quinta-feira, 6 de julho de 2017
Gostaria de tomar um café com... #10
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quarta-feira, 5 de julho de 2017
sabedoria dos intas em 10 segundos #42: Quando em Roma, sê como Nero, ou as filhas de Marte.
Há tempo para a paz, e há tempo para a guerra. E mesmo que pareça o maior dos contra-sensos, momentos há em que não há nada como a guerra para nos trazer paz.
Um dos erros mais grosseiros das pessoas comuns é a fatal húbris em contar que seja sempre o mesmo a aparar as falhas, a chegar-se à frente quando quem o deveria fazer não o faz. Pensam que quem é correcto nunca o deixará de ser, porque é um apelo maior da sua natureza, mesmo que quase sempre isso implique sair lesado.
Nem nunca se imagina que a pessoa do costume mude de jeito, de maneiras, de coração. Aliás, qualquer mudança seria levada muito a mal, especialmente por aqueles que são sempre parte do problema, e nunca da solução.
Até que há um dia, em que se cheirando o fumo e adivinhando o fogo, a pessoa do costume decide ser como Nero, e deixar arder. Burn, motherfucker, burn!
E o que pode ser entendido como loucura, é da lucidez mais profunda.
segunda-feira, 3 de julho de 2017
Vida de cão: Auto-controlo
A três meses dos 3 anos, o Kiko está um menino crescido e já dá lições de auto-controlo.
Marido coloca-lhe à frente o prato onde repousavam dois suculentos bifes. Estoicamente, nem por um segundo ameaçou ir contra o comando que o "paizinho" lhe havia dado de "só cheirar".
Não fosse o espanador a rodar a 100 à hora, ninguém diria que ele gosta de bife.
coisas do condomínio: coisas que me custam horrores...
Acabei de colar no átrio mais um "recadinho". Desta vez sobre o não pagamento de quotas.
Se há coisa que me custa horrores é esta, por dois grandes motivos.
Primeiro, exaspera-me a sensação de ter que andar atrás de pessoas adultas, como se de crianças se tratassem, para que cumpram o mais básico dos deveres para quem habita em condomínio - o pagamento das quotas a tempo e horas. Com a agravante de todos terem passado pelo papel de administrador, logo terem sentido na própria pele o stress de ter que lidar com esta mesma situação.
Repetirem os comportamentos de que se queixavam é o cúmulo do non-sense, para não dizer outra coisa, e é algo que me faz muita confusão.
Em segundo, não tenho feitio nem à-vontade, não aprecio e causa-me um enorme desconforto ter que falar de dinheiro com as pessoas. Soa mal, fica mal, é horrível e grosseiro, ponto.
Desconforto elevado ao expoente máximo quando tenho que abordar pessoas que vejo todos os dias por serem devedoras. Catástrofe total quando uma dica subtil não repercute qualquer efeito, e não existe alternativa senão ser frontal, sem papas na língua.
Até me dá um nó no estômago só de imaginar que o texto exposto no átrio possa não ser ainda assim suficiente. Se assim for terei que recorrer a cartas registadas com aviso de recepção para informar da dívida, para que sirva de prova num tribunal, e/ou bater às portas tipo cobrador de fraque.
Ai vida!
terça-feira, 27 de junho de 2017
caixa de ressonância
sábado, 24 de junho de 2017
coisas que gosto: Weeee, saldos para geeks!
Entrar no Steam, e ver que começaram os mega saldos de Verão. Abrir a wish list, e todos os jogos que havia selecionado estão com desconto! Weeeeeeeee!
sexta-feira, 23 de junho de 2017
Do registo onírico #4: Viagens no espaço e tempo...
... pelo eixo Goa-Katmandu, há cinquenta anos.
Quando falo de amor #8
Olho para as horas. Ele está quase a chegar, a música toca.
quarta-feira, 21 de junho de 2017
Pessoas de quem gosto: "A terra a quem a trabalha"
O sr. P. é um septuagenário aqui da aldeia.
Pertence ao cada vez maior grupo de pessoas que conheci, ou fui conhecendo melhor, graças ao Kiko e aos nossos passeios diários pelas ruas da localidade.
Cruzámo-nos num dia de Inverno, e lá fomos conversando rua acima, ao ritmo do Kiko e das suas deambulações pela relva.
O sr. P. tem um semblante amável, e uma postura escorreita que não deixa revelar a sua idade ao primeiro olhar.
Fala-me sempre da sua horta, com as nuances próprias de cada estação, e eu gosto de o ouvir, sobretudo pelo entusiasmo que coloca em cada frase, esteja a falar de couves tronchudas ou dos tomates que em meados de Junho já estão "deste" tamanho - e usa as mãos abertas para demonstrar o quão grandes são. De como uma boa meia dúzia deles já repousam no parapeito, a amadurecer ao sol.
Mal o conheci pensei cá para mim estar diante da prova viva de como o constante contacto com a terra, desde que seja genuinamente por paixão, gosto e prazer, é uma espécie de elixir da juventude. Que a Natureza retribui, com juros, a quem dela cuida.
O sr. P. mora numa das ruas limítrofes da aldeia, num aglomerado de casas abraçadas a montante por um vale. Algures nessa extensa linha de mato, fica a sua horta, num terreno - apressa-se a esclarecer - que não é seu, mas que não fosse este seu "passatempo", como lhe chama, estaria destinado ao silvado, embora tenha dono.
A última vez que me cruzei com este amigo, ainda não se adivinhava a enorme e dantesca tragédia de Pedrógão Grande, confessava-me a sua preocupação, partilhada por alguns vizinhos octogenários, perante a negligência dos legítimos donos dos terrenos que lhes circundam as habitações. Terrenos por limpar, com mato denso e silvas do tamanho de gente. De como uma sua vizinha, senhora idosa, lhe dizia que não fosse o sr. P. a passar com o trator e a limpar algum desses espaços, por sua iniciativa, usando do seu tempo e meios, o cenário seria pior.
Sublinhava que num desses espaços havia passado o trator fazia dois anos, e esse tempo bastou para que surgisse um verdadeiro matagal. Que era necessário voltar a limpar, e que não se vendo qualquer interesse por parte dos proprietários se sentia tentado a fazê-lo novamente, pensamento que leva ao justo desabafo da sua mulher: "Sempre os mesmos! Calha sempre aos mesmos!"
Contrapus que esse era o eterno dilema das pessoas íntegras e cumpridoras: ou se faz no lugar daqueles que teriam o dever de o fazer mas que nada fazem, ou se permite que o descalabro e o caos imperem com consequências para todos.
Nunca me fez tanto sentido o adágio propagandista que diz "a terra a quem a trabalha".
sexta-feira, 9 de junho de 2017
coisas de comer: Não foi amor à primeira garfada, mas hoje sou fã do conceito.
Falo dos restaurantes de buffet livre. Aqueles onde por um preço fixo e normalmente convidativo, os comensais podem servir-se sem restrições de todos os pratos, doces ou salgados, apresentados pelo restaurante.
A única regra, com a qual concordo plenamente, existe para evitar o desperdício alimentar: a quem tiver mais olhos que barriga é cobrado um extra. No último restaurante deste género a que fui o valor residia nos 18€/kg.
Este conceito veio para ficar e já existem locais que se especializaram em comida asiática, sushi, brunch, brasileira, tradicional portuguesa, etc.
Como é normal e esperado existem restaurantes melhores que outros. Os melhores serão, sem dúvida, aqueles que investem na qualidade dos alimentos e da sua confecção, na variedade, num bom serviço e no espaço. Se o conseguirem, o sucesso é garantido.
Tornei-me fã deste conceito porque este satisfaz muito mais critérios que aquela coisa de ser "enfarta-brutos".
Penso que de todos é o que permite a fruição de uma refeição verdadeiramente casual e descontraída, sem aqueles compassos de espera que chegam a roçar o ridículo e o doloroso: aquele ritmo "senta- espera - trazem ementa - espera - fazer pedido - espera - trazem entradas - espera - trazem bebidas - espera - trazem prato - pedir carta de sobremesas - espera - trazem carta de sobremesas - espera - pedir - espera - trazem sobremesas - acaba-se de comer a sobremesa e tenta-se pedir um café - espera - pede-se café e já agora a conta - espera - trazem café - espera-se pela conta..."
No total acho que visitei um pouco menos de meia-dúzia deste tipo de estabelecimentos. O que visitei ontem na companhia dos meus pais passou directamente para o primeiro lugar da minha curta lista.
Basicamente a experiência foi irrepreensível:
- o espaço era giro, bem decorado, imaculado (inclusive as casas de banho), espaçoso (as mesas estavam à distância certa uma das outras, para que ninguém incomodasse ninguém nas constantes movimentações de e para o buffet);
- tinha estacionamento próprio;
- o serviço era organizado e rápido (havia sempre alguém preocupado em recolher os pratos sujos das mesas e a cuidar do buffet);
- muita variedade de enchidos, queijos, pratos quentes (peixes, carnes e vegetariano), saladas frias, doçaria regional e fruta;
- qualidade ( tudo o que provei, o que não foi mais que uma pequena fracção do que havia por lá, estava muito bem confecionado, o que é claramente um sinal que estes locais já não são só para quem dá valor à quantidade, mas sim também para quem valoriza a qualidade).
segunda-feira, 5 de junho de 2017
cromices #149: Se têm entre 20 e 35 anos e um nível médio de inglês, metam os olhos nisto!
No feed de uma rede social apanhei casualmente a publicação de uma revista dedicada às viagens. Esta anunciava uma oportunidade para uma dúzia de pessoas que me deixou a salivar: passar um ano a viajar; passar por 40 destinos como Honolulu, La Paz, Nova Iorque, Paris, Maputo, etc; ter todas as despesas pagas e ainda receber um salário na ordem dos 2500 euros. Em troca apenas a obrigação de relatar a experiência.
Não costumo invejar muita coisa, mas como sou humana, desta vez não consegui evitar. Caramba, pá, quando aparece algo que acho que me assentaria que nem uma luva, pimbas, estou velha demais!
Onde estavam estas oportunidades quando tinha 20 aninhos?!
Tivesse eu dado conta de algo assim nessa altura, e teria com todo o gosto tirado um ano sabático da faculdade para ir correr mundo, para além da vantagem que depois voltaria rica em experiências e com 30000 euros no bolso.
Portanto, miúdos que estejam a ler isto, avancem por vocês e em nome de todos nós, pessoas que a partir dos 36 anos são consideradas velhas!
O envelhecimento tem muito que se lhe diga. Pouco se pensa nisso a não ser que nos lembrem.
Então lá estava eu a fazer queixinhas ao marido, sobre esta cena de estar velha, e ele pergunta-me se estou melhor do braço, (no dia anterior tinha andado numa aflição por causa da tendinite).
"Já passou." - digo-lhe.
" Vês, então não estás assim tão velha!"
" Pois... não fosse a dor de costas de hoje..."
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