sexta-feira, 23 de maio de 2014

caixa de ressonância












Os meus 25 tostões sobre as Europeias





Sabem que dia 25 há eleições?
Também eu gostaria de deixar um apelo: a participação na democracia é um assunto de todos, sem excepção.
Não opinarei sobre em quem deverão votar ou algo parecido, era só o que faltava!
Mas, apelo que não façam de conta que isto não é convosco, que não empurrem o que é simultaneamente o vosso direito e dever para as mãos e costas dos outros, não enterrem a cabeça na areia, só porque é cómodo fingir que não se passa nada.
Responsabilizem-se! Votem no raio que os parta, mas votem, participem! E se optarem por não votar, que seja fruto da reflexão, um acto consciente e deliberado, e não da preguiça e do lava mãos à Pilatos. Abraço





Ontem deixei isto, ipsis verbis, no meu mural do Facebook. Deu-me para isto, e mesmo após uma noite de sono, mantenho tudo o que disse.



cromices #15: Ai, as minhas cruzes





Acho que é fácil conseguir deduzir quem, num grupo de mulheres, não tem filhos.


Claramente é aquela que, passado um par de horas de andar com os petizes ao colo, fica sem pinga de sangue e sente-se capaz de trocar um rim por um par de voltarens.



quinta-feira, 22 de maio de 2014

caixa de ressonância







Evolução


Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo
tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...

Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paúl, glauco pascigo...

Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade...

Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.

Antero de Quental, in "Sonetos"






segunda-feira, 19 de maio de 2014

cromices #14: Nem Freud explica





"... deite-se na marquesa".




Automaticamente ocorre-me algo assim, em a marquesa não é, decididamente, uma peça de mobiliário.












caixa de ressonância







Beatus Ille




Feliz aquele que vive num país adormecido
junto a um lago ou junto ao mar,
sobre um rio quietíssimo,
à beira de um vale
onde não se escuta o troar das revoluções
nem o cântico da cidade.
Feliz de quem planta árvores e colhe frutas,
cultiva tanto a luz quanto a sombra
e não se compraz de si, nem aspira a ser outro,
mas apenas a morrer tranquilamente...

Viver na paz do nada. Como se fosse um morto
que não espera retornar.




Virgilio López Lemus


Quando os homens falam de amor #25












Quando as mulheres falam de sexo #20












sábado, 17 de maio de 2014

Desejos #2





Que todas as localidades de Portugal estivessem unidas através de uma rede de ciclovias / pedovias.


Não seria fantástico poder percorrer todo o território nacional, a pé ou de bicicleta, com toda a segurança e conforto?


O investimento necessário para tal deverá ser colossal, mas acredito que tendo em conta os benefícios, valeria a pena. Só assim por alto, ocorre-me:


- Maior segurança para os peões e os ciclistas, em especial para iniciantes, crianças e idosos.
- Mais pessoas a praticarem exercício físico, (caminhada, corrida, ciclismo, etc). Menos sedentarismo, mais actividade, logo uma população mais saudável.
- Mais tempo passado ao ar livre, em família, entre amigos, etc.
- Menos viaturas a circularem: mais economia, menos poluição, menos trânsito.
- Mais pessoas a utilizarem a bicicleta como meio de transporte.




Concordam comigo? Lembram-se de mais possíveis benefícios?













caixa de ressonância