto muito, a insistência só resultará num afastamento.
Que lá por sermos um casal isso não dá direito a nenhum dos dois de tomar decisões pelo outro, de forçar, de "puxar pelos galões".
Que quando se ama respeitam-se as decisões, as vontades, o livre arbítrio. Que na nossa casa o espírito da Democracia está presente e saudável.
Fim. Sorriso exterior.
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