quarta-feira, 9 de julho de 2014
Coisas de uma virginiana #2
Caro pessoal dos Recursos Humanos, Headhunters e afins, não me querendo armar em Maya, saibam que há valor em conhecer o signo do entrevistado.
Que sendo este um alvo desejado, e por coincidência, nativo virginiano, informo-vos que pouca coisa tem o poder de nos deixar as pernas bambas como incluir um escritório com wc privativo no dote.
É coisa para nos acelerar o coração e deixar as mãos suadas quase ao ponto de nos fazer esquecer os contras. Quase.
caixa de ressonância
terça-feira, 8 de julho de 2014
caixa de ressonância
segunda-feira, 7 de julho de 2014
cromices #18: paixonetas de adolescência
Sobre isto, dizem os psicólogos, que é tudo muito natural e saudável.
Por acaso encontrei um artigo muito interessante sobre isso. Podem lê-lo aqui.
E anos mais tarde, quem não se ri quando recorda as suas paixonetas de adolescente?!
Portanto, no espírito do "it's all very natural", ainda que na categoria das cromices, aqui seguem as minhas afeições platónicas de quando andava na fase do armário. A minha reacção divide-se entre "cruz credo!" - (por exemplo, no caso do Axl Rose), e um "sim senhora, a miúda até nem tinha mau gosto!".
Sem mais demoras, senhoras e senhores, aqui estão:
Jim:
Axl:
Eddie:
James:
e Matt:
Já agora, ainda se lembram das vossas? ;)
PS: Ia-me esquecendo do Anthony:
sábado, 5 de julho de 2014
to do list #2: É desta caramba!
Ando há anos, (nem vos confesso quantos!), para ganhar coragem de me iniciar numa qualquer arte marcial.
Sempre me contive por causa da minha inaptidão para o desporto, (que o meu marido jura que é mais um entrave psicológico que outra coisa, mais um dos macaquinhos que habitam o sótão).
Conforme vou ficando mais velha, tendo-me vindo a forçar a fazer coisas fora da minha zona de conforto. Não muitas, mas algumas daquelas que sempre desejei conseguir.
Para não haver desculpas, estou a ver a oferta perto de casa.
Agora é só escolher entre Aikido, Krav Maga e Muay Thai. Até partilho isto convosco para me incitar ainda mais à acção. É desta, caramba, é desta!
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Se fosse um fruto...
... seria decididamente uma noz.
Porque sou uma "casca-grossa".
Porque chegar ao miolo implica trabalho e empenho, e sobretudo fé no facto de que este existe, embora escondido.
As pessoas mais importantes da minha vida, as "minhas pessoas" são-no por merecimento. Viram para além da casca e fizeram por chegar ao miolo.
O melhor de mim é delas, incondicionalmente.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
cromices #17
Um dos milhentos pontos em comum com o meu marido, é que ambos embirramos com quase todos os musicais.
O facto de gostarmos igualmente de desenhos animados cria um problema: é que há sempre momentos cantantes, então se for da chancela Disney é um pesadelo.
Só para dizer que não conseguimos acabar de ver o Frozen. A overdose musical era tanta que já espumávamos da boca, e só se via o branco dos olhos.
Desemprego: IEFP, solução ou parte do problema?
Se a memória não me falha, foi entre o bacharelato e a licenciatura, a primeira vez que me dirigi a um Centro de Emprego. Na minha ingenuidade, pareceu-me que se os organismos existem, e pressupondo que funcionam, que seria uma forma tão válida quanto outra para procurar emprego na minha área de formação.
Dias depois da minha inscrição, recebo uma convocatória pelo correio. Uma missiva de discurso grave, exigindo a minha presença no dia e à hora tal, sem atrasos or else.
Foi assim que fiquei a perceber o porquê de meio mundo fazer fila à porta daquele edifício muito antes deste abrir as portas. Qual Cândido de Voltaire, o meu optimismo irradiava no meio daquele mar de gente estremunhada.
Pois se me tinham contactado, com tanta rapidez e gravidade, é porque tinham algo para mim, e isso era bom, muito bom! - Ah, ingenuidade!
As portas abrem-se finalmente, mostro a minha documentação e convocatória a quem de direito e sou encaminhada, com mais algumas pessoas, para uma sala de reuniões num piso superior.
Ninguém faz ideia do que esperar.
A técnica que nos acompanha, (meia dúzia de gatos pingados), para o interior da tal sala, começa a debitar questões:
- quem não tem a escolaridade obrigatória ponha o braço no ar; quem está interessado em frequentar um qualquer curso que lhe dê a equivalência à escolaridade obrigatória ponha o braço no ar; e que tal uma formaçãozita para ensinar a redigir um currículo?
E eu paciente, sem tugir nem mugir, à espera da minha vez, observadora da forma como a técnica despachava todos os outros, com um à-vontade magistral em fazer mais do que orientar, pois tomava as decisões por eles, encaixava-os onde lhes era mais conveniente.
- " E você, não está interessada em nada do que acabei de apresentar?"
Tinha ficado claro que toda a informação que se cede aquando a inscrição não serve na prática para nada. Tivesse lido o meu processo, até na diagonal, e saberia que não.
Reapresentei-me.
Foi a emenda pior que o soneto: após segundos de reflexão, saca de um dos montinhos de papéis que havia trazido consigo, e tenta impigir-me à força toda o pacote de "criação da própria empresa". E eu a explicar-lhe que seria, no meu caso e naquela altura, um colossal erro da minha parte enveredar por algo assim.
O mesmo que falar para uma parede! Porque se Deus e todas as soluções do mundo estavam naqueles montes de papéis, de soluções pré-formatadas a que as pessoas se moldam para que estas sirvam sempre mesmo que não solucionem nada, então como recusar?
Acabei por trazer a legislação só para me ver livre dela. É que a senhora já derrapava na maionese, a meter os carros em frente dos bois, a falar-me dos benefícios em empregar pessoas, especialmente se estas fossem portadoras de deficiência. Fosse impressa em papel higiénico e teria tido mais utilidade.
De seguida fui enviada à presença de um senhor cuja função é encontrar a nomenclatura e o código da profissão do candidato, pelo menos foi essa a sensação que tive. Basicamente é alguém sentado num micro escritório tipo bengaleiro, rodeado por todos os lados de imensos volumes que faziam lembrar as páginas amarelas.
- "Área profissional?" - "Publicidade"
- "Propaganda?", retorque sisudo. - "Não. Publicidade."
- "Tem a certeza?" - "Por acaso até tenho, o curso que frequento até é de marketing e publicidade."
- "Função?" - "Copywriter"
- "Ah! Desculpe lá mas isso não existe! Não encontro nada disso aqui."- vocifera enquanto folheia freneticamente os tais livros - " Isso não existe! Você está enganada. Chegam aqui e nem sabem o nome da profissão!"
Mais tarde, tive a minha última experiência com o IEFP, desta vez enquanto estagiária. A ideia de seguir o pacote estabelecido pelo organismo tinha sido do meu empregador, e na minha ingenuidade, pareceu-me bem que houvesse entre nós uma espécie de mediador. Que tal poderia assegurar que ambos cumpríssemos as nossas obrigações, segundo uma conduta já estabelecida. Ah, ingenuidade, raios te partam!
Por vários motivos, sendo o IEFP um deles, foi das piores experiências da minha vida. Transtornante até mais não. Daquelas coisas em que a pessoa deseja de todo o coração, voltar atrás no tempo e partir uma perninha no momento em que toma aquela ínfame decisão de vida.
Decidi cortar permanentemente a minha ligação a este organismo. Da minha experiência concluí que, sobretudo por incapacidade humana, esta é uma ferramenta que ao invés de ser utilizada para resolver um problema, adensa-o.
Anos depois, quando o universo de pessoas que conheço, muito ou pouco, e que estão ligadas ao IEFP pelos motivos mais infelizes é maior do que alguma vez poderia imaginar ou desejar, e ouço os seus relatos a minha conclusão mantém-se. Um dia falo um pouco mais disto.
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