quarta-feira, 29 de outubro de 2014

coisas de ver #46: 7.270.762.526 primos e a aumentar!





Somos todos primos, mesmo!


Cientistas acreditam que toda a população mundial descende de uma tribo africana com cerca de 200 elementos que partiu da Etiópia para os quatro cantos do mundo. Não é fantástico?!
Podem ler mais aqui.


A série The Incredible Human Journey, da BBC, fala-nos dessa viagem.











cromices #51: Há que ter muita paciência



Recentemente, a actriz Luana Piovani fez um comentário polémico sobre Portugal. Podem ler mais aqui.
Só falo disto porque me fez recordar outro episódio.


Em 2007, a actriz brasileira Maitê Proença gerou uma imensa polémica com um vídeo, feito em Portugal, para o programa "saia justa" onde, de forma totalmente ignorante e desrespeitadora, ridicularizava os portugueses, chegando mesmo a cuspir numa fonte do Mosteiro dos Jerónimos.


A repercussão foi bombástica. O mote estava lançado, e em menos de nada proliferavam, um pouco por todo o lado, discursos, comentários e trocas de mimos nada tolerantes por parte de pessoas de ambas as nacionalidades.


Foi um fenómeno sociológico, um que atraiu o meu "lado cientista", também pelo facto de que pessoas, de ambos os lados do Atlântico, usualmente avessas a este tipo de digladiação, sabedoras e informadas, foram igualmente atraídas para o mesmo, em conjunto com milhares de indivíduos notoriamente estúpidos.


Metade de mim ardia de exaltação e fúria, parte desse mesmo fenómeno que a outra metade, a racional, observava com curiosidade, analisava e procurava respostas.


A minha metade exaltada queria andar por aí a distribuir chapadas pela actriz, e todos os "groupies" que se excedem em cordialidades para com gajas como esta, a quem lhes basta soltar um "Amo Portugal! Amo "pastel" de bacalhau! Amo vocês!" para ficarem molhadinhos, numa espécie de êxtase parolo.


Aos que chamo "groupies", apetecia-me genuinamente abaná-los até perceberem que há gente com quem não se deve desperdiçar a hospitalidade, mesmo que esta seja dom que sobeje. E se há quem não mereça, são aqueles que não a sabem retribuir, os dos sorrisos falsos, que depois se vão rir à custa dos "Manéis e Marias com bigode" - (really?!) - enquanto palitam os dentes com as penas dos jantares que souberam "a pato".


Uma das minhas interrogações era sobre o porquê desta situação tão estúpida, desta merdinha de caracacá ter o poder suficiente para me tirar do sério. A mim e a toda uma legião de pessoas.


Em boa consciência e vergonhosamente admito que, a mim, (uma pessoa geralmente dada à ponderação e ao pacifismo), bastou-me ler que "os portugueses são isto e aquilo" para ficar pronta para me atirar à jugular.
Percebê-lo aumentou a minha resolução de entrar ainda mais no conflito para o perceber, e me perceber.


Participei activamente num fórum. No clímax da coisa, os manéis e marias são colocados de parte, e usa-se o argumento do invasor, explorador sanguinário, conquistador genocida, esclavagista, assassino de índios, como artilharia.
E eu lembrei-me de uma viagem de comboio em particular, onde sem qualquer mágoa nem apego, ouvi duas africanas em crioulo, e o seu discurso de que há que sacar o mais que se puder ao colonizador, por vingança e dívida.


Ambas as ocasiões me levaram numa viagem introspectiva de onde regressei mais forte e segura de quem sou:
Eu sou a Ana, nascida em 1979. E recuso-me a padecer da "síndrome do colonizador". Eu não sou os pecados dos nossos antepassados. Não colonizei, não matei, não conquistei, nem nunca tentei evangelizar alma alguma. Não devo nada a ninguém. Recuso-me a carregar às costas o peso de qualquer acontecimento no qual não vivi a tempo de participar. Apenas sou responsável por mim. Recuso dobrar-me perante quem não viveu a tempo de sentir na própria pele as ofensas que clamam. O mal é de quem escolhe vestir as dores de quem já não é, e que não são suas.
Viver no passado é recusar o presente. É deixar de ser quem é, para se emprestar a fantasmas imaginados.




Já fantasiei sobre como teria sido provavelmente um Mundo sem quaisquer incursões ultramarinas, e imagino uma Amazónia do tamanho de todo o continente americano albergando umas quantas tribos nativas, alheias à urgência febril do desenvolvimento europeu, um mega pulmão do planeta, um santuário natural como nenhum outro, e não me desagrada.


Também imagino como seriam os Descobrimentos, se ocorridos no presente dia. Gosto de pensar que, a nossa espécie, com mais 500 anos de evolução espiritual em cima, saberia lidar com os nativos de igual para igual, na base do diálogo e troca de conhecimentos, não lhes tomando qualquer pedaço de terra ou riqueza material.




Por enquanto, há-de haver sempre alguém que, por um qualquer motivo, nos há-de apontar o dedo e chamar de colonizadores, exploradores e mais ainda.
Mas como tudo, também isto o tempo curará. Basta meter os olhos nos romanos. Tiveram o mais grandioso império, construído sobre sangue, como são todos os impérios. No entanto, nunca vi ninguém apontar o dedo aos italianos contemporâneos pelo peso da sua História, pelos actos de César, por exemplo.
Tudo o que precisamos é de tempo. O Império Romano Ocidental extinguiu-se há cerca de 1500 anos, e hoje são mais conhecidos pelas maravilhas que deixaram pelo mundo, como as termas, as estradas, os templos.
Nós, Portugueses, deixámos de ser oficialmente colonizadores em 1999, quando Macau passou definitivamente para os chineses.


Portanto, lá para o ano de 3499 estaremos safos dos apontares de dedos. Até lá, tolerância e paciência q.b., mas não em demasia, porque há que nos curar deste "síndrome do colonizador" que nos faz fáceis de abusar por governos e entidades estrangeiras. É que Portugal é do povo, mas não é "o da Joana".









caixa de ressonância











segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Gostaria de tomar um café com... #3





...este quarteto:




Mary Murphy








Nigel Lythgoe








Twitch







e Cat











Havia de ser animado!



caixa de ressonância














coisas de aprender: Patins em linha





Pois é! Não resisti e também fui comprar uns patins.


No início, estava inclinada para os quad, mas quando os experimentei achei-os potencialmente mais perigosos que os patins em linha. Basicamente senti que, se tivesse calçado quads em ambos os pés na loja, começaria a deslizar em tão grande velocidade que só pararia quando me esbarrasse contra uma parede.


Para quem, como eu, não percebe nada de nada sobre como andar de patins, recomendo os tutoriais da Asha.
































coisas de comer: sabores de Outono





Gosto de sentir a mudança das estações. A vida seria muito mais monótona sem estas.


Aprecio todas as estações do ano, mas o Outono é especial. No Outono tudo se ameniza e, não há nada como a sua paleta de cores.


E tudo isto se vivencia com todos os sentidos, inclusive o palato, porque a sazonalidade encontra na mesa o seu reflexo.


Com o Outono chega também o apetite por assados.


Como um suculento e macio pernil de porco, que deixámos marinar depois de o envolver numa mistura, que entre várias opções possíveis pode ser de alhos esmagados, sal, pimenta, ervas várias como tomilho e alecrim, pimentão doce, azeite e vinho e, que vai ao forno acompanhado de cores de Outono. Uma qualquer mistura a gosto que envolva batatinhas, batata doce, cebola, cebolinhas, abóbora, castanhas, cenouras.


Como opção vegetariana, o seitan funciona muito bem marinado numa mistura de alhos esmagados, sal, pimenta, sumo de laranja e vinho tinto.






E as frutas da estação?


Como as maçãs reinetas assadas com mel, canela e um toque de vinho branco.


As romãs, as minhas favoritas, que sabem tão bem misturadas com iogurte grego.


Ou aindas as uvas e a pêra rocha, perfeitas para acompanhar queijos curados de sabor intenso.




Sabe-me bem o Outono.



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Sabedoria dos intas em 10 segundos #35





A vida dá-nos daquilo que gostamos, ou nós é que aprendemos a gostar daquilo que a vida que nos vai dando?


Em parte, não será a Gratidão, esta filosofia de sermos gratos por tudo o que somos e o que temos, mais do que um caminho espiritual, uma elevação do próprio ser, simplesmente uma técnica de sobrevivência?


Porque, no fim de tudo, se a vida nos dá limões, não será tão mais fácil convencermo-nos que adoramos limonada?