quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
cromices #66: Não me venham dizer que Deus, o Universo ou lá o que o queiram chamar, não tem sentido de humor
Há algum tempo confessei por aqui que odeio correr, que só o faria para fugir de um leão e mesmo assim tinha dúvidas.
Como o peixe morre pela boca, tinha-me que calhar na rifa este meia leca de quatro quilos que gosta de fazer todos os trajectos a correr.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
caixa de ressonância
Hoje a dobrar. Há dias em que queremos bisar.
cromices #65: Acho que temos aqui recorde do Guinness!
Anteontem tossi durante 3 horas, ininterruptamente.
caixa de ressonância
domingo, 11 de janeiro de 2015
sábado, 10 de janeiro de 2015
vida de cão #8: fazer o que se prega
Sempre impliquei com quem não apanha o cócó aquando o passeio dos animais. Nesta matéria estou convencida que a grande maioria das pessoas são porcas, preguiçosas e de uma falta de civismo avassaladora.
Acho que este mau comportamento generalizado apenas tem contribuido para os cães não serem permitidos oficialmente em mais locais e, durante todo o ano, como no caso das praias.
Gostava que me fosse permitido levar o Kiko a todo o lado. Agora que o podemos levar à rua percebemos como os itinerários possíveis são limitados e pobres. Nada me convence que a falta de civismo de que falo não é em parte responsável por tal.
Implico de tal forma com esta falta de respeito que já abordei várias pessoas para lhes oferecer um saco de plástico. Acontece por vezes ter alguns sacos de supermercado dentro da mala, sabe-se lá porquê, que se revelaram úteis para estas situações, em que vejo as pessoas e os seus cães afastarem-se calmamente da bosta largada na calçada como se não fosse nada com eles.
Há quem fique embaraçado, e agradeça baixinho, há quem leve a mal e até quem finja que não é nada consigo, e são estes os piores. Há muita confusão naquelas cabeças, que os leva a assumir que quem os critica pela falta de asseio e lhes aponta que é de lei apanhar os dejectos e deixar os espaços públicos limpos, é um estúpido que não gosta de animais.
Ora, eu sempre gostei de animais, não gosto é de merda!
Até a urina é chata, se os donos forem acéfalos em relação aos locais onde deixam o animal urinar.
Havia, há tempos, quem tivesse a mania de deixar o cãozinho fazer o seu chichi quase à porta do meu prédio. No fim, tivemos ambos sorte, porque estive quase, mas mesmo quase, (bastaria tê-los apanhado no acto, ou saber que o tinham voltado a fazer), para lhes ir bater à porta depois de beber meio litro de chá, baixar as calcinhas e urinar eu própria, ali mesmo, enquanto exclamaria bem alto com o fim de ser bem clara na transmissão da mensagem, que se tratava do troco.
Jurei a mim mesma que se um dia tivesse um cão não me iria permitir mudar para a facção dos porcalhões. Que ter um cão na família representa uma série de compromissos, e apanhar os dejectos é um deles. Que não deve ser menosprezado. Apanhar caca não é a actividade favorita de pessoa alguma, penso eu, mas quem não está disposto a fazê-lo, reflicta sobre o que implica ter um cão e a sua real disponibilidade.
O Kiko já fez dois cócós na rua. De tão novinho e destreinado, ainda se guarda para fazer em casa. Mas isto, com o tempo, entrará nos eixos.
E lá estávamos nós, (uma vez eu, outra o marido, porque neste casamento partilha-se tudo, inclusive a bosta), de saquinho de plástico na mão, rolo de papel higiénico na outra, a limpar, (obrigada lei de Murphy), a coisa mole e fedorenta.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Je suis Charlie
Acredito em Deus. Num Deus sem nome, sem nacionalidade, sem língua, sem género, sem geografias, e sem religião.
O meu Deus está acima de tudo o que é humano, à excepção da Alma/ Energia que levamos cá dentro mas que passamos vidas incontáveis sem saber muito bem o que é.
Nunca conheci pessoa alguma que conhecesse bem a sua Alma. Daí não acreditar em ninguém quando me diz que conhece Deus melhor que os outros, que serve de intermediário, que tem linha directa para o Divino.
Temos imaginação e é já uma tremenda dádiva. Todos lhe imaginamos as características, mas não deixa de ser imaginação. Tem o seu valor, e apenas se torna errado se eu tentar forçar meu produto imaginado a outro, castrando-o dessa mesma capacidade individual.
Eu também imagino Deus. Inevitavelmente, à minha maneira. Apego-me à minha imaginação, mas isso deve ser mau feitio. Nunca gostei nem admiti que me tentassem diminuir ou tirar as liberdades: de pensamento, de expressão, de crença, de individualidade.
Uma das minhas certezas é que Deus tem sentido de humor. Se assim não fosse o riso e o sorriso não seriam das raras e verdadeiras expressões universais, transcendendo geografia e raça, idade e género.
O meu Deus olha para as religiões, para o que se faz em Seu Nome, e decide ser ateu.
domingo, 4 de janeiro de 2015
Vida de cão #7: Efemérides
Desde a entrada do ano que os dias têm sido absolutamente frenéticos. Eu, que sempre me julguei noctívaga e que costumo adormecer tarde e a más horas, estava ontem totalmente "zombificada" às dez e meia da noite.
Tendo em conta o quão preenchida tem sido a nossa vida, não é admirar.
Na sexta-feira o Kiko levou a terceira dose de vacinas e teve, finalmente (!), ordem de soltura para ir à rua.
Foram cerca de duas horas de espera, que ele passou excitadíssimo e a choramingar. O que vale é que dentro do consultório porta-se bem: dá lambidelas à tia I. e nem leva a mal as picadelas.
Nesse mesmo dia fizemos com ele um passeio de 5 quilómetros. Parece muito para um bébé, eu bem sei, mas lembrem-se que andou a acumular energia durante o mês que passou em casa.
Eu, já meio destreinada das caminhadas, (é que no Inverno não apetece muito qualquer tipo de actividade), cansei-me mais depressa que ele.
À noite ainda tivemos que ir à caça de uma máquina de lavar roupa nova. A nossa parece não ter achado muita piada ao trabalho mais que intensivo a que tem sido sujeita ultimamente, e agora comporta-se como um apetrecho de um filme de terror, tipo poltergeist, protagonizado pelo electrodoméstico possuído.
Decidimos então resolver a questão antes de ela dar mesmo o berro, que já não deve tardar muito.
Exaustão à parte, valeu a pena a sensação de que fizemos um bom negócio.
O sábado ficou marcado como um grande marco na vida do Kiko: foi o primeiro dia do treino de obediência.
No momento em que decidimos juntar um cão à família, ainda antes de fazermos ideia de qual seria, já tinhamos resolvido que o treino seria indispensável. Que seria um investimento que valeria a pena por uma imensidão de motivos que resultariam numa maior qualidade de vida para todos nós, humanos e não humanos.
Ora, o Jack Russel é uma raça conhecida pela teimosia, por quererem levar a deles avante custe o que custar.
O primeiro dia de treino resumiu-se a uma interacção entre o Kiko e a P., a treinadora, que durou mais de meia hora. Existiu a necessidade de o forçar numa posição de submissão, deitado de barriga para o ar, até que ele cedesse. A característica da raça, a tal teimosia notou-se aí, na quantidade absurda de tempo que ele demorou a ceder.
Hoje, segundo dia de treino e já fizemos alguns exercícios. Poucos, pois estamos a começar do zero.
Junte-se a quantidade de outras pessoas e cães com quem lhe é possibilitado socializar, e as indicações valiosas da treinadora, e garanto-vos que o treino vale mesmo a pena. Por tudo!
Esta manhã, foi também a primeira ida à praia do Kiko, e foi tão bom. Mas disso falo depois, deixo umas imagens.
sábado, 3 de janeiro de 2015
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
coisas que gosto #21: Este primeiro dia do ano
Não imagino melhor forma de começar o primeiro dia do ano do que ir de manhã até à praia.
Adoro praia, a qualquer altura, de dia ou de noite. Mas, no Inverno é especial. Os elementos estão mais presentes, são mais fortes.
A Natureza através das ondas, do vento, não se limita a murmurar. Faz-se ouvir, acima de toda e qualquer presença humana.
Pouca gente, tal como gosto mais. Nós, alguns surfistas, pessoas que brincam com os seus cães no areal. Outras quedam-se, estáticas, a mirar o horizonte. Todos sorrimos. O sal limpa-nos até à alma, purifica-nos, e isso nota-se nos semblantes de serenidade e satisfação que todos partilham.
As pessoas sorriem e ao cruzarem-se trocam cumprimentos e votos de bom ano.
É uma forma feliz de começar esta tábua rasa que é o recomeçar de um novo calendário.
A juntar às coisas boas deste dia primeiro, o Kiko conheceu o primeiro amigo canino. Cheiraram-se e em menos de nada estavam prontos para uma salutar brincadeira. Deixou-nos felizes ver com que facilidade aconteceu a interação com outro animal.
Está a ser um óptimo dia. E ainda vai a meio.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
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