sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Coisas que gosto #13: Memórias de framboesa





Hoje de manhã, enquanto pedia o habitual galão, olhei para o televisor mudo e vi uma senhora a colher framboesas. Em segundos viajei até ao passado, aos Verões da minha infância, até aos tempos em que também eu colhia framboesas para a sobremesa, mandada pela minha Avó.







quinta-feira, 21 de agosto de 2014

coisas de pensar: Um hábito nacional que gostaria de ver mudado.







Acredito que em Portugal se bebe demasiado, de forma irresponsável e pouco consciente.


Acredito que existem muitos mais casos de alcoolismo, de verdadeira dependência, do que aqueles que são contabilizados.


Acredito que esta dependência não é levada tão a sério quanto se deveria. Observo uma tendência em tapar o sol com a peneira, fazer de conta que é tudo muito normal e nada preocupante quando se trata do consumo excessivo de álcool. Da mesma forma que o bullying era visto como "coisas de miúdos", ou a violência doméstica um tema silenciado, porque "entre marido e mulher não se mete a colher". E olhem que existe uma tremenda associação entre abuso de álcool e violência doméstica!


E a mim entristece-me verdadeiramente, porque pior que este vício, só a dependência de "drogas duras" como a heroína ou as metanfetaminas.


Não quero que este discurso tenha um tom fundamentalista, ou de julgamento. Faço sempre os possíveis para fugir de ambos. Sobretudo estas linhas servem para expressar a minha genuína preocupação com esta espécie de hábito nacional que persiste há muito, e prejudica muito mais do que a saúde de quem bebe sem moderação.


Também eu já apanhei a minha quota parte de pielas, nos tempos em que era mais jovem, fisica e mentalmente, em que saía à noite com regularidade e até altas horas.
Depois os meus hábitos alteraram-se, como tenho a certeza que acontece com tantos outros.
Veio a casa própria, a vida profissional, a vida a dois, responsabilidades várias, um acréscimo de maturidade.
Vieram à tona também outros gostos, em que passámos a preferir o ambiente de alguns bares, esplanadas e restaurantes às grandes confusões de outrora. O querer aproveitar o fim de semana ao máximo, não o querer desperdiçar com saídas nocturnas de grande azáfama e a consequente recuperação que ocupa toda a manhã seguinte.
Deixar de ter paciência para estar num bar mais de uma hora ou duas. Ficar por um par de copos, ou se apetecer, uma opção não alcoólica, (que as há bem boas e bem mais criativas do que uma coca-cola!), sem qualquer pejo, nem ver em nada diminuída a capacidade de nos divertirmos, de conviver, de fortalecer laços. Pelo contrário!


Na verdade a grande consequência de se saber que o álcool é um ingrediente facultativo na vida, nas reuniões sociais, assim como o saber beber moderada e responsavelmente, fez-me mais observadora, crítica e certamente, mais anti-social.
A paciência para aturar bebedeiras fica reduzida a zero, nem por parte de conhecidos, então de desconhecidos muito menos!
Hoje em dia, mais do que nunca, evitamos, tanto quanto possível, frequentar locais em que estejam presentes pessoas em estado visível de embriaguez. Já não seria a primeira vez que ao entrar num bar, por exemplo, ao constatar o ambiente déssemos meia-volta. Nestes casos, damos sempre meia-volta.


Não aprecio a presença de bêbados, deixam-me desconfortável, num sentido de alerta constante à espera do pior. Porque um ébrio é uma caixinha de surpresas: tanto lhe pode dar para ser o bobo da corte, o tolo da aldeia com os seus exageros e palhaçadas, o inofensivo bêbado da aldeia que dança sozinho nos arraiais, como pode tornar-se alguém bastante inconveniente, abusador e chato, estragar o ambiente, ou no pior dos casos, alguém violento.


Quantas tragédias incontáveis já aconteceram pela mão de alguém alcoolizado?! A última parangona da imprensa sendo a história abominável do pai que matou o seu bébé de quatro meses com pancada e água a ferver!


Observo pessoas, e por vezes tenho que me recordar que algo não se torna correcto pelo facto de ser comum.
Observo como é comum haver quem comece bem cedo o dia a ingerir álcool.
Como é comum haver quem beba em copiosas quantidades, todos os dias.
Como é comum haver quem conduza após ter estado a beber, independentemente da quantidade.
De haver quem beba imoderadamente durante o horário de trabalho.
De haver quem tenha como profissão conduzir e mesmo assim, se coloque a si e mais importante, a outros em situação de risco, por beber durante o expediente.
De haver quem coloque crianças em risco, por transportá-las num estado de embriaguez ao volante.
E acham que é correcto, que não faz mal nenhum, que sabem perfeitamente o que estão a fazer.


A solução começa por se falar abertamente deste tema, sublinhar que este tipo de comportamentos não são aceitáveis. Reconhecer a doença, os sintomas do vício, e encaminhar as pessoas para tratamento.


Conheço uma empresa que tem uma regra bastante explícita quanto ao consumo de álcool por parte dos seus colaboradores: o consumo deste durante o horário de trabalho, (pausa para refeição incluída), é absolutamente proibida e o não cumprimento desta directiva pode levar ao despedimento por justa causa.
Acho que a solução passa também por aí. Há que implementar esta regra em todas as empresas, especialmente estatais.




E visto que esta questão tem uma maior expressão masculina, gostaria que as mulheres aceitassem, para o seu próprio bem, o consumo excessivo de álcool como um "relationship deal breaker", um factor suficientemente negativo que as fizesse perder o interesse naquele parceiro ou potencial parceiro.
Porque, senhoras, juro-vos a pés juntos que saber beber moderadamente e com responsabilidade é um atributo essencial!








coisas de ver #37





"Sítio do Picapau Amarelo"












coisas de pensar: Sobre isto dos baldes de água gelada








P.S: A parte importante começa aos 2 minutos.









terça-feira, 19 de agosto de 2014

coisas de ver #35







"The Vicar of Dibley"












coisas de ver #34







"Two Fat Ladies"












Adenda ao post anterior, ou se preferirem, a oráculo das férias





Agora que penso nisso, encontro um padrão.


É que já tive uma vontade voraz, inspirada também pelo Tom Sawyer, pela cultura cajun, de conhecer ali os lados do Louisiana, terminar em grande em New Orleans. Assim como já tive grande vontade de ir até ao Japão.
Deu no que deu.


Também já tive uma vontadinha de visitar Pompeia e Herculano. Felizmente não causou grande mossa, talvez por ter sido apenas uma "vontadinha", e ainda bem, que o Vesúvio impõe respeitinho!


Temo pelo dia que os meus apetites se virem para Veneza. Acho que será dessa que a cidade se afunda de vez.


Portanto, joguem pelo seguro. Confessem-me os vossos destinos de férias, e pelos vistos, se eu não estiver para aí virada, é sinal que estarão seguros.





cromices #33: Será um sinal divino?





De cada vez que me dá vontade de ir fazer férias à Islândia, um vulcão entra em erupção. É que não falha!


Em 2010 foi o Eyjafjallajökull. Nessa altura andava a fazer lavagem cerebral ao marido sobre como férias na Islândia é que era! Que aquilo é que eram cenários naturais para as nossas caminhadas, que por sorte ainda me cruzava com a Bjork! Que seria épico!


Há um par de dias o assunto voltou à baila, depois de ele ter visto um documentário bem interessante que lhe inflamou o interesse.


E então o que é que acontece? Notícias sobre como está para breve mais uma erupção em terras islandesas, destas vez o vulcão de Bardarbunga.


Perdoem-me a linguagem, mas bardamerda para o Bardarbunga!













segunda-feira, 18 de agosto de 2014

cromices #32: Às vezes, a vida é isto, e há que ter paciência...












Impossível não sorrir!





No outro dia assisti a uma cena que me desarmou totalmente. Por vezes os miúdos têm umas saídas fantásticas, para as quais não existe imunidade.


Um casal ensinava a jovem filhota a brincar às escondidas.


A miúda cobria os olhos. Devagarinho, a mãe contava até cinco, enquanto o pai procurava um esconderijo.


No fim da contagem a pequena saía-se com um sonoro e empertigado "Quem é?", como se estivesse a atender a porta.


Após algumas tentativas desistiram de lhe explicar que não era assim que se jogava. Foram vencidos pelo riso.









sábado, 16 de agosto de 2014

cromices #31: A família "mijona"





Ontem, ida ao Guincho bem cedo pela manhã, quase no pico da preia-mar.


A oito mãos, em brincadeiras na areia, construímos uma "mega piscina" com todos os preceitos, incluíndo uma muralha circundante, decorada pela pequenita do grupo com as pedrinhas que ia recolhendo no seu balde.


Não tardou muito que tamanha construção chamasse a atenção de todos os pequeninos em redor.


Da minha toalha apreciava sorridente o cenário. 


Chegaram a ser à meia dúzia de uma vez lá enfiados, felizes da vida a chapinhar. E os pais igualmente encantados a fotografar os petizes.


Uns passos à direita uma mãe e dois filhos esforçavam-se por escavar a sua piscina. Coisa impossível aquela hora, visto que a maré já tinha vazado, e não havia pedaço de mar em redor, que se pudesse aprisionar.
Obervava-os e perguntava-me porque não se juntavam eles às outras crianças.


Num momento em que a "nossa" piscina estava vazia, a mulher desloca-se até lá e senta-se, julgando-se discreta. Não se demora muito, levanta-se e volta para o pé dos putos.


A seguir vai o miúdo, deita-se de barriga para baixo, também não se demora. E por fim a miúda, que imita os gestos da mãe.


Se desconfiei do que se estava a passar quando vi a mãe, tive a certeza quando vi os miúdos: aquela família de imbecis mentecaptos foi urinar à "piscina". 
Perfeitamente conscientes de que aquela construção estava a ser uma fonte de prazer e brincadeira para as crianças mais pequenas da praia, que as atraía como um imã, e mesmo assim decidiram conspurcá-la!


"Ah, mas coitadinhos, tinham vontade!" - Não há justificação no mundo que possa justificar tamanha imbecilidade e falta de civismo, especialmente quando existem bares e esplanadas a dezenas de metros com wc's à disposição, e asseados.




A sério, odeio gente desta!