terça-feira, 13 de maio de 2014

caixa de ressonância












coisas da casa #8: Algo que me faz ficar verde de inveja...



... é a inata capacidade para a organização de algumas pessoas.
A tal de Alejandra que aparece ali em baixo, no vídeo, é um óptimo exemplo.


Um dos meus talentos inatos é exactamente o oposto: o caos. Talentos são talentos, mas ando há 3 décadas e meia a tentar perceber qual é a utilidade do meu.











segunda-feira, 12 de maio de 2014

cromices #13: ruído de vizinhança







Hoje acordei com uns dos meus vizinhos numa saudável sessão de "mid-morning delight", em que cavalgavam a cama em direcção à linha do horizonte, qual cena final de um western.


Creio não ter sido a única a notar, porque a égua da vizinha que habita por cima destes cowboys, decidiu começar a trotar pelo apartamento em saltos altos, (consta que tem havido quezílias entre ambos por causa dos saltos altos). Isto incentivou os seus pequenos póneis, que vendo a mãe égua trotando, decidiram imitar a figura (embora sem saltos altos), mas com muitos relinchos à mistura.




E é nestes momentos que me torno uma pessoa religiosa e, agradeço a Deus pelo rock n'roll.
Procuro o comando da aparelhagem, e carrego no play.


E deixo que Eddie Vedder seja o profeta a levar-me ao céu das manhãs preguiçosas. Abençoado!









caixa de ressonância












sábado, 10 de maio de 2014

Caixa de ressonância





XXXIX - O Mistério das Cousas


O mistério das cousas, onde está ele?
Onde está ele que não aparece
Pelo menos a mostrar-nos que é mistério?
Que sabe o rio disso e que sabe a árvore?
E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso?
Sempre que olho para as cousas e penso no que os homens pensam delas,
Rio como um regato que soa fresco numa pedra.


Porque o único sentido oculto das cousas
É elas não terem sentido oculto nenhum,
É mais estranho do que todas as estranhezas
E do que os sonhos de todos os poetas
E os pensamentos de todos os filósofos,
Que as cousas sejam realmente o que parecem ser
E não haja nada que compreender.


Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos: —
As cousas não têm significação: têm existência.
As cousas são o único sentido oculto das cousas.




Alberto Caeiro

Desejos #1





Depois de almoço bate sempre aquela moleza...


O que eu não dava para estar agora, algures num cenário bucólico pastoril, numa cama de rede balançando, uníssona com as ervas e flores do prado.
Partilhar o meio sono com ciprestes, oliveiras. Despertar com o movimento dos animais, crias a quem a novidade da Primavera não deixa adormecer.