sábado, 4 de janeiro de 2014

Sabedoria dos intas em 10 segundos #17



Viver uma história de Amor, ou melhor, em estado de Amor, não nos liga só a uma pessoa, mas ao Mundo.
É querer que todos vivam essa experiência, ter a felicidade como ponto em comum com qualquer um que se cruze connosco. Sabê-lo através do sorriso que nos denuncia.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Cheira-me que 2014 vai ser atarefado...



Sabem aquelas pessoas que ou são atenciosas, amáveis e descontraídas, ou são pragmáticas e eficazes, mas nunca conseguem ser tudo isto em simultâneo?
Tipo um médico que anda de cara fechada e sem passar cartão a nada nem a ninguém que não seja o caso clínico em mãos naquele momento. De quem as pessoas se queixam da pose austera, caústica até, e que a resposta que lhe sai é: "prefere que lhe segure na mãozinha e lhe diga palavras amáveis, ou que me concentre no meu trabalho?"

Pois sou assim.

2013 foi o ano em que me tentei descontrair ao máximo. Fui avestruz, adiei, não fiz, não quis saber. Tentei evitar ao máximo as preocupações, muitas vezes através de uma atitude de não é comigo, há mais gente no mundo, desenmerdem-se, não estou cá, façam de conta que não existo.

Não foi tão fácil como parece. Sempre me foi difícil não controlar, talvez porque ao longo da vida, quando afrouxava um bocado, havia sempre um car#&*$ que não cumpria o seu papel e lixava tudo.

Mas quando finalmente se consegue abraçar a atitude em que se deixa fluir, é tão bom! Mesmo!
Ahhhh, e os momentos de dolce far niente!

 Esplanei muito (o que gosto deste verbo!). Li quantos livros me apeteceram, lamentando apenas que o meu apetite para a leitura não tenha sido tão voraz como já foi. Ouvi boa música, tive bons momentos com boas pessoas. Também tive pachorra para conversas da chacha como é digno das pessoas atenciosas e amáveis.
Reflecti muito, ri-me ainda mais. De mim, de tudo e de todos, inclusivé do que não é politicamente correcto.
 Fiz tudo quanto achei que deveria fazer não dando ouvidos a mais nada nem a ninguém que não fosse a minha consciência.

Fez-me bem. Já consigo respirar fundo e sentar-me com um pose verdadeiramente descontraída, afrouxar os músculos, quando antes parecia que os ombros colavam-se às orelhas e que tudo o resto quedava-se hirto.


Quando 2014 se aproximava senti nas entranhas que este seria um ano de pragmatismo.

Como se tivesse tirado férias e regressasse ao escritório para encontrar a secretária submersa em pilhas de coisas que ninguém fez.

Peço já, de antemão, desculpas pela cara fechada do alter ego pragmático, sarcástico e contundente.
Antes que encarne o bicho de vez, olhem, Bom Ano! Haja saúde!





quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Seasons Greetings



Dia 21 de Dezembro foi dia de Solstício - para quem, como eu, se encontra no Hemisfério Norte. Na noite mais longa do ano, a Humanidade celebra o Sol. Celebra-se, das mais diversas formas, a vitória da luz sobre a escuridão.
Isto encoraja-me em relação à nossa espécie: na noite mais escura celebramos a luz, e isto diz tanto. Não porque a vemos, mas porque nos acompanha sempre o poder de acreditar, de imaginar, de criar. A perseverança, o optimismo.


Nesse espírito dirijo-vos a minha mensagem de Natal deste ano:


 Que esta quadra vos traga mil e uma bençãos. Que estas se multipliquem e continuem a existir para além das festas, em todas as épocas da vossa vida. Que caso estas demorem a chegar até vós, não deixem de acreditar e de celebrar, pois após a escuridão, a luz virá.


Feliz Natal - Yule - Saturnália.





 

domingo, 22 de dezembro de 2013

Coreia do Norte





Contra as insónias, cuidado com as contra indicações!



Ontem. Noite tardia. O sono não chega. Zapping.

Paramos num qualquer canal, talvez sic notícias, que passava uma reportagem sobre a Coreia do Norte.
A Coreia do Norte é dos países mais estranhos que existem. Fica na Terra mas não é certamente deste mundo.

A reportagem era sobre a visita do Dennis Rodman e dos Harlem Globetrotters a este destino. Que mistura certo?!
O repórter, em certo ponto, declarou que aquela experiência poderia definir-se como viver na pele de Jim Carrey no Truman Show.






Finda a reportagem, muda-se de canal.

O que nos espera?

Paulo Portas a vender azeite no Dubai, com aqueles maneirismos muito próprios, e a prometer a "Suas Altezas" que nunca provaram pitéu como aquele.


Não há duas sem três.
Sentindo que não tinha estaleca para mais uma - não me engasgasse e morresse a rir - desliguei a tv, e fui-me embora de mansinho.








segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A lição das formigas



Todos os dias aprendo algo. Aprendi através de um incontável número de pessoas ao longo do tempo, por vezes através das pessoas mais insuspeitas.
Mas, no lugar pioneiro de toda esta pirâmide de professores, estão os meus pais.
São deles que recebemos as nossas primeiras lições, e entre estas estão algumas das mais importantes que poderemos aprender ao longo da vida.
Hoje, com a maturidade que a minha idade me permite, dou valor redobrado ao que me transmitiram.

Hoje partilho um pouco do que aprendi com eles sobre economia:


Com eles aprendi que a poupança é um dever, independentemente da nossa capacidade financeira.

Como é óbvio não desejamos nenhum azar ou infelicidade na vida, mas todo o indivíduo deve construir um pé de meia para enfrentar o que quer que se apresente. Que as coisas não acontecem só aos outros.

A discernir o que é ou não prioritário, importante, essencial.

Que não se falham com as obrigações, pois entre as coisas mais valiosas estão a honra, a palavra, o bom nome.

Que o ego é uma besta cara e difícil de manter satisfeita. Muitos dos que lhe obedecem cegamente, esquecem-se que quando a panela se apresenta vazia, ou se está em risco o telhado sobre a cabeça, de pouco ou nada vale o carro fantástico à porta e objectos afins.

As cigarras são arrogantes, quando apregoam o direito a serem como são.

Algumas cigarras são invejosas, que se espantam com o resultado do labor das formigas. Não compreendem que a poupança requer disciplina, abnegação, rigor, recusa em satisfazer todos os desejos hedonistas, e de consumo.

Algumas cigarras são egoístas. Serão sempre um peso para as formigas, pois estas são sempre procuradas, na infelicidade e no azar, para que partilhem o que amealharam. Evitaram preocupar-se ou prevenir-se, talvez já contando com a presença e a natureza da formiga.

Algumas cigarras são duplamente arrogantes. Julgam que a formiga tem o dever de partilhar. Que está no seu pleno direito usufruir do que não é seu.




Num mundo de cigarras, os meus pais são formigas.
E são tantas as vezes que vi a fábula de Esopo ganhar vida.
E não, a maioria das cigarras não aprende a lição. Isso é ficção. Simplesmente um toque à la Hollywood.





quinta-feira, 5 de dezembro de 2013