quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Quando as mulheres falam de sexo #30












cromices #30: Não me venham dizer que não faço exercício todos os dias!



Posso não assistir às aulas de Zumba no fundo da rua, mandar o marido ir dar uma curva quando me fala em BTT, gargalhar quando uma querida amiga me convida para escalada, ter usado o ginásio só para ir à sauna, ao jacuzzi e ao banho turco, fazer birra com a personal trainer, ter desistido do ténis depois de um par de sessões a correr atrás das bolas, usar a bola de Pilates como acessório decorativo, ficar na areia feita lagarto enquanto eles vão para a água com as pranchas de surf.


Mas, acabei de vir do supermercado, numa caminhada de quase 2km com 10% do meu peso em cada mão! Ah, tomem lá!


Cheguei estafada, sedenta, e com as mãos marcadas das asas dos sacos de plástico, mas isso são detalhes.



terça-feira, 12 de agosto de 2014

cromices #29: Moda Tpm



Estou a pensar seriamente mandar imprimir umas t-shirts, pensadas para as mais diversas ocasiões, como ir às compras, ao banco, a todo o lado!



" Se consegue ler isto, é porque invadiu o meu espaço pessoal. Afasta-te criatura!"


" Passas-me à frente e eu passo-te por cima."


"O tempo não tem preço, mas o meu não é de borla. 
  Usou? Paga!
  Factura com ou sem contribuinte?"


"Quem não tem dinheiro não tem vícios. Vai cravar outro."


"Tocas. Morres."


"Não dou beijos nem apertos de mão. Não é falta de educação, é excesso de germes."


"Se é para ouvir um monólogo, prefiro ir ao teatro."


"Use magia: Abracadabra. Bom dia. Por favor. Obrigada. Shazam."


"Nem que fosses o último homem na Terra."




Também querem?











coisas de ver #33



Quem se lembra?


Big Trouble in Little China











caixa de ressonância












segunda-feira, 11 de agosto de 2014

coisas que gosto #12: As rosas da minha Avó



Quando era miúda, no caminho entre casa e escola, passava por uma quinta cujos muros estavam totalmente cobertos de arbustos, de onde despontavam pequenos botões de rosa que me encantavam.


Um dia, ao fazer o caminho para casa na companhia da minha avó, parámos ali mesmo, a admirá-las.


Disse-me que eram rosas de Santa Teresinha, que eram as suas favoritas.
Como a minha avó também se chamava Teresa, passaram a ser, para mim, as rosas da minha Avó, da minha Teresa, e também as minhas favoritas.


Hoje, sempre que vejo uma destas roseiras, páro para apreciá-las. É que as pessoas nunca partem totalmente deste mundo, e para mim as rosas são a minha Avó.









Quando os homens falam de amor #32












Quando as mulheres falam de sexo #29












domingo, 10 de agosto de 2014

Sabedoria dos intas em 10 segundos #32





Todos caimos. É inevitável.
É um lugar comum falar-se sobre o acto de levantar depois da queda, do seu significado, da sua força, dignidade e poesia.
Pouco se fala da importância de saber cair, de como não devemos criar resistência, e de como tantas vezes se sacrificam os membros para proteger os orgãos vitais. É que há muitos que, depois de uma queda mal dada, não chegam a ter a hipótese de se levantar.





coisas de ver #32





Where the trail ends










quinta-feira, 7 de agosto de 2014

A Agricultura e a Bolsa de Valores





Tenho um imenso apreço pela Agricultura.


É um apreço tal que o meu pensamento se alinha com o de Thomas More, na medida em que todo o Homem deveria, em primeiro lugar, ser agricultor, e só depois médico e professor, comerciante e artista, e tudo o mais.




Respeito os agricultores. Não é uma vida fácil e considero injusto que, no ciclo das coisas, sejam eles a desempenhar uma das mais primordiais funções e dos que menos auferem por isso.


Contudo, não consigo deixar de fazer uma careta quando apanho na tv pessoal a clamar por subsídios porque choveu, porque não choveu, porque choveu demais ou não o suficiente.


É que tendo em conta que a prática da Agricultura data de há uns bons milhares de anos, quem a pratica já deveria estar ciente dos riscos. Visto que sempre existiram, seria de esperar que o ser humano soubesse, por esta altura, aceitá-los, precaver-se e adaptar-se. Enfim, saber para o que vai.


Ocorreu-me há dias exactamente o mesmo sobre os investidores.
Estes últimos acontecimentos em redor da Banca criaram um pânico generalizado, e os accionistas já se queixam ao Banco de Portugal, contactam advogados, e haverão muitos que culparão terceiros pela sua decisão de investir.




Aos gestores de conta de todos os bancos, por favor eduquem melhor os vossos clientes!


Quando repararem naquele brilhozinho nos olhos de deslumbramento com que a maioria fica depois de ler "Investimento de Alto Rendimento", acordem-nos e apontem com persistência para a parte que diz "Alto Risco".
Lembrem-lhes que há razão de ser para se dizer "apostar na Bolsa", e que qualquer semelhança com "apostar na roleta" não é coincidência.


Antes de aceitarem investidores façam-lhes um teste, e quem não souber na ponta da língua o que é uma obrigação subordinada entre muitas outras coisas, mandem-nos para casa com um porquinho mealheiro e um panfleto sobre depósitos a prazo, por favor! Pelo bem de todos!