segunda-feira, 11 de agosto de 2014
domingo, 10 de agosto de 2014
Sabedoria dos intas em 10 segundos #32
Todos caimos. É inevitável.
É um lugar comum falar-se sobre o acto de levantar depois da queda, do seu significado, da sua força, dignidade e poesia.
Pouco se fala da importância de saber cair, de como não devemos criar resistência, e de como tantas vezes se sacrificam os membros para proteger os orgãos vitais. É que há muitos que, depois de uma queda mal dada, não chegam a ter a hipótese de se levantar.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
A Agricultura e a Bolsa de Valores
Tenho um imenso apreço pela Agricultura.
É um apreço tal que o meu pensamento se alinha com o de Thomas More, na medida em que todo o Homem deveria, em primeiro lugar, ser agricultor, e só depois médico e professor, comerciante e artista, e tudo o mais.
Respeito os agricultores. Não é uma vida fácil e considero injusto que, no ciclo das coisas, sejam eles a desempenhar uma das mais primordiais funções e dos que menos auferem por isso.
Contudo, não consigo deixar de fazer uma careta quando apanho na tv pessoal a clamar por subsídios porque choveu, porque não choveu, porque choveu demais ou não o suficiente.
É que tendo em conta que a prática da Agricultura data de há uns bons milhares de anos, quem a pratica já deveria estar ciente dos riscos. Visto que sempre existiram, seria de esperar que o ser humano soubesse, por esta altura, aceitá-los, precaver-se e adaptar-se. Enfim, saber para o que vai.
Ocorreu-me há dias exactamente o mesmo sobre os investidores.
Estes últimos acontecimentos em redor da Banca criaram um pânico generalizado, e os accionistas já se queixam ao Banco de Portugal, contactam advogados, e haverão muitos que culparão terceiros pela sua decisão de investir.
Aos gestores de conta de todos os bancos, por favor eduquem melhor os vossos clientes!
Quando repararem naquele brilhozinho nos olhos de deslumbramento com que a maioria fica depois de ler "Investimento de Alto Rendimento", acordem-nos e apontem com persistência para a parte que diz "Alto Risco".
Lembrem-lhes que há razão de ser para se dizer "apostar na Bolsa", e que qualquer semelhança com "apostar na roleta" não é coincidência.
Antes de aceitarem investidores façam-lhes um teste, e quem não souber na ponta da língua o que é uma obrigação subordinada entre muitas outras coisas, mandem-nos para casa com um porquinho mealheiro e um panfleto sobre depósitos a prazo, por favor! Pelo bem de todos!
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Coisas de pensar: nós e os lobos
Conhecer o mundo dos animais ditos irracionais ajuda a perceber muito da psicologia humana.
Numa alcateia os lobos dividem-se em três categorias: os alfas, os betas e os ómegas.
No topo da hierarquia lupina encontra-se o casal alfa: são os maiores, os dominantes, os mais fortes, os primeiros a comer.
Na base da pirâmide estão os ómegas. São estes os underdogs, os últimos, os que não geram conflitos porque aceitam a sua posição.
Entre ambos, estão os betas. Os segundos que vivem em maior proximidade com os alfas. Fossem culpados de algum pecado, e seria o da inveja, pois a sua vida é marcada pela ânsia de tomar o lugar dos alfas, embora lhes sejam subservientes.
Adoro animais e adoro lobos. Também por todos estes paralelismos com a psique humana, que são uma fonte de conhecimento inesgotável.
Por isso vos digo: não são os alfas deste mundo que temo, são os betas.
cromices #28: Anda qualquer coisa no ar...
Nesta última semana tenho andado com mais sono do que é habitual.
A camada de sono é tão grande, que me sinto capaz de me enfiar na cama e acordar lá para Setembro.
Será que anda por aí uma nova raça de mosquito tsé-tsé?!
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Sabedoria dos intas em 10 segundos #31
O primeiro passo para aprender é admitir que não se sabe.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
O prazer da solidão
Às vezes, dou por mim a ter que explicar porque não temo a solidão.
Talvez ser filha única me tenha ajudado a compreender que não há que a temer.
Que a solidão não implica o vazio. É mais como estarmos na nossa própria companhia. E se há exercício de valor é o de aprender a apreciar genuinamente estes momentos. Dá-nos um tremendo poder saber que nos bastamos a nós próprios.
No início lida-se com a solidão por falta de alternativa, porque tem que ser. Porque num determinado momento, por um qualquer motivo trivial, não há a companhia de um amiguinho para brincar, e temos que fazer por nos entretermos sozinhos. Comigo foi assim.
Depois passei a apreciar a solidão e a companhia de igual modo. Ambas me trazem momentos de grande satisfação e alegria.
Acredito que nem todas as pessoas saibam encontrar prazer no recolhimento, na companhia de si mesmos. Isto porque nunca tive que justificar o facto de gostar de estar na companhia de alguém, mas poucos me entendem quando me refiro com o mesmo entusiasmo à solidão.
Gostar da solidão não é doença, não é tristeza nem depressão. Não quando se encontra um ponto de equilíbrio entre esta e a interacção social com outros.
Para mim ter momentos em que abdico de companhia recarrega-me as baterias, renova-me a tão necessária paciência, dá-me tranquilidade, paz de espírito e contentamento.
É também sinónimo de tempo de liberdade, de soltar a imaginação.
Mas tudo em doses saudáveis. Não me imagino 24 horas totalmente sozinha, mas abomino a ideia de passar 24 horas acompanhada. E se me derem a escolher, garanto-vos que quase sempre preferirei estar livre e sozinha, do que numa ocasião social em que tenha que estar a aturar o frete de alimentar conversas de chacha e circunstância.
Portanto, quando inquirida sobre este tema, até costumo responder: Eu, incomodada com a solidão? Porque haveria de me sentir incomodada ou menos feliz?! Se afinal até estou na companhia de alguém inteligente, interessante, e com quem tenho imensos pontos em comum?!
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