sábado, 12 de abril de 2014

Deixem-se de merdas, ou vão para Bagdad



Para nós, estudantes daquela universidade, Bagdad ficava a um par de passos. Ali ao lado, na mesma avenida.


Esta Bagdad não era a cidade a 4784 km de Lisboa. Era um café e um mundo, onde o pessoal madrugador devorador de sandes mistas, galões e sumos Compal, partilhava espaço e tempo com a fauna noctívaga de olhos raiados e bafo a cerveja. Na mesma bizarra harmonia coexistiam nas paredes publicidade ao bitoque da casa, ao sumo de laranja natural, às noites de karaoke e aos espectáculos de transvestismo.




Havia um certo professor que quando se passava connosco dizia algo como "vejam lá se atinam, ou vão mas é tirar cafés ali para Bagdad".  E de repente éramos miúdos de 5 anos, com a mesma reacção destes quando se fala do bicho papão.



quarta-feira, 9 de abril de 2014

caixa de ressonância








coisas de pensar: Gloria Steinem



"Before this wave of feminism came along, the majority of people probably thought that male and female roles were due to biology, or nature, or God, or Freud, or something that you couldn't change.


Now the majority of the people in this country know that if there is inequality it's wrong, it's unjust, that we're all human beings and the point is our individual talents. That's a huge change. Huge, huge change."










sábado, 5 de abril de 2014

Clientes da Amazon chamados à recepção





Soube através da Vespinha, do blog Uma Vespa a abrandar, que Portugal deixará de estar contemplado na modalidade que prevê entregas gratuitas em encomendas de valor superior a 25 libras.


Após um mail onde reclamou desta nova situação, recebeu uma resposta onde pedem desculpa e dizem estar a avaliar a situação.


Ora bem, eu cá vou fazer o mesmo: enviar um mail a reclamar. E penso que, se formos muitos, existe a possibilidade da Amazon retroceder na sua decisão.


Que tal, alinham?



sexta-feira, 4 de abril de 2014

cromices #11: cenas de um sentido de humor peculiar





Quando os meus gatos faziam avarias, achava um piadão dizer-lhes que os ia meter no forno com batatinhas. As orelhas ficavam hirtas, e olhavam-me com um ar de pânico como se realmente me compreendessem. E eu ria-me como a maluquinha que sou.


Um dia, talvez por sentir falta dos meus filhos felinos, decidi matar saudades com os filhos dos outros.
E sim, continua a ter a mesma piada, a expressão na cara das crianças depois de lhes dizer que as vou meter no forno com batatinhas.


Never get's old!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

cromices #10: Afinal não era uma piada.





Este episódio já tem uns bons anos.


A meio de uma entrevista de emprego, onde a candidata era eu, o assunto "salário" vem finalmente à baila.
A entrevistadora, simpática e jovial, convida-me a adivinhar o valor. Eu não faço ideia e ela decide ajudar-me:


- "Então, para full-time é o salário mínimo, para part-time, é metade".


Disse-o a sorrir.
Eu ri-me. Esperem, rir é eufemismo. Eu gargalhei! Tive um ataque de riso gigante, daqueles que fazem tremer paredes.


Ela riu-se. E por momentos pensei que esta mulher era simplesmente um ás a conduzir entrevistas de emprego. Que a ideia de lançar uma piada sobre o salário para quebrar o gelo era genial!


Durante um par de minutos ri-me a bom rir. Foi tão bom, que quando terminei suspirei uns "ais" e lançava-lhe uns "muito bom! muito bom!", enquanto enxugava a lagrimita no canto do olho.  Sim, chorei a rir, para verem a dimensão da coisa!


No fim, avisa-me que o valor do salário era mesmo aquele.







quarta-feira, 2 de abril de 2014

Ah e tal, vais-me dizer que nunca sentiste inveja...





Não digo tal coisa!


Aliás, inveja é coisa que sinto sempre que há alguém a ganhar o primeiro prémio do Euromilhões que não eu. :P



Em relação à felicidade alheia





Estou sempre a torcer pela felicidade, tanto pela minha como pela dos outros. Gosto que as pessoas, todas as pessoas, sejam felizes, bem sucedidas, completas, realizadas.


Saber de Fulana ou Sicrano, sobre como a vida lhes corre bem, são boas notícias e deixam-me satisfeita. Então quando se trata de alguém por quem se nutre um especial carinho, ou alguém que por qualquer motivo pensamos ser especialmente merecedor de todo o bem que lhe chegue, é alegria redobrada na certa.


Acima de tudo faço-o de forma genuína e natural. Não o faço para ficar bem na fotografia, até porque em relação à percepção dos outros em relação a mim, acho a posição de "underdog" ou de "anónima" muito mais confortável, prazenteira, e implica muito menos trabalho e chatices. Prefiro que me conheçam pelo meu mau feitio, e praticar qualquer boa acção, o mais possível na sombra.
Também não o faço porque seja particularmente altruísta ou um ser iluminado que tenha vindo ao mundo para dar lições.


Faço-o sobretudo por uma questão de egoísmo saudável.




Confessem, agora troquei-vos um bocadinho as voltas.






Eu explico: se há coisa que eu gosto na vida é de paz, sossego e boas energias. É uma trindade fundamental ao meu bem-estar.  Que é algo relativamente fácil de obter quando as pessoas que nos rodeiam, (quantas mais melhor!), forem felizes.


Porque as pessoas felizes são bem resolvidas, emanam boas vibrações, são construtivas, produtivas, mais empáticas e geradoras de ideias e acções positivas. São um bálsamo para o mundo e para os outros, a felicidade ocupa-as, e os bichos da mesquinhez, da inveja, do ódio, e de tudo o que é podre e que contamina, qual doença infecciosa, vão minguando por falta de alimento.


Em conclusão, acredito na premissa que torcer pela felicidade dos outros é também investir na minha.