quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

cromices #97: Em defesa das meias e dos pijamas



Estava mesmo agora a deambular pelo Facebook, quando ao levar com mais uma peça da publicidade da praxe, fiquei a matutar.
A marca, bem conhecida pelos tablets e afins, optou por ser mais uma a deitar abaixo as pobres das meias e dos pijamas enquanto presentes de Natal. E eu fiquei a pensar que se não fosse eu a vir em defesa destes menosprezados itens, destes pobres mal-entendidos e pouco apreciados, ninguém o faria.

Sim, já todos fomos miúdos e torcemos, de forma mais ou menos descarada, o nariz, quando nos chegava às mãos o embrulho que, pelo volume e toque, reconhecíamos já ser uns pares de meias, ou algo dessa estirpe.
Quase em todas as vezes seria um presente vindo de mãos idosas.

Crianças são crianças, é verdade. Há que dar um desconto, pois é. Mas mesmo qualquer miúdo que não aprenda a sorrir e a agradecer com dois beijinhos à tia-avó pelas "maravilhosas" peúgas não merece mais que um calduço bem pregado e engasgar-se com a fava do bolo-rei.

Só anos mais tarde, e mesmo assim a "iluminação" não chega a todos, é que os miúdos se aperceberão do valor do pacote de meias ou do pijama. Aprenderão alguns que a vida custa, que o dinheiro é caro, que as reformas são para a grande maioria, parcas. E darão então redobrado valor às belas das peúgas. Se não derem, desculpem lá a frontalidade, são uns merdas. Aí desejo que vos calhe um brinde bem pontiagudo no bolo-rei, que o engulam, e que passem pela dor de ter de o largar pelo outro extremo.

Para contrariar as tendências, eu gosto que me ofereçam meias e pijamas. Gosto mesmo.
Não sou muito consumista, basta-me o gesto. E se é para gastar dinheiro, por pouco que seja, prefiro que invistam numa coisa útil que realmente acabe por usar, como meias e pijamas.
Para além que existem modelos bem giros e confortáveis! E se forem de produção nacional, melhor ainda.

Para mim há presentes muito, mas muito piores, como bibelots e tarecos que só servem para ganhar pó algures, ou ainda aqueles perfumes baratos de supermercado que tresandam a álcool, chocolates com recheio de licor simplesmente porque não gosto e nem lhes toco, ou uma garrafa de uma qualquer bebida alcoólica tão má que nem sirva para molhos e marinadas na cozinha.










terça-feira, 15 de dezembro de 2015

cromices #96: Diz que são uma espécie de comandos


Na escolinha o Kiko aprendeu comandos como junto, fica, senta, deita, olha, anda, não...

Ao longo dos tempos fomos, com alguma liberdade e criatividade, ao sabor do que a necessidade ia ditando, criando a nossa própria "linha de comunicação" com o Kiko.

Um "onde está o pai?", (ou a mãe), faz com que ele ande à nossa procura.

No meu stress costumeiro de o ver sem trela nas caminhadas surgiu-me um "segue o paizinho", que por resultar passou a integrar a lista de comandos.

"Onde está o carro?" ou "Onde é casa?" também faz com que o puto vá direito à coisa. Isto se não surgir entretanto uma grande distracção. O que me parece um grande feito, especialmente a do carro, visto que hoje em dia todos os carros são iguais.

Outro clássico é o "Kiko, tens cócó?". Podem não acreditar, mas este comando tem tido um grande sucesso. Não acontece todas as vezes, que estas coisas da natureza não acontecem com o carregar de um botão. Mas, com muito mais frequência do que estava à espera, (honestamente, nem estava à espera que o Kiko me compreendesse, e só esse facto deixa-me siderada!), um minutinho ou dois depois do comando lá começa ele a fazer a "dança do cócó".

É claro que existem outras versões.  Por exemplo a versão de "manhã cedo ou noite escura, com mau tempo e uma vontade absurda de voltar para casa, e o raio do puto não se despacha" soa muito mais como "Oh pel'amor da santa, tu fazes o favor de largar o pastel?!".  Se ainda for demasiado cedo, como não sou pessoa de muitas palavras e tenho mau acordar, saem comandos como "caga, porra!" ou "despacha lá isso!"
A cena fica extraordinariamente bipolar porque quando ele acaba de fazer leva muitos elogios e às vezes até palminhas. (Ele gosta muito que lhe batam palmas como recompensa!)

O "nham nham" é sinónimo de comida e já conhece tão bem esta expressão que fica imediatamente em sentido.

"Peek-a-boo" é sinónimo de brincadeira e correria cá por casa.

Quando digo que alguém é "amigo" estou-lhe a dar permissão para se aproximar, a incentivá-lo a perder o medo ou a desconfiança com determinada pessoa, ou animal.

"Em frente" é para continuar a andar, direitinho que nem um fuso, sem desvios. É um comando que complemento com "ignora" quando passamos por outros cães, casas com cães ao portão, ou até qualquer pessoa ou objecto que façam parte de um contexto que queira evitar.

O "pára e avança" são usados muitas vezes ao dia. Por exemplo em todas as vezes que atravessamos uma estrada.

"Quem é?" coloca-o em posição de sentido, à procura de alguém que lhe seja familiar.



segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

caixa de ressonância





Childe Harold’s Pilgrimage [There is a pleasure in the pathless woods]


George Gordon Byron, 1788 - 1824


There is a pleasure in the pathless woods,
   There is a rapture on the lonely shore,
   There is society where none intrudes,
   By the deep Sea, and music in its roar:
   I love not Man the less, but Nature more,
   From these our interviews, in which I steal
   From all I may be, or have been before,
   To mingle with the Universe, and feel
What I can ne’er express, yet cannot all conceal.

   Roll on, thou deep and dark blue Ocean--roll!
   Ten thousand fleets sweep over thee in vain;
   Man marks the earth with ruin--his control
   Stops with the shore;--upon the watery plain
   The wrecks are all thy deed, nor doth remain
   A shadow of man’s ravage, save his own,
   When for a moment, like a drop of rain,
   He sinks into thy depths with bubbling groan,
Without a grave, unknelled, uncoffined, and unknown.

   His steps are not upon thy paths,--thy fields
   Are not a spoil for him,--thou dost arise
   And shake him from thee; the vile strength he wields
   For earth’s destruction thou dost all despise,
   Spurning him from thy bosom to the skies,
   And send’st him, shivering in thy playful spray
   And howling, to his gods, where haply lies
   His petty hope in some near port or bay,
And dashest him again to earth: —there let him lay.



quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Gostaria de tomar um café com... #5



Emma Watson.

Emma nasceu em 1990 e estreou-se como Hermione da saga Harry Potter, aos 11 anos de idade.

Sempre gostei de Hermione. O marido brincava comigo, dizendo-me que havia parecenças entre nós, que se tivéssemos uma filha, bem que poderia ser uma Hermione, por ter uma sabichona como mãe.

Enquanto me deleitava com esta saga fantástica, parte de mim reflectia sobre o possível futuro destes miúdos, que se iniciaram na 7ª arte com tão estrondoso sucesso. Que rumo dariam à sua vida? Saberiam aproveitar esta maravilhosa oportunidade ou, entrariam para a estatística como mais um dos tristes casos de actores que tiveram sucesso na infância e cresceram para uma realidade muito mais infeliz?

Hoje vi o discurso que Emma fez em 2014 enquanto embaixadora das Nações Unidas, sobre o Feminismo e a Igualdade de Género.

Não interessa de que jovem pessoa estamos a falar. Dá-me sempre gosto ver alguém crescer "bem". Tornar-se expedito, maturo, articulado, consciente.
Emma já não é Hermione, a menina de 11 anos. É uma mulher bonita, com classe, sofisticada, educada, bem formada. Apresenta-se bem, inclusive e sobretudo no discurso. Está a crescer enquanto bom exemplo para todos os jovens da sua geração. De todas as gerações. E eu fico feliz, porque sabe genuinamente bem ver uma vida florescer assim.




cromices #95: Johnny e Baby 2015


Ainda sobre o remake do Dirty Dancing.

Afinal qual é o pior que pode acontecer?

Que Johnny e Baby se conheçam numa rave? Que passem o dia a trocar sms onde se tratam por "kida" e "kiducho"? Que o repertório "dançástico" de Johnny inclua reggaeton? Que o ar de bad boy dos anos 60 seja trocado por algo tipo 50 cent com muito bling bling? Ou por um look que denote maior sensibilidade e angst, tipo emo de unha pintada e pálpebra sombreada, e uma adoração por romances vampirescos? As irmãs Houseman serão clones das Kardashian?  Será a icónica coreografia final, (aquela que serve para mostrar a todos, especialmente ao pai de Baby, que sim senhor, afinal ele até é bom rapaz), um kuduro? A cena final antes dos créditos será a actualização do estado de ambos no facebook para alguém "numa relação com"?




coisas de opinar: Remake do Dirty Dancing? Mas já não há nada sagrado?!



Acabei de saber aqui, no homem sem blogue, que estão a considerar fazer um remake do Dirty Dancing, em forma de telefilme com 3 horas de duração.

Qualquer mulher da minha geração vos saberá informar de antemão que o projecto vai dar caca da grossa!

Porque não há nem nunca haverá outro Dirty Dancing que não seja o original, aquele com a Jennifer Grey e o Patrick Swayze.

Nunca haverá outro Johnny Castle, nem outra Baby Houseman, a não ser todas as meninas da nossa geração que se imaginaram no seu lugar, especialmente durante a última e grandiosa coreografia que encerra o filme.
Ainda hoje, não acredito que haja alguma dessas outrora meninas que, ao rever o filme ou até uma ou outra das cenas mais icónicas, não viaje no tempo, soltando um suspiro entre o desenho de um sorriso, sentindo a presença vívida desse turbilhão de meninice.

Que gente sem imaginação, pá! Há lá necessidade de vir estragar as memórias de uma pessoa!






segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

cromices #94: Tanta coisa, tanta coisa...



Andamos à procura de um substituto para o sofá velhinho do escritório.

Quando encontramos uma alternativa que nos agrada a ambos, o Murphy aplica a sua lei, e não há o produto na loja onde nos encontramos. Óbvio!

Perguntamos a uma das funcionárias se seria possível informar-se sobre a disponibilidade do produto noutras lojas. Gentilmente replica que ser até seria, se a internet não estivesse em baixo.

Não faz mal, pensamos. Telefonamos nós e obtemos a informação.

Hoje ligo-me ao site. Começo por ligar para para a linha de apoio ao cliente. Uma mensagem gravada numa voz simultaneamente mecânica e num português com uma pronúncia muito manhosa dita a típica mensagem "se quer X prima tecla Y". Sigo o procedimento mas desligo a chamada quando me farto de Jingle Bells ao ouvido.

Tento o número da loja que pensávamos visitar como alternativa e em todas as vezes o único sinal é o de linha ocupada.

Quando experimento o chat do Apoio ao cliente do site da marca, outra mensagem automatizada informa-me que existem 3 pessoas à espera de atendimento. Ideia reforçada por uma segunda mensagem que avisa que os operadores estão ocupados de momento. Coisa que não anda nem desanda há um bom bocado.

Suspiro. Creio que com tanta tecnologia disponível não me resta outra alternativa senão enfiarmo-nos no carro, ir até lá, e ver com os próprios olhinhos se há a coisa ou não.

Parte de mim não resiste a enviar aos senhores do Apoio ao Cliente a seguinte mensagem telepática: "Três pessoas para atender e ficam no lodo?! A sério? A sério, a sério? Mesmo a sério?!"




sábado, 5 de dezembro de 2015

Antropoformização involuntária #5



De 5 a 23 de Dezembro podemos encontrar o Reino do Natal em Sintra.

Como muitos outros "pais", também levámos o nosso miúdo ao Parque da Liberdade para ver as decorações, os elfos e toda a actividade temática.

Crianças apontavam excitadíssimas para o cão. O cão em êxtase por ver tanta criança.

Sempre imaginei que, se Kiko soubesse escrever e enviasse uma carta ao Pai Natal, pediria algures entre snacks e petiscos, miúdos, resmas de miúdos, tal é a paixão pela criançada.

Hoje, ao vê-lo rodeado no tal parque cheio de crianças em todos os recantos, com um ar de êxtase e felicidade que só visto, tive a certeza.

Pois bem, Feliz Natal meu puto!


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Coisas de opinar: Outros tempos



Através da partilha de uma amiga, chegou à minha atenção um texto da autoria de João Miguel Tavares do blogue Pais de Quatro, intitulado "Apelo aos professores por parte de um pai desesperado e farto de trabalhos manuais".

Há um parágrafo em especial que me fez recordar a minha infância:

"3. Nunca - mas nunca - enviem trabalhos de casa que eles não consigam fazer sozinhos!

 Perdoem-me o sublinhado, mas este é o ponto mais importante. Eles não são auto-suficientes para fazer aquilo? Não mandem! Claro está que não me refiro às dúvidas que surgem ao tentar resolver um exercício de Matemática ou de Português. Isso é naturalíssimo e estou cá para ajudar. Refiro-me àqueles trabalhos manuais de encher o olho, àqueles projectos especiais hiperbólicos que estimulam imenso a competitividade dos pais, porque não será o meu filho a ter um globo terrestre em alto relevo mais pobrezinho do que o do Asdrúbal."


Não estou a ir para nova, é certo. Mas parece-me que esta coisa entre pais, escola e trabalhos de casa mudou muito em relativamente pouco tempo.

Eu também levava trabalhos para casa. Na sua maioria os regulares tpc das disciplinas.
Sentava-me à mesa da cozinha com os manuais, cadernos e estojo, e lá me ocupava de os fazer antes do jantar, normalmente na companhia da minha mãe, que ia passando a ferro e tratando da comida.

Isto na época pré-pc, que depois tornar-se-ia imperioso que tudo fosse impresso e encadernado.

Enquanto tratava das suas tarefas, a minha mãe ia-me perguntando sobre a escola, a matéria, se estava a perceber tudo, se tinha dúvidas. O meu pai demonstrava o mesmo interesse, e quantas vezes me disseram que se aparecesse uma dúvida, que a apontasse para a retirar com o professor na próxima aula.
Que nunca tivesse vergonha de colocar dúvidas nas aulas, ou até de pedir a um professor que se repetisse, pois esse era o papel deles, e se um dia alguém se o recusasse a fazer que deveria contar-lhes.

Assumiam que existiam matérias que lhes era impossível explicar. Mas estavam sempre presentes e interessados. Inquiriam-me e eram muito atentos sobre o bom cumprimento dos meus deveres, desde o bom comportamento, à pontualidade, assiduidade, a levar todos os materiais necessários para a escola e a ter os trabalhos feitos.
Da mesma forma que me questionavam sobre a prestação dos professores, também os questionavam sobre o meu comportamento.

Houve uma única vez que a minha mãe me ajudou a completar um trabalho. Andava no quinto ou sexto ano e andávamos a fazer bordados em Trabalhos Manuais. Eu, fartinha e frustrada com a minha falta de jeito para a coisa, com já ter sido obrigada a recomeçar nem sei quantas vezes, uma tarde enfiei a malfadada capa de almofada na mala. Em casa, implorei em lágrimas à minha mãe que tratasse ela do assunto.

É que na minha altura, os miúdos que apareciam nas aulas com trabalhos demasiado bem feitos, daqueles que se notava claramente que havia ali dedinho dos pais na coisa eram mal vistos, tanto pelos docentes como pelos colegas. Eram batoteiros. Simples como isso. E como tal era uma coisa rara de acontecer, até porque os professores avisavam os pais que se enviavam tpc, estes eram só para os miúdos. Que não queriam uma coisa perfeita, queriam era algo feito pelos alunos.

Os projectos que envolviam grandes coisas de artes manuais e afins eram normalmente realizados na escola, nas aulas da especialidade ou numa qualquer aula fora do comum, como por exemplo a organização de uma feira ou dia dedicado a uma disciplina ou tema.

Se me mandassem fazer recortes, colagens e afins para casa, enfim, as tais coisas "para encher o olho", para além da carga habitual de deveres, os meus pais reviravam os olhos. "Um desperdício de tempo é o que era, e tantas horas passadas na escola serviam para quê?! Qual a utilidade de andar a perder tempo de descanso e convívio com recortes e coisinhas?". Eu concordava na altura e ainda concordo. Acho que este tipo de actividades são mais úteis e prazeirosas como ocupação de tempos livres durante as férias.

A minha mãe sempre esteve presente em todas as reuniões de pais. Essa assiduidade requeria um sacrifício que muitas vezes não tínhamos a certeza se todos os professores saberiam sequer entender, quanto mais valorizar. Portanto quando o director de turma se lembrava de marcar duas reuniões num espaço de tempo demasiado curto, ou mudava o horário em cima da hora, tornava-me a mensageira dos meus pais: "Diz à tua professora que, como sempre, fazemos por ir, mas que não pode ser assim! Lembra-lhe que as pessoas trabalham, têm responsabilidades e horários para cumprir. Que há quem tenha que dar satisfações à entidade patronal. Que se não há novidades, faça o favor de chamar somente os pais dos alunos com que realmente quer falar."

Entretanto, as coisas mudaram tanto.
Eu, que não percebo nada desta coisa de ter filhos, pergunto-me como é que os pais se conseguem coordenar com tanto tpc e projecto que acabam por ser eles a fazer, (e que pelos vistos nem é esperada outra coisa), com tanta feirinha, festinha e teatrinho, e dia disto e daquilo, e rifas da escola, e mil e quinhentas actividades extra-curriculares.

E se com tudo isto ainda conseguem ter um vislumbre de vida própria, de momentos de lazer, de intimidade vivida a dois, de convívio vivido a muitos, Senhoras e Senhores, tiro-vos o chapéu!



coisas de ver #60: Esta é especialmente para nerds...


... como nós.

Durante anos a fio, praticamente todo o nosso tempo livre era dedicado a um hobby: World of Warcraft.

Vivemos a evolução do jogo, desde a edição "vanilla" - que é a expressão utilizada pelos jogadores quando se referem ao jogo pré-expansões, - até ao lançamento da 4ª expansão, "Mists of Pandaria" em finais de 2012.

Para mim, continua a ser dos jogos mais excepcionais de sempre e confesso que por vezes bate uma saudade, tanto do jogo como dos jogadores. Fizemos amigos com jogadores de todos os cantos da Europa, (porque jogávamos no servidor europeu), desde a Escócia, à Inglaterra, à Finlândia, etc. Ainda mantemos o contacto com alguns.

O maior defeito do Wow era ser tão bom e consumir demasiado tempo.

Uma das sensações era que a Blizzard estava à frente do seu tempo e não houve, durante anos, concorrente com capacidade para lhe fazer frente. A atenção aos detalhes, o perfeccionismo, a qualidade notava-se em tudo desde a jogabilidade, aos gráficos, à criatividade. Os filmes, ou cinematics, que serviam de trailer ao jogo e às expansões eram assombrosos e sempre nos deixaram com água na boca para um "filme a sério".

Podem ver aqui quase todos os trailers.

E eis que, finalmente, é anunciado o filme "Warcraft", com estreia prevista para Junho de 2016. Mal posso esperar!





quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Vida de cão #38: O cão suiço



Divago a pensar que, se realmente olhássemos com verdadeira atenção para a radiografia de um cão, não encontraríamos algures um relógio. Se não, qual a explicação para o facto de eles serem tão certinhos com os horários?

Passa pouco das 7h da manhã quando o Kiko dá sinal para ir à rua. Quantas vezes ele dá sinal e segundos depois toca o despertador. Se for antes, ele espreguiça-se, boceja, abre um olho e volta a dormir, provando que sabe bem ainda não ser a hora do costume.

O mesmo acontece com os restantes três passeios diários, com a hora das refeições, com a chegada do adorado paizinho a casa e até com a sesta que dorme após o almoço.

Certinho como um relógio suíço!