terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ai, andas tão caladinha e tal...



E não é que não tenha nada para vos contar, que me faltem temas sobre os quais opinar e assim.

Pelo contrário!

O problema é mesmo esse, estou tão eléctrica, com tanta coisa a passar-me pela cabeça ao mesmo tempo, que bloqueei.

Vou tomar um cafézinho a ver se acalmo.




sexta-feira, 21 de novembro de 2014

coisas de aprender: The "Grand" MTHFR gene







Inspirações / Aspirações



Um dia, quando for Grande, quero ter um Espírito tão Nobre quanto um Cão vadio.


(ler aqui ).



Desejos #3: O primeiro livro



Ainda me lembro de um dos primeiros livros que recebi. É uma memória forte, vincada, tão boa, de quando ainda era demasiado pequena, de quando ainda faltava muito para aprender a ler.

Era um livro enorme, de capa dura: "As Viagens de Gulliver" de Jonathan Swift.

Era um livro belissimamente ilustrado. E, mesmo sem saber ler, adorava passear os dedos e os olhos pelas suas páginas, num estado de absoluto maravilhamento.
O amor à primeira vista acontece, e é um momento que jamais se esquece. É indelével essa minha memória de há trinta e tais anos atrás: foi o momento que me apaixonei irreversivelmente pelos livros, e tudo o que estes nos permitem.

Um livro tem o poder, especialmente junto de uma criança, de ser um portal mágico para a Imaginação. E não há magia como a própria Imaginação!
E se a descobrirmos em tenra idade, existe uma grande chance que, mesmo na vida adulta, nunca percamos a capacidade de imaginar, de criar, de nos maravilharmos, o que é em si uma das maiores dádivas da vida, algo digno de preservar por toda a existência, custe o que custar.

Esta memória é tão feliz e tão forte, que a revivo em forma de filme, a cores, e com todos os sentidos. Parece que me vejo a agarrar aquele enorme e lustroso volume, com as minhas mãos pequeninas, de lhe sentir o peso e a textura. Sinto de novo a emoção da novidade, da descoberta, de gostar daquela coisa nova, e sorrio.

Relembrei-me deste momento delicioso quando pensei nos filhos das minhas amigas, nesses sobrinhos-emprestados-lindos-que-a-tia-doida-adora, e de repente soube que tia quero ser para eles.

Ainda são demasiado pequeninos, mas quando chegar a altura, quero ser a tia que lhes oferece o primeiro livro, o primeiro de muitos.

Reclamo para mim esse privilégio! Quero que tenham uma memória tão mágica e feliz quanto a minha.
Os livros trouxeram tanta coisa boa para a minha vida, que quero partilhar isso com eles.

Ainda bem que não é para já, preciso de tempo para escolher o "livro perfeito".


caixa de ressonância







Quando os homens falam de amor #44







quinta-feira, 20 de novembro de 2014

coisas de pensar: Para turista ver



Todos sabemos que o Turismo tem uma importância fulcral para a nossa economia, diz que o seu contributo para o P.I.B. tem para nós mais impacto do que para outro qualquer país do Mundo, (aqui ).

Contudo, quando ouço sobre as estratégias deste sector, quando falam "do investimento para o turismo" há um arrepio que me percorre a espinha, e não é de prazer.

Odeio quando enchem a boca para falar de estratégias para o turismo, de construir isto, aquilo e aqueloutro para turista ver. É que me fazem lembrar os resorts 5 estrelas em destinos de terceiro mundo, ou a Cuba pré Castro, playground dos americanos: beber, fumar e ir às putas. As putas tristes.

Podem dizer os de fraca memória, que não somos Cuba.
A esses refresco a memória sobre como era o Algarve há poucas décadas atrás. Onde quase tudo o que existia relacionado com o turismo era direccionado para o turista estrangeiro, em que o visitante nacional chegava a ser tratado com desdém e maus modos, relegado porque havia sempre que estar, primeiro e acima de tudo, disponível para os que não pagavam em escudos.
As putas podiam estar na Cuba de outrora, mas ali era-se recebido por alguns dos seus filhos.

Mais tarde, motivados por uma crise, compreenderam que era inviável depender somente do visitante estrangeiro, e tiveram um momento epifânico, aprenderam a valorizar o turista nacional e com base nessa nova atitude houve progresso e evolução, com ganhos para todos os envolvidos.
Muitos até ganharam "amnésia" em relação ao velho Algarve. Eu gosto de recordar, não para constranger, mas para lembrar o resultado de quando se mete "palas nos olhos" e se ignora o quão fundamental é saber produzir e servir, em primeiro lugar, para os da "casa", para nós.

Não quero viver num parque temático. Sobretudo não quero que aumente a disparidade da qualidade entre o que existe para o cidadão e para o turista.
Não quero que as nossas aldeias, vilas e cidades não sirvam para viver, só para visitar. Em que porta sim, porta sim, hajam hostels, e hotéis de charme e espaços design rónhónhó, lojinhas gourmet, estabelecimentos pseudo-tradicionais com ementas em inglês, francês e alemão, com preços proibitivos, e monumentos nacionais que nem todos os cidadãos conhecem e poucos visitaram mais de uma vez, porque os preços dos bilhetes, também esses são para turistas.


Quem me conhece bem, sabe que quando critico é porque tenho na manga mais do que a crítica.

E a minha sugestão é:

- Olhem para as localidades na óptica dos cidadãos.
Invistam em infraestruturas, em remodelações, que aumentem a qualidade de vida destes: segurança, espaços verdes, ciclovias e pedovias, transportes públicos de qualidade.
Reabilitem os tantos edifícios moribundos que sobejam por todo o lado, (quantos destes verdadeiros tesouros arquitectónicos), e transformem-nos nos tais hostels, mas também em habitações, em espaços para a cultura, para a prática de desporto, para a saúde e a educação.

Não foquem no turismo. Foquem-se em tornar um sítio feliz, vibrante, acessível para todos, e os turistas virão.
Se os cidadãos encontrarem nas suas terras um espaço convidativo, apelativo, pessoas de todo o mundo quererão comungar dessa experiência.

E essa é a única "estratégia para o turismo" que defendo, sem ghettos, sem eles e nós.


caixa de ressonância







quarta-feira, 19 de novembro de 2014

fashion coisa #3: O traje que melhor nos assenta




Quer sejamos homem ou mulher, independentemente da nossa altura, peso, idade, raça, da forma do nosso corpo, há um traje especial que assenta a todos que nem uma luva.

É a nossa pele.


Tivesse eu poderes, e uma das primeiras coisas que faria era erradicar do pensamento humano os complexos para com o próprio corpo, os preconceitos em relação à nudez, a falta de amor próprio.

Não vos estou a incentivar à prática do nudismo, (mas se vos der na gana, força!), nem à exibição gratuita do vosso corpo. Por favor, não distorçam esta mensagem.

O que eu gostaria é que todas as pessoas se sentissem, na sua nudez, tão elegantes, confiantes, graciosas, exuberantes e felizes como se estivessem a envergar o mais belo conjunto Dior, Valentino ou Armani.

Porque ao contrário do que algumas mentes doentes e perversas querem fazer crer, não há nada de ordinário, obsceno, feio e pecaminoso nos nossos corpos nus.

Aí sim, os trajes que se adquirem nas lojas, serviriam para adornar, aquecer e não para camuflar e esconder. Porque se dizem que a moda é bela, uma forma de arte e afins, é uma pena que sirva para isso.

Mais importante, é um desperdício de tempo e de vida não sermos felizes na nossa pele.



Quando as mulheres falam de sexo #38







Quando os homens falam de amor #43







caixa de ressonância