domingo, 26 de junho de 2016
segunda-feira, 20 de junho de 2016
coisas que gosto: Passeio Marítimo de Oeiras
Para nós, uma manhã de Verão bem passada, é sinónimo de levar o Kiko a passear, bem cedinho, pela fresca, a uma das praias mais próximas de casa, e depois, com o miúdo já satisfeito e pronto para fazer uma sesta no sofá, seguirmos até ao Passeio Marítimo de Oeiras.
É uma rotina que adquirimos porque não existem muitos locais nas proximidades que reúnam condições que nos permitam andar de patins em linha, ou no meu caso, de trotinete.
O Passeio Marítimo de Oeiras não só é excelente para a prática de desporto, mas também pela localização e outros atributos: a infraestrutura foi bem pensada e permite que uma multidão, heterogénea em idade e actividades, usufrua do espaço simultaneamente num caos harmónico e agradável; ir à beira-mar é uma qualidade imbatível mas os espaços ajardinados e cuidados sem dúvida contribuem para tornar a área apelativa.
Nunca fui grande entusiasta de desporto algum, até ter experimentado a trotinete. É quase indiscritível o prazer que me dá fazer o Passeio Marítimo em velocidade de cruzeiro, enquanto apanho sol e aquela brisa marítima. Parar numa das muitas esplanadas ao longo do percurso, e terminar com uma ida à praia.
Eu, que nunca gostei de multidões, sinto-me estranhamente bem rodeada de toda aquela gente. Talvez por observar que cada um, à sua maneira, retira daquele espaço tanto prazer quanto nós. Observo divertida os cães que acompanham, de língua pendurada, os donos, os pais que empurram em passo de corrida os carrinhos de bebé, os miúdos que aprendem a dominar a bicicleta, os patins ou qualquer outro apetrecho, os desportistas que nos deixam de queixo caído com a sua destreza, os idosos que se mantém saudavelmente activos...
De todas as vezes, penso como gostaria que houvesse mais locais que se inspirassem neste Passeio, que existissem mais autarcas que compreendessem o quanto este tipo de estruturas contribuem para a qualidade de vida das populações.
quarta-feira, 8 de junho de 2016
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Vida de cão: O cenário de férias com que sonhamos
No Verão passado comecei uma pesquisa exaustiva sobre locais onde poderíamos ir de férias com o Kiko. Foi, de certa forma, infrutífera porque não chegámos a encontrar nenhum destino apelativo.
Decidimos não nos ralar muito com isso: o Kiko ainda era, aos nossos olhos, demasiado novo e com muito para aprender antes de embarcarmos em grandes aventuras.
Por outro lado, não nos desagrada passar férias mesmo por aqui, porque em redor existem inúmeras atracções, cenários e actividades capazes de preencher mais que satisfatoriamente o horário de qualquer veraneante.
Há dias recomecei a pesquisa. A primeira impressão, ao digitar o que procuro no motor de busca, é que no espaço de um ano houve um boom no que toca às ofertas a pensar nos animais de estimação.
Fui direcionada para um qualquer site com um mapa interactivo do território nacional onde, supostamente, apareciam alojamentos onde animais eram aceites.
Ao pensar numa primeira experiência com o Kiko queremos algo por um curto período e que não diste demasiado de casa.
Encontrei um clube de campo inserido em território alentejano. À primeira vista pareceu-me ouro sobre azul: espaço a rodos, um cenário maravilhoso, um conceito de turismo de natureza sem dispensar os confortos que aqui a "je" aprecia, como o spa.
Enviei um mail à unidade hoteleira para confirmar se aceitavam animais, e a questionar sobre que condições existiam para estes.
Podem-se rir à vontade, que nós por cá rimo-nos a bandeiras despregadas com o meu mail: é que no meu contacto para além de perguntar se realmente aceitavam animais, perguntei se haviam espaços onde estes poderiam andar sem trela, se existiam actividades pensadas para estes e até a disponibilidade da cozinha do hotel lhe preparar refeições.
A resposta foi que não aceitavam animais, logo a informação presente no outro site não era fidedigna.
Sim, porque no passado, na minha primeira pesquisa deparei-me com unidades cujo conceito de aceitação de animais de estimação é a existência de, algures na propriedade, de um canil, com jaulas e chão de cimento onde os donos deixam a bicheza enquanto usufruem do espaço.
Ora isso para nós não é aceitável. Não é de todo o cenário que imaginamos de férias em família.
Sim, porque o Kiko é família.
Segundo a nossa forma de pensar um espaço onde os animais estão interditos em todas as áreas com excepção do tal "canil" não se pode considerar que aceite animais no verdadeiro sentido. E não estamos dispostos a pagar, (na maioria dos casos, bem), para que o Kiko esteja numa situação que fica um mundo aquém das condições que tem em casa.
Em conversa esboçámos o que gostaríamos de encontrar, o espaço que nos permitiria as verdadeiras férias em família que desejamos. E seria mais ou menos assim:
Imagino uma propriedade num qualquer cenário campestre, onde existissem bungalows, chalés ou casinhas espalhadas por vários pontos, suficientemente afastadas umas das outras para que os hóspedes se sintam à vontade, num ambiente de total sossego e privacidade.
Onde cada bungalow teria o seu pátio. Um espaço exterior de simpáticas dimensões, esteticamente agradável e ladeado por uma vedação bem alta, que impedisse o animal mais tresloucado de entrar ou sair. Onde alguns possuíram piscina privada para quem preferisse.
Os bungalows teriam uma cozinha funcional, mas na propriedade existiria restaurante para quem dispensa cozinhar nas férias.
Existiria um mini mercado na propriedade.
O restaurante teria uma zona de esplanada que os donos poderiam usufruir com os seus animais, um par de cercados onde poderíamos brincar com os patudos sem trela, quem sabe até uma piscina para cães e outras actividades pensadas para estes, em grupo ou individualmente para evitar stresses entre animais.
Para os donos várias actividades, incluindo a existência do belo spa com massagens, piscina, banho turco, sauna e afins.
Ouro sobre azul seria a existência do serviço de dog-sitting, para que os donos pudessem ir dar uma volta ou fazer uma qualquer actividade com a garantia que o animal estaria sob o cuidado de alguém experiente.
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domingo, 5 de junho de 2016
E se... #1
E se, por um qualquer motivo, aceitassem o desafio de durante um mês só comprar 10 qualidades de artigos alimentares, qual seria a vossa escolha?
Por cá, este seria o meu cesto de compras:
1 - Pizza
2 - Sacos de salada
3 - Pão
4 - Bananas
5 - Iogurte
6 - Lombos de salmão
7 - Cereais tipo muesli
8 - Melancia
9 - Queijo
10 - Sacos de preparado para sopa
segunda-feira, 30 de maio de 2016
coisas da casa: As casas inclusivas
No Museu das Comunicações, que fica na Rua do Instituto Industrial, nº 16, em Lisboa, foi inaugurada, em 2003, a "Casa do Futuro Interactiva".
É uma exposição permanente onde o cenário de uma casa serve para apresentar o conceito de domótica através de um conjunto de várias tecnologias com funções várias, desde a segurança, entretenimento, inteacção à distância, entre outras.
Esta foi a primeira fase do projecto. Na sua segunda fase, este humanizou-se e evoluiu para o que é a "Casa do Futuro Inclusiva", que a página da Fundação descreve da seguinte forma:
"Apelar à consciência social, em especial à das gerações vindouras, para a problemática da deficiência e da velhice, desdramatizando-a e aceitando-a, foi o que levou a Fundação Portuguesa das Comunicações a renovar esta exposição.
A «Casa do Futuro» tornou-se Inclusiva, isto é, humanizou-se. Pessoas com necessidades especiais ligadas à mobilidade, à cognição, à visão, à audição e à fala, têm hoje, à sua disposição, tecnologias preparadas para as ajudar a integrar-se mais facilmente no seu universo de vida.
Para tal, foi necessário criar novos espaços e alterar alguns dos existentes, introduzindo-se novos equipamentos e funcionalidades e foi acrescentada a «Suite da Avó». O objetivo deste quarto é demonstrar que, com as novas tecnologias, os idosos podem usufruir de melhores condições de conforto, de vigilância e de comunicação junto das suas famílias."
Todas as pessoas, inclusive as idosas e as portadoras de deficiência, merecem viver numa casa e num mundo que esteja adaptado ás suas necessidades, de forma a possibilitar o máximo de conforto, qualidade de vida e autonomia.
Da mesma forma que as nossas casas não estão preparadas à priori para a chegada de um bebé, também estas precisam de sofrer alterações para se adaptarem às necessidades impostas quer pela idade, quer pela saúde.
Enquanto a grande maioria dos edifícios, de habitação e outros, não forem criados de raiz de forma a serem considerados inclusivos e capazes de servirem da melhor forma a pessoa em todos os estágios da sua vida, é importante falar sobre este tema.
Mais importante ainda é inspirar o mercado a satisfazer esta enorme necessidade e lacuna, seja através de gabinetes de arquitectura e profissionais de obras que alarguem a sua actividade, tornando-se também especialistas em preparar habitações para pessoas de idade ou portadoras de deficiência, seja também através da disponibilização dos produtos que permitem esta mesma adaptação no máximo possível de lojas, de forma a que sejam totalmente acessíveis.
Quando falamos em pessoas idosas, (e faço questão de incidir uma especial atenção neste nicho, visto termos uma população envelhecida), uma casa adaptada às suas necessidades faz a diferença do mundo. Algumas mudanças permite-lhes prolongar uma vida autónoma. Nunca devemos desvalorizar a importância que tem nas nossas vidas, na nossa psique, na nossa felicidade, esta capacidade. Na mesma medida, quanto mais autonomia tiver a pessoa idosa, menor a carga para os seus cuidadores.
Algumas das alterações aconselhadas numa casa pensada para pessoas idosas:
- Camas, sofás, cadeiras e cadeirões devem ter uma altura que permita a pessoa ter os pés bem assentes no chão quando sentada.
- As camas articuladas são uma opção mais confortável, por também facilitarem os movimentos, para todos os idosos, mesmo aqueles que não se encontram acamados.
- O quarto da pessoa idosa deve estar o mais próximo possível da casa de banho, e preferencialmente situar-se no piso térreo.
- Não devem existir tapetes pois é muito fácil para um idoso tropeçar. Caso existam devem ser de pêlo curto e estarem colados ao chão com fita adesiva de face dupla.
- Na casa de banho a banheira deve ser substituída por duche, preferencialmente um em que a base seja plana e antiderrapante. Neste deve existir um banco e corrimões.
- Idealmente a sanita deverá ser elevada em cerca de 10 centímetros e possuir barras de apoio laterais. Existem assentos especiais caso não seja possível ou não se queira trocar a sanita.
- O pavimento da habitação deverá ser antiderrapante especialmente em zonas como a casa de banho, e de circulação.
- As maçanetas e puxadores deverão ser de modelo alavanca e nunca esféricas.
- As paredes deverão ser de cores claras. Cores vivas e contrastantes deverão ser utilizadas em pormenores como maçanetas, puxadores, tomadas, interruptores, degraus e outros obstáculos.
- O aquecimento deverá ser providenciado através de ar condicionado e nunca através de equipamentos que podem dar origem a acidentes como braseiras eléctricas, aquecedores a gás, etc.
- É importante que toda a habitação seja bem iluminada, mas que a escolha de luzes não encandeie. Nas zonas de circulação, em particular no percurso entre o quarto e a casa de banho são aconselhadas luzes com sensores de movimento.
- As portas deverão ser largas e o espaço de circulação preservado.
- É importante que tudo esteja à mão, todos os armários, especialmente os de cozinha devem ser repensados. Tomadas e interruptores também devem estar ao mesmo nível.
- Os electrodomésticos que funcionem a gás devem ter sistema de segurança como válvula corta-gás.
- As torneiras monocomando são as mais aconselhadas.
- Alguns móveis, como a mesinha de cabeceira, devem ter os cantos arredondados e estarem fixos à parede.
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segunda-feira, 23 de maio de 2016
coisas de opinar: Os reais problemas da Educação
Quanto à questão dos contratos de associação ainda há muito para ser feito, mas nada mais para ser dito que possa acrescentar valor ao debate.
No entanto, para quem andou de cabeça no ar, fica aqui a explicação mais clara e sucinta, com direito a ilustrações e tudo, que encontrei.
Eu gosto de debates, especialmente quando inteligentes, sérios e quando existe uma real intenção de fazer uma análise profunda, alcançar a raiz dos problemas e encontrar possíveis soluções. Tipo um brainstorming.
Eu gosto muito dos debates que incidem sobre os pilares da sociedade. A Educação é um desses pilares, assim como a Saúde, a Segurança, entre outros. Há sectores, temáticas, tão, mas tão importantes, que são a espinha dorsal de qualquer nação. A qualidade de quem e do que somos, a capacidade de aspirar a mais e melhor, depende directamente da força dos nossos pilares, como acontece com qualquer edifício.
Talvez ainda carregue traços de ingenuidade, mas a cada debate que vai surgindo renova-se a minha esperança de que seja finalmente esta a vez que se esmiúce o tema como deve ser, se escarafunche o furúnculo doa a quem a doer, e se inicie a cura da doença e não só o alívio da sintomática.
A Educação é uma causa muito importante para mim, assim como é tudo aquilo que considero um pilar da sociedade. E deveria ser para todos, não só para quem tem miúdos em idade escolar ou é profissional da área. Simplesmente porque de uma fraca educação, resultam fracos cidadãos, fracos indivíduos. E o mundo precisa urgentemente de melhores pessoas, de novas gerações que ultrapassem sempre a anterior no barómetro da evolução, e não que fiquem aquém.
A Escola é um conceito que tem que ser repensado e redesenhado. A que existe, a meu ver, não satisfaz os propósitos mais elevados.
Merecemos melhor do que crianças dopadas com Ritalina porque pais, pediatras e educadoras não sabem, e provavelmente nem lhes apetece lidar com crianças enérgicas, normais, expressivas, quanto mais intervir com aquelas que necessitam de ser disciplinadas.
Merecemos um sistema de ensino de excelência, que se dedique em primeiro lugar à formação de indivíduos de valor, com princípios e bom carácter, e em segundo à transmissão de conhecimentos e matérias. Se há que definir prioridades, esta é a ordem que defendo.
Se é possível fazê-lo hoje em dia? Nem pensar! E porquê? Onde reside o problema?
Maldita cabecinha pensadora que disseminou, anos atrás, o conceito que a educação das crianças é tarefa única dos pais. Que a escola serve somente para ensinar matérias, fazer cumprir programas e avaliar. Talvez seja um conceito possível de aplicar nas universidades, mas o resultado de se seguir este dogma em todos os anos de escolaridade está à vista: bullying, desrespeito para com o pessoal docente e auxiliar, roubos, agressões físicas e verbais, insegurança, consumo de álcool, tabaco e cannabis, e até preservativos usados se encontram nos recintos escolares.
A Educação começa em casa, sim senhor, mas deve ser continuada nas escolas e em todos os locais frequentados por jovens. Diz o adágio e muito bem que é necessária toda uma aldeia para criar uma criança, portanto é dever de todo o adulto intervir quando se depara com uma qualquer situação que não siga os conformes dos bons princípios.
Da mesma forma que os pais passam muitas horas no emprego, também os alunos passam muitas horas na escola. Em todo esse tempo existem mil janelas de oportunidade para que algo aconteça.
Os pais confiam os filhos às escolas. Não só esperam que estes aprendam de forma bem sucedida um conjunto de matérias, mas que estejam num ambiente seguro e que lhes seja exigido um comportamento dentro de parâmetros aceitáveis. De preferência que se lhes seja dada a oportunidade, como pais, de ver a prole florescer em todos os sentidos. Algo só possível quando há trabalho de equipa entre pais, escola e sociedade.
É errado a todos os níveis que as escolas se dissociem desta responsabilidade. Enfurece-me e preocupa-me haver quem tenha escolhido a área da educação sem a noção, sem querer aceitar, que é uma vocação que envolve meter as mãos na massa em relação ao desenvolvimento de um ser, em todas as suas dimensões, não só a intelectual.
Perdoem-me a franqueza, mas se é só debitar matéria que vos enche as medidas, ide escrever artigos para a wikipédia.
Se disserem que não estão reunidas as condições para tal, que faltam pessoas, meios, etc, isso é bem diferente do discurso do "não quero saber, não é problema meu".
Aí, é função do Estado providenciar os meios necessários para o sucesso.
Acredito que este é um dos mais sérios e reais problemas do nosso sistema educativo. Afinal, as mais belas rosas surgem sob o olhar atento do jardineiro. Só as ervas daninhas se dão bem ao deus dará.
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terça-feira, 17 de maio de 2016
coisas que me irritam: Uma mensagem às Senhoras Fisioterapeutas e Massagistas em geral
No tempo da Maria Cachucha, quando era uma miúda, e servia às mesas durante as férias num hotel de quatro estrelas, havia algo que não sei se as novas gerações de empresários e colaboradores já ouviram falar, que se chama "código de vestuário".
Ora bem, no código que me regia haviam regras de senso comum de forma a sublinhar o quão é importante a apresentação e a higiene pessoal quando se lida com pessoas e bens alimentares. Por exemplo, era requerido que as unhas estivessem impecavelmente arranjadas, curtas, e se pintadas, que fosse com verniz transparente ou uma cor subtil e de bom gosto, e sem estar "descascado". O mesmo princípio era aplicado à maquilhagem e adornos pessoais, para quem usasse, que afinal ali não era o cabaret da coxa.
O uso de perfumes de aroma intenso também era desaconselhado, e os cabelos deveriam ser usados curtos ou apanhados. Afinal quem é que gosta de apanhar um cabelo na comida, não é?
Este tipo de regras são comuns a todas as áreas profissionais, com variações dependentes de cada situação. Mas o princípio está lá: as escolhas pessoais que fazemos em relação à nossa imagem não devem interferir com a capacidade de prestar um bom serviço.
E o que é isto tem a ver com fisioterapia, massagens e afins? Tudo.
Os meus pais andam a fazer sessões de fisioterapia. Para quem está doente, é essencial que cada sessão corra bem e conte para a sua reabilitação.
No local onde lhes prestam estes cuidados entrou há pouco tempo uma novata. Dá umas massagens de merda, desculpem-me a frontalidade e o linguajar. O maior problema não é, de todo, a sua falta de experiência, mas as compridas unhas de gel. Tem tanto jeito para a coisa como o Eduardo Mãos de Tesoura. Por causa do raio das unhas não consegue fazer mais do que tocar nos pacientes com a ponta dos dedos.
Faltam dois dedos de testa à novata por ir para o trabalho com unhas de gel. Faltam dois dedos a quem ensina estes profissionais por não lhes ensinarem estas coisas básicas. Faltam dois dedos de testa a quem trabalha com ela, sobretudo aos superiores, que no primeiro contacto lhe deveriam ter dito, de forma bem inequívoca, que se quiser trabalhar as unhas vão fora.
quinta-feira, 12 de maio de 2016
cromices #129: Era metê-los a todos a caminho de Fátima, ou ode aos closets.
Acabei de limpar e reorganizar o armário do meu homem.
Por cada casa construída nos últimos vinte anos sem closet, deveria haver um arquitecto e um construtor que fossem, em penitência, a Fátima. De joelhos.
Odeio a mania do género masculino de confundir as necessidades das mulheres com caprichos.
Tenho para mim que um closet é quase uma coisa de primeira necessidade. Poupa trabalho e sobretudo, poupa na paciência. Deixa de haver roupa, sapatos, trapos e trapinhos espalhados por locais que não lembra ao demo. É um sistema de arrumação quase inexpugnável. Quando bem pensado e organizado dificilmente cede ao humano mais desarrumado.
Um closet dá-nos anos de vida. Aqueles que se perde de cada vez que se ouve "onde está aquilo ou aqueloutro". Uma pessoa sabendo que há-de estar ali, no seu sítio. Pode é não estar exactamente à frente do nariz. Pois num closet está tudo "in your face". Não há que enganar.
coisas sobre mim: gosto, não gosto.
Gosto de música. Não gosto de barulho.
Gosto de quem liga para saber de nós. Não gosto de quem só liga para pedir algo.
Gosto de dar. Não gosto de quem só gosta de receber.
Gosto de debates. Não gosto de discussões.
Gosto de opções. Não gosto de obrigações.
Gosto de gente simples. Não gosto de simplórios.
Gosto de quem oferece ajuda. Não gosto de pedir ajuda.
Gosto de algumas regras. Não gosto de quem quebra regras sem um bom motivo.
Gosto de "bom astral". Não gosto de pessoas tóxicas.
Gosto de tomar as minhas decisões. Não gosto quando me tentam obrigar a algo.
Gosto de receber. Não gosto de quem dá por obrigação.
Gosto que discordem de mim. Não gosto que me critiquem.
Gosto de boas conversas. Não gosto de quem aproveita todas as conversas para despejar os seus problemas.
Gosto de andar a pé. Não gosto de conduzir.
Gosto de boa educação. Não gosto de formalidades em excesso.
Gosto de quem bebe com moderação. Não gosto de bêbados.
Gosto do "caminho do meio". Não gosto de extremismo nem radicalismos.
Gosto de quase todos os animais. Não gosto de quem não gosta de animais.
Gosto de mim. Não gosto de tudo em mim.
Gosto de gente inteligente. Não gosto de quem acha que sabe tudo e tem sempre razão.
Gosto de pessoas. Não gosto de todas as pessoas.
Gosto da minha família. Não gosto de todos os meus familiares.
Gosto de franqueza. Não gosto de quem usa a palavra com o intuito de magoar e humilhar.
Gosto de comédias, filmes de acção e fantasia. Não gosto de filmes de terror.
Gosto de documentários. Não gosto da grande maioria dos reality shows.
Gosto de algumas séries. Não gosto de telenovelas.
Gosto do meu cão. Não gosto de quem não gosta do meu cão.
Gosto de me sentir segura. Não gosto de quem me faz sentir insegura.
Gosto de flirts. Não gosto de gente oferecida.
Gosto de ler. Não gosto de todos os livros.
Gosto de princípios. Não gosto de quem não os tem.
Gosto de lógica. Não gosto de irracionalidade.
Gosto das rotinas que escolho. Não gosto das rotinas que me são impostas.
Gosto de dizer não. Não gosto de quem não sabe ouvir um não.
Gosto de dizer sim. Não gosto de quem nunca ponderou ouvir algo que não um sim, de quem conta com o ovo no cu da galinha.
Gosto de serenidade. Não gosto de quem se exalta por tudo e por nada.
Gosto de dormir. Não gosto de ser acordada abruptamente.
Gosto de estar em casa. Não gosto de sair só porque sim.
Gosto de alguns desportos. Não gosto de futebol.
Gosto de crianças. Não gosto de crianças mal educadas.
Gosto de ruas limpas. Não gosto de quem não deita o lixo no lixo, não apanha os dejectos dos cães e cospe para o chão.
Gosto de resolver logo as coisas. Não gosto de quem fica a remoer ad eternum na mesma questão.
Gosto de romantismo. Não gosto de lamechices.
Gosto de coisas bonitas e bem feitas. Não gosto do preço das coisas bonitas e bem feitas.
Gosto quando faço algo bem. Não gosto de falhar.
Gosto de sonhar. Não gosto de não saber materializar muitos sonhos.
Gosto de gente capaz e bem resolvida. Não gosto de quem é uma cruz na vida dos outros, podendo não o ser.
Gosto de gente curiosa. Não gosto de gente cusca.
Gosto de amor-próprio. Não gosto de quem não se sabe amar, e vira inevitavelmente uma pessoa amarga porque deu mais do que tinha e do que era.
Gosto das formigas. Não gosto das cigarras.
Gosto das formigas que, de vez em quando, com conta e medida, brincam às cigarras. Não gosto das cigarras que só sabem ser cigarras, porque pensam poder contar com as formigas.
Gosto de saúde. Não gosto das limitações que a falta desta me impõem.
segunda-feira, 9 de maio de 2016
coisas que gosto: Maravilhosa nanotecnologia!
Michio Kaku é um famoso físico teórico japonês. Considerado um dos maiores físicos teóricos da actualidade, Kaku é tão conhecido pela sua Teoria das Cordas, da qual é co-criador, como da sua paixão por sci-fi e presença em variados documentários e programas televisivos.
Ontem apanhámo-lo num divertido programa em que se propunha a desenvolver uma forma de construir um sabre de luz como os do Star Wars, que partilho convosco mais abaixo.
Uma das questões remetia-se à imensa quantidade de energia necessária para alimentar tal arma, similar à utilizada para sustentar uma pequena cidade. A segunda questão em relação à fonte de energia era a sua dimensão: o que seria capaz de produzir tamanha energia que coubesse num punho de 12,5 cm?
A resposta encontra-se na nanotecnologia.
Mais especificamente em biliões de nano cabos supercondutores, feitos de carbono, que é uma das três matérias vivas mais abundantes, em conjunto com o hidrogénio e o oxigénio. Os cientistas ainda não conhecem exactamente as razões porque nano cabos feitos de carbono de replicam tão rapidamente em laboratório.
Kaku não conseguiu materializar um sabre de luz, mas idealizou um plano para a sua construção usando tecnologias que poderão ser viáveis e aplicáveis em cinquenta anos. Quem sabe, menos.
Desde ontem que não consigo deixar de pensar nas inúmeras aplicações desta "fonte de energia".
As sociedades humanas não existem sem energia, mas o uso de combustíveis poluentes, radioactivos, tóxicos, nunca foram uma escolha sensata, nem para a nossa espécie, nem para nenhuma outra forma de vida deste planeta.
Quando a ideia expressa neste programa se materializar teremos finalmente acesso a energia limpa, quase ilimitada.
Imagino-nos a carregar uma bateria do tamanho dos cartões sd que utilizamos nos telemóveis e máquinas fotográficas, inseri-la numa qualquer ranhura de um veículo ou de casa e esta ser mais que suficiente para todos os nossos gastos energéticos, sem quaisquer emissões poluentes ou perigos para a saúde ou meio-ambiente. E, a custos mínimos, logo acessível a todas as pessoas, independentemente do país onde vivam, pois o carbono abunda no universo.
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