segunda-feira, 9 de maio de 2016

Quando os homens falam de amor #68






coisas que gosto: Maravilhosa nanotecnologia!



Michio Kaku é um famoso físico teórico japonês. Considerado um dos maiores físicos teóricos da actualidade, Kaku é tão conhecido pela sua Teoria das Cordas, da qual é co-criador, como da sua paixão por sci-fi e presença em variados documentários e programas televisivos.

Ontem apanhámo-lo num divertido programa em que se propunha a desenvolver uma forma de construir um sabre de luz como os do Star Wars, que partilho convosco mais abaixo.

Uma das questões remetia-se à imensa quantidade de energia necessária para alimentar tal arma, similar à utilizada para sustentar uma pequena cidade. A segunda questão em relação à fonte de energia era a sua dimensão: o que seria capaz de produzir tamanha energia que coubesse num punho de 12,5 cm?
A resposta encontra-se na nanotecnologia.

Mais especificamente em biliões de nano cabos supercondutores, feitos de carbono, que é uma das três matérias vivas mais abundantes, em conjunto com o hidrogénio e o oxigénio. Os cientistas ainda não conhecem exactamente as razões porque nano cabos feitos de carbono de replicam tão rapidamente em laboratório.

Kaku não conseguiu materializar um sabre de luz, mas idealizou um plano para a sua construção usando tecnologias que poderão ser viáveis e aplicáveis em cinquenta anos. Quem sabe, menos.
Desde ontem que não consigo deixar de pensar nas inúmeras aplicações desta "fonte de energia".

As sociedades humanas não existem sem energia, mas o uso de combustíveis poluentes, radioactivos, tóxicos, nunca foram uma escolha sensata, nem para a nossa espécie, nem para nenhuma outra forma de vida deste planeta.

Quando a ideia expressa neste programa se materializar teremos finalmente acesso a energia limpa, quase ilimitada.
Imagino-nos a carregar uma bateria do tamanho dos cartões sd que utilizamos nos telemóveis e máquinas fotográficas, inseri-la numa qualquer ranhura de um veículo ou de casa e esta ser mais que suficiente para todos os nossos gastos energéticos, sem quaisquer emissões poluentes ou perigos para a saúde ou meio-ambiente. E, a custos mínimos, logo acessível a todas as pessoas, independentemente do país onde vivam, pois o carbono abunda no universo.






domingo, 8 de maio de 2016

Ideias de negócio: A urgente necessidade de micro empreendedores


Para mim, as melhores ideias de negócio serão sempre aquelas que conseguem colmatar uma real necessidade, em detrimento daquelas que dependem de uma estratégia mercantilista que crie essa noção.

Há umas semanas, estava na esplanada de nariz encostado ao portátil, bastante focada no que procurava. As conversas de quem me acompanhava passavam-me quase totalmente ao lado. Das poucas vezes que os encarava pareceu-me que a amiga do meu amigo se queixava. De falta de dinheiro, acho eu. Saltitava entre possíveis ideias para aumentar os rendimentos.
Enfiei ainda mais o nariz no monitor. Como só a vi um par de vezes faltava-me a confiança, a intimidade, o à-vontade necessários para ser honesta sobre tais ideias, se se decidisse virar para mim.

Um par de dias mais tarde voltei a lembrar-me dessa "amiga do meu amigo", após dois dedos de conversa com uma das senhoras octogenárias com que me cruzo habitualmente durante os passeios com o Kiko. A Dona F. falava-me do quanto lhe custa tratar das coisas em casa, do muito que já não pode fazer, de quanta falta lhe faz o autocarro que antes passava ali na rua, que já não consegue caminhar até ali ou acolá. Que o que a safa é a senhora que lhe vem dar um jeito à casa, uma vez por semana, e que falta que esta lhe faz agora que está doente.

Lembrei-me também do quanto gosto de pessoas trabalhadoras e desenrascadas, do orgulho que tenho numa mão cheia de amigos, que independentemente de terem ou não canudo, da sua área de estudo ou trabalho, género, idade, ou qualquer outro, sem quaisquer ressabiamentos, preconceitos e afins, quando tardava quem lhes oferecesse trabalho, enquanto uma qualquer oportunidade relacionada com a sua área não aparecia não ficaram quietos e fizeram-se à vida: lavaram escadas, engomaram roupa para fora, limparam casas...

Gosto de quem, não encontrando oportunidades, as cria. Porque empreendedorismo é todo um mundo que não começa nem acaba atrás de uma secretária, nem acontece só em modelos de média e grande escala.

Gosto de quem entende que todo o trabalho, se honesto, é digno e necessário. Que um dos maiores pecados que cometemos enquanto sociedade é não dar o mesmo valor a todos os trabalhadores, quer sejam professores, empregados fabris, agricultores ou engenheiros.

Portanto para quem quiser arregaçar as mangas consigo vislumbrar algumas oportunidades: em qualquer aldeia, vila ou cidade não faltam pessoas idosas, que embora ainda consigam ser suficientemente autónomas para viverem nas suas casas e tratarem das suas vidinhas, o fazem com limitações e necessitam de uma mão.
São pessoas que precisam de ajuda com tarefas domésticas, das limpezas à preparação de refeições, (lembro-me da Dona M. que já me confessou ter-se esquecido do fogão aceso), alguns trabalhos de manutenção no lar, coisas às vezes tão simples como mudar lâmpadas. Que as acompanhem às consultas médicas, à farmácia, ao cemitério, (queixa-se a Dona F. que já não consegue visitar a campa do marido todas as semanas). Que as levem às compras, ou até que lhes façam as compras, nem que seja online.

Em todas as aldeias, vilas e cidades existe a necessidade real de pessoas, que não sendo nem fazendo propriamente o trabalho de técnicos especializados em geriatria, apoiem as pessoas de idade providenciando este tipo de serviços.
São necessários micro empreendedores, pessoas honestas, de confiança, empáticas, despachadas, assíduas e pontuais que se dediquem a este segmento.
As vantagens é que podem ser patrões de si mesmo, desenhar os próprios horários e nem sequer precisam de ir para longe para trabalhar. Aposto que mesmo à porta de casa serão capazes de encontrar cinco pessoas/ casas/ famílias que lhes ocupem a semana laboral.


segunda-feira, 2 de maio de 2016

Vida de cão: O dia em que D.Kiko Juan de Casanova não encantou


O Kiko é um sucesso com as meninas. Até a cadela mais encorpada, mais casmurra, mais intolerante se acaba por render aos seus encantos. Nem que seja porque um Jack Russell tem sempre mais energia e, eventualmente, acaba por vencê-las pelo cansaço.

D. Kiko é um gentleman, um cavalheiro: nunca tira o sorriso por mais patadas que leve de uma menina. E, mesmo depois de vencidas, exaustas, nunca vai além de umas lambidelas no focinho, e nariz perscrutador lá nas partes.

Como qualquer D. Juan ou Casanova que se preze, D. Kiko ama todas as fêmeas, independentemente da raça, idade ou porte. Pelo menos até esse amor ser correspondido na mesma medida. Pelo que já pude perceber, regra geral, quando uma fêmea retribui o entusiasmo na mesma dose, o dele esfria.

D. Kiko ama todas as fêmeas por igual. Democrático, o meu cavalheiro cão. Ou assim pensei eu.

É que D. Kiko nunca havia colocado os olhos e o faro numa fêmea da sua raça. Até hoje.
Nós, e dono e cadela, encetámos uma aproximação. A miúda não lhe passou cartão. O Kiko babou-se, ganiu, rosnou, chorou, arfou, roncou e sei lá que mais, tal a excitação. Tudo em 20 segundos. Horrorizou dono e cadela.
Mal puderam pisgaram-se para o carro. Não tivesse o miúdo bem preso pela trela ia atrás. Ainda me puxou com todas as forças para correr atrás do carro.

cromices #128: O que uma "mãe de cão" recebe no dia da Mãe?



Era o meu dia de me levantar cedinho para levar o Kiko à rua. Marido fê-lo por mim.
A seguir ao pequeno-almoço levou o miúdo a passear à praia. Não me apeteceu ir.

Ficar na cama mais um bocado e ter uma manhã livre? Boa marido! Na mouche!

Dois dos passeios da tarde ficaram por minha conta. O miúdo foi de um comportamento exemplar. Até fiquei parada a olhar para ele, à beira da estrada, num misto de estranheza e admiração: em todas as estradas que atravessámos durante o percurso, parou e sentou-se antes de eu ter tempo de soltar qualquer comando.
Inclusive fez questão de despachar logo o cocó. Boa miúdo!

terça-feira, 26 de abril de 2016

cromices #127: Afinal não era a Emília...



Estava a fazer zapping. Parei num qualquer canal nacional. Senti-me atraída pelo penteado e maquilhagem da rapariga que enchia o ecrã.

"Tão gira!" - Pensei eu. Convencida que a rapariga estava mascarada de boneca Emília do "Sítio do Pica-pau Amarelo".

Afinal não. Pelo discurso sobre tendências e afins, a coisa era sobre moda. Ainda bem que existem comentadores e entendidos destas coisas. Porque o que para eles é moda, para mim é uma excelente máscara de carnaval, ou vá, caracterização para peça de teatro ou festa infantil.



Quando falo de Amor: Einstein tinha razão



A nossa sobrinha nasceu.

Pegar num recém-nascido é, sem dúvida, uma das ocasiões que serve para comprovar que o tempo é relativo.

Como este corre, sem darmos conta, quando estamos entretidos a conhecer as feições, a decorar os traços, a rir de prazer com os trejeitos e maravilhados com o quão pequena e perfeita é aquela nova vida.



terça-feira, 19 de abril de 2016

coisas de pensar: Crise de fé ou momento de claridade?


Cresci a celebrar o 25 de Abril.
Fui uma miúda idealista, sonhadora, com uma noção romântica das revoluções.
Cresci uma mulher pragmática, ciente das suas fraquezas e defeitos, mas com um sentido de justiça e princípios éticos e morais que considero acima da média.
Uns dias mais que outros, tentei agarrar o romantismo de outrora. Talvez mais pela nostalgia e apego a quem fui do que propriamente por fé na humanidade. Quando mo permito pensar e sentir, sinto uma saudade tremenda daquela miúda!

Olho para as consequências da Primavera Árabe, para o Brasil hoje, e quedo-me resignada.
Talvez a evolução não esteja ainda ao nosso alcance. A minha fé murcha perante o facto que o mundo em que vivemos não é mais que o reflexo do que somos. O mundo é um inferno. Faltou-nos alma para mais.
É pena. Momentos houve em que achei, com todo o coração, que merecíamos e seríamos capazes de mais e melhor do que andar com merda e iniquidade pelos joelhos.
Para espécie que se julga tão avançada seria de esperar que soubéssemos ser mais que uns macaquinhos que atiram fezes uns aos outros.

E agora, com a vossa licença, vou só ali limpar a réstia de romantismo que me escorre pelos dedos.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

coisas de pensar: Começo a ter medo das boas intenções...



Tanta, mas tanta coisa que nasce do que parece ser uma boa intenção e acaba sendo uma cagada magistral.


cromices #126: Nós em modo wedding-planners...


Quando nos casámos optámos pela forma mais simples e prática de o fazer. Fomos os dois assinar papéis ao Registo Civil, e pimbas, feito. Passados alguns dias estávamos a embarcar com destino à lua da mel. Só quando voltámos é que fizemos um almoço, bem disposto, com a família mais próxima. Organizámos dois pequenos álbuns de fotografias que oferecemos aos nossos pais e assunto arrumado.

Foi nossa opção abdicar de tudo: alianças, flores, vestido, igreja, copo de água, lista de convidados...

Fizemo-lo não por falta de respeito a outras pessoas, mas como profundo sinal de respeito por nós mesmos. Une-nos também uma fervorosa crença que a vida é demasiado curta, e por vezes exageradamente complicada, para que se abdique da nossa vontade, da liberdade já tão rara de se fazer o que se quer, só para agradar a terceiros.

Chatices? Nenhumas. Zero. Foi, sem qualquer dúvida, um dia feliz, não só pela ocasião, mas também por termos abdicado de um casamento mais convencional, cuja organização está repleta de afazeres, pormenores e formalidades que nos stressam e enfadam até ao tutano, e que na realidade não condizem propriamente com as nossas personalidades.

Pena, pena só tivemos de não ter calhado em ano bissexto. Que tinha sido mesmo giro escolher o 29 de Fevereiro.

Quem gostou, gostou. Quem não gostou faça à sua vontade com a sua própria vida. E sejam felizes, caramba!

No entanto, tal não impede que já tenhamos, em conversa, imaginado como teríamos organizado uma festa de casamento ao nosso gosto. Isto se quiséssemos ter tido o trabalho.
Daria uma coisa assim:

Em resumo, seria uma espécie de luau havaiano numa praia.
A ementa: churrasco, muita fruta esculpida, opções vegetarianas. Cocktails coloridos, com muitas opções não alcoólicas.
Muita animação. Tendas de chill out com bean bags a pensar nas pausas. Espreguiçadeiras, zonas de sombra.

Totalmente casual, com zero formalidades, a começar pelo traje. Traje formal seria completamente proibido.
O marido acha que é um desperdício estúpido de dinheiro e tempo o quanto os convidados de um casamento gastam em roupa, sapatos, cabelo e todos os pormenores, e eu concordo. Que trouxessem fato de banho, roupa de praia, chinelos, o que acharem melhor.
Outra regra seria não dar prendas aos noivos. Quanto muito escolheríamos uma causa, uma qualquer associação, e seriam pedidos aos convidados donativos para esta.
Quanto ao vestido de noiva, nem pensar! Para mim, teria optado por um dos milhentos vestidos da secção beachwear. Para ele, no máximo, uma camisa havaiana. E de pézinho descalço na areia.

A gracinha, o toquezinho, o recuerdo para os convidados, seria alguém recebê-los com a oferta de um lei, (colar de flores havaiano) para usarem ao pescoço que depois levariam consigo.