sexta-feira, 2 de maio de 2014

cromices #12: Não sorria, por favor.



À falta de melhor termo, diria que tenho um "tique" sui generis, que é motivo de galhofa cá por casa.




Quando sei que tenho uma objectiva apontada a mim, o meu reflexo, (sublinhe-se reflexo, o que significa de forma automática e involuntária), é abrir um sorriso "pepsodent".




Independentemente do contexto, é inevitável. De tal forma, que conto um dia receber um postal da Via Verde por ser a utente mais fotogénica e sorridente.




Hoje, fui apanhada por uma equipa de reportagem de um canal noticioso. E claro, bastou ver-me em modo close up, que lá estava eu a opinar sobre medidas extraordinárias, decisões governamentais, direitos dos trabalhadores e o diabo a sete, com um sorriso de orelha a orelha.




Vá lá, bastaram dois takes para a coisa ficar aceitável. É que após a primeira tentativa, o repórter de imagem avança com o pedido, se eu podia não sorrir, é que estamos, afinal, a falar do Governo.






Não consigo deixar de pensar como seria caricato, se tivesse optado por Jornalismo ao invés de Publicidade, e seguido o desejo de ser repórter de guerra.





quarta-feira, 30 de abril de 2014

coisas de comer: Tarte de banana e leite condensado





Ontem apeteceu-me uma sobremesa, mas nada que fosse demasiado trabalhoso, doce ou decadente.


Gosto de comer, de satisfazer os meus apetites, mas sempre com uma dose de equilíbrio. Quando faço um doce, qualquer que seja, dou por mim a adaptar a receita, a cortar nas gorduras, no açúcar, nos ovos.


Pois bem, ao invés de seguir uma receita, pus-me a inventar com base no que tinha cá em casa.


Saiu uma espécie de tarte de banana, que hoje, após ter passado a noite no frigorífico dentro da boleira, ficou ainda melhor!






Ingredientes:


- 1 embalagem de massa quebrada (daquelas já prontas)
- 1 lata de leite condensado
- 1/2 lata de leite de coco
- 3 bananas (pareceu-me uma óptima forma de aproveitar a fruta já madura)
-  sumo e raspa de 1 limão
- canela em pó a gosto
- 1 noz de manteiga ou margarina (usei becel)




Preparação:


1) Retirar a embalagem de massa quebrada do frio 10 minutos antes;


2) Colocar na liquidificadora as 3 bananas aos pedaços, o sumo de limão, o leite condensado e a meia lata de leite de coco. Bater tudo.


3) Levar este preparado ao lume, com a noz de manteiga ou margarina, sem deixar ferver, até engrossar um pouco. Adicionar canela em pó a gosto - eu gosto de muita! Mexer sempre.


4) Colocar a massa na tarteira, sem a separar do papel vegetal em que esta vem enrolada. (Usando o papel vegetal será tremendamente mais fácil retirar a tarte da tarteira).


5) Verter o preparado. Polvilhar com a raspa de limão e levar ao forno a cerca de 180º durante 30 minutos (se este já estiver pré aquecido) ou 40 minutos (sem pré aquecimento).






É uma tarte super rápida e fácil. Se decidirem experimentar, depois digam como correu!





Hoje é dia de cabelo...





Acho que de forma a compensar a treta de pele e, (o facto de ser pitosga), que me saiu na rifa da genética, nasci com bom cabelo. É forte, grosso, liso e de um castanho natural que sempre gostei - uma espécie de mistura de fios de vários tons e luminosidades.


Se lhe tivesse que apontar um defeito, seria o facto de me ter aparecido o primeiro branco para aí com nove anos de idade.


Pinto-o só muito de vez em quando, por vários motivos: nunca encontrei uma tinta cujo resultado me agradasse tanto quanto a minha cor natural, não me envergonho dos meus brancos e por isso só o pinto quando me apetece uma mudança, não gosto de abusar de produtos químicos, não tenho pachorra nem feitio para idas frequentes ao cabeleireiro...


Quanto ao corte, o mais radical que fiz nos últimos anos foi tê-lo pelo queixo, numa espécie de bob.
O usual é ter o cabelo longo, ou muito longo (já chegou a meio das costas), e acabar por usá-lo, invariavelmente, preso num rabo de cavalo - por hábito, porque é prático, porque gosto de me ver e porque odeio a sensação de cabelo na cara.


O tal "bob" era a tentativa de me preparar para um penteado curto, o tal chamado de pixie. Ando há pensar nisto há uma vida!

Hoje tenho hora marcada no cabeleireiro, mas pela minha expressão (se a pudessem ver, claro está) mais se diria que tenho marcação é no dentista.


Talvez entendam melhor a minha atitude se vos contar que esse corte de cabelo aos 17 anos surgiu por necessidade. Uma das muitas profissionais capilares lá da aldeia onde cresci, fez-me uma pelada e calou-se caladinha. Lembro-me de achar estranha a quantidade de laca (não uso disso), e o passar do espelho (aquele que nos permite ver a nuca) numa manobra demasiado rápida.
Só ao chegar a casa é que a minha mãe, ao querer ver o meu novo corte, deu conta. E lá fomos nós de urgência para a Lúcia Piloto.


Foi um pixie bem caro!




Adiante, tivesse sido ontem, mal me deu as ganas de ir tratar do cabelo, teria sido bem mais fácil, possíveis arrependimentos à parte.


Mas como era preciso hora marcada, lá se foi a coragem que se tem quando se faz algo por impulso.


Acho que ainda não é desta. Fico-me pelo básico e olha lá!


O corte em si não é o problema, é a execução que me aflige: ainda não encontrei uma cabeleireira em quem consiga confiar plenamente. E quando decido arriscar, normalmente arrependo-me, portanto evito pedir algo complicado.
O que dá origem a um ciclo vicioso: não se pede mais do que o básico ao profissional por se duvidar das suas competências, logo o profissional também não adquire mais competências porque ninguém lhe pede mais do que o básico. Provavelmente nem pondera aumentar as suas qualificações através de formação: para quê se a sua vida profissional não passa daquilo?

Mas também quem é quer ser boneco de testes?!


Não é que tenha mais histórias de peladas, (se bem que já me cortaram uma orelha), mas sempre achei que, em especial as mulheres são exploradas pelos cabeleireiros, pagam fortunas, e a qualidade da execução fica normalmente aquém.




Já corri muitos salões e a conclusão que chego, é que continuarei a ir ao cabeleireiro pontualmente.
O dinheiro, esse, confesso que me dá muito maior satisfação gastá-lo num par de idas a um bom restaurante, do que num salão. Vá-se lá entender, gostos!