terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
cromices #8: Superstições...
Há uma vida atrás era tão, mas tão supersticiosa, que quando me vinham com conversas sobre casamento, noivado, união de facto, conhecer a família, ou qualquer outro tirado do capítulo "compromisso", pelo sim, pelo não, batia três vezes na madeira, fazia figas e murmurava "vade retro".
Se conseguisse ser discreta q.b., pelo meio, ainda era capaz de me benzer e atirar sal sobre o ombro.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
cromices #7: Bingo
"ASAE fez detenções em festa secreta Rebel Bingo" - E é esta a parangona de uma das notícias do dia.
A questão é que, nunca na vida, pensei chegar o dia em que o bingo fosse descrito como "hardcore".
E é isto.
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Faça-se luz...
O sonho é algo transversal. Todos sonhamos, todos temos uns quantos sonhos que são também ambições, objectivos de vida, e pelos quais somos mais ou menos obstinados.
Um desses meus sonhos é ter uma pequena quinta. Com uma casa, não luxuosa, mas esteticamente agradável, cujas características correspondam às nossas necessidades e hábitos, e que espelhe as nossas personalidades. Sobretudo, que seja sustentável e energicamente autónoma, através do uso de energias renováveis.
Eu sei que é um sonho algo comum, mas isso não lhe retira o valor. E dias como hoje, só acrescem uns quantos pontos percentuais na minha obstinação.
Eu explico:
Hoje, durante umas horas, nesta zona, não houve electricidade para ninguém. Eu só me apercebi quando terminei o pequeno-almoço na esplanada.
- Fui ao banco, mas as máquinas multibanco estavam em baixo, (e foi aí que me apercebi).
- Comprar cigarros? Impossível, visto que a máquina não funciona.
- Ir às compras? Sem electricidade, torna-se uma missão impossível.
- Continuar na esplanada para queimar mais algum tempo? Não, quando não é possível pedir café.
- Ver o planeamento para o dia ir por água abaixo: já não será possível fazer uma máquina de roupa, nem aspirar, ou passar a ferro, nem sequer ligar o pc para trabalhar um pouco, ou até deambular pela internet.
E dou por mim a suspirar: Meus ricos painéis solares...
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
coisas que recomendo: Fantasticable no Pena Aventura Park
Sim, já fiz. E hei-de repetir.
"O Fantasticable consiste num cabo com 1538m a uma altura de 150m, que liga os lugares de Lamelas e Bustelo, em que as pessoas podem “voar” nele a uma velocidade máxima de 130km/h, sendo considerado o maior Fantasticable do mundo!
No Fantasticable as pessoas serão presas a um cabo e
deslizarão por ele de uma montanha para a outra a diferentes velocidades, tendo
a sensação de que estão realmente a voar."
A página do Pena Aventura Park aqui
sabedoria dos intas em 10 segundos #24
A partir dos intas não é mal pensado que os pré-preliminares constem do vosso léxico kamasutral.
Uma demonstração:
cromices #6: Lei de Murphy
Acontece que, aqui há tempos haviam duas velhinhas amistosas e muito arranjadinhas, testemunhas de Jeová, que decidiram incluir a minha morada na sua ronda de evangelização.
Como fui criada a ter uma atitude respeitosa para com as senhoras de idade, e como defendo uma existência harmoniosa entre a pluralidade de crenças e religiões, abri-lhes a porta, ouvi o que tinham a dizer com um sorriso, aceitei a literatura, agradeci e despedi-me.
A visita repetiu-se algumas vezes. Então quando começaram a falar em algo como "sessões de estudo" ou algo parecido, achei por bem avisá-las que aquela não era a minha praia, não me fossem confundir com mais uma ovelha prestes a ingressar o rebanho.
Quando questionada sobre as minhas crenças, saiu-me "lei de Murphy".
Não foi pensado. Foi um reflexo.
Mas a verdade é que ao longo da minha natural tendência para questionar tudo, a lei de Murphy tem dado provas da sua infabilidade.
(as 100 melhores leis de Murphy aqui )
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
A necessária distância do passado...
Controvérsias à parte, (as mesmas não interessam agora), aceitemos cegamente que existem cerca de 196 países no Mundo, e que a História da Humanidade, no que toca à existência dos seres humanos modernos conta com 150 mil anos.
É uma História rica em feitos, invenções, descobertas, evolução. Igualmente abundante em guerras, catástrofes, atrocidades. Complexa e dual.
Acho correcto afirmar que ao longo do tempo, não existe povo algum que não tenha ocupado o lugar de agressor e vítima.
Sabemos que um dos papéis da História, enquanto disciplina, é lembrar o passado para que os erros cometidos outrora não se repitam.
Actualmente este papel, muito nobre é claro, descambou para um calendário de efemérides.
Todo o dia é dia de qualquer coisa - de um santo, do nascimento de uns, da morte de outros, de invenções, e sim, de relembrar atrocidades. Todos os dias.
Não me falta empatia, pelo contrário até. Comovo-me e lamento a capacidade da nossa espécie para o mal.
Mas marco uma linha.
Prefiro viver o presente a deambular neste calendário de emoções agendadas.
Faço uma prece sentida por todos aqueles que alguma vez sofreram. As vezes que sentir necessárias, mas não quero revisitar o mesmo estado de espírito todos os anos, todos os dias.
Não é por maldade. É que não tenho tempo nem vida para isso. Nenhum de nós tem. E nada tem a ver com o quanto podemos ser pessoas ocupadas no dia-a-dia.
Façamos as contas:
196 países no mundo. Só para relembrar cada país, tanto no seu papel de vítima, como o que causaram por sua vez, enquanto agressor, precisariamos de 392 dias num ano.
E tempo para nós? Para nos conhecermos, para nos conectarmos ao próximo, para perceber que a História tem um papel importante desde que não nos leve a crer na treta que "somos os pecados dos pais", para olharmos para o que nos rodeia "com olhos de ver", tempo para a evolução, porque há muito para fazer hoje...
Sabedoria dos intas em 10 segundos #23
Porque se chama "senso comum" a uma qualidade tão rara?!
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Sabedoria dos intas em 10 segundos #22
Um dia chamaram-me a atenção para o facto de que é mais comum apaixonarmo-nos pela imagem /fantasia que construímos do outro, do que pela pessoa real.
Logo, em nome do amor pela semântica, será mais correcto rebaptizar muitas das relações que existem, para algo como "masturbação assistida".
Sabedoria dos intas em 10 segundos #21
TODAS as famílias são disfuncionais. Só varia o grau da disfunção.
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