quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
coisas de opinar: Os meus dois tostões sobre isto da Supernanny
Quem defende o programa fá-lo utilizando o argumento de "conteúdo pedagógico".
A questão é que a pedagogia não pode existir de mãos dadas com a psicopatologia que é o voyeurismo, que é definido como a curiosidade mórbida sobre aspectos privados ou íntimos da vida de alguém.
É de valor que se abordem os temas da pedagogia, até porque todas as famílias são disfuncionais à sua maneira, não há tarefa mais complicada que a educação e não há pais que não precisem de ajuda, tanto aqueles que pensam que sabem tudo como os que se demonstram já desesperados, prontos a atirar a toalha ao chão.
É de valor que um canal de televisão demonstre vontade de colocar à disposição do grande público um programa que tenha a intenção de ser uma ferramenta positiva para aqueles que participam do programa, como para aqueles que o assistem. Mas a intenção em si não chega: os meios, os métodos, os resultados têm de honrar a mesma.
E este formato não o faz.
Poderia se se limpasse o formato das componentes invasivas e desrespeitosas que alimentam o voyeurismo de quem assiste. Como? Utilizando o método de encenação que já conhecemos de outros programas, ao invés de apresentar ao mundo e expor na primeira pessoa a família real.
A presença da família real não é, de forma alguma, imprescindível. Nem sequer necessária. A não ser, claro, que a intenção não seja tão pedagógica, bonita e fofinha como nos querem fazer crer, e não passe da conquista de audiências através da exploração da curiosidade mórbida que temos sobre a vida alheia.
No dia em que se quiser fazer um programa para realmente auxiliar as famílias, (lá está, as que participam e as que assistem), enviam uma equipa de técnicos bem formados e competentes para trabalhar com estas em privado, e contratam actores para encenar e mostrar ao público as situações enquanto os tais profissionais vão esmiuçando a situação, explicando o contexto com que se depararam, o seu diagnóstico, a metodologia que escolheram para solucionar o problema e porquê, e os resultados que obtiveram ou não.
Lembro que no programa "E se fosse consigo?" do mesmo canal, onde são abordadas todo o tipo de temas como o racismo, o bullying, a violência doméstica, os maus tratos a idosos, o consumo excessivo de álcool, entre outros, todas as situações são encenadas. Em nenhum episódio houve, felizmente, a peregrina ideia de ir buscar intervenientes que não fossem actores.
E se as pessoas ficariam chocadas se neste contexto se utilizassem verdadeiras vítimas de violência doméstica, de assédio, etc, que isso seria uma imensa violação da sua privacidade, do seu direito de imagem, e um transtorno para a vida toda passar a ser conhecida por milhares e milhares de estranhos, para além dos colegas de trabalho, os vizinhos, os familiares, os amigos, os inimigos, e todo o cão, gato e periquito como a pessoa que passou ou passa por X, porque há quem insista que não há problema algum em fazer exactamente o mesmo a uma criança?
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
coisas de opinar: O meu cânone de beleza feminina
Quando era miúda, um qualquer canal fez uma reposição da série "os vingadores" - (não sou tão velha que tenha assistido à estreia da mesma no pequeno ecrã).
Achei que nunca tinha visto ninguém com tanto estilo e carisma como a Mrs. Peel.
Mais de duas décadas depois, continuo a achar o mesmo.
coisas que gosto: Depois de 2/3 semanas a dar no IQOS...
... e visto que ainda temos por casa "tabaco normal" que mais ninguém lhe pegou desde que a milagrosa maquineta nos chegou às mãos, fui pegar num Marlboro só para ver qual era a sensação.
Fumei-o, nas custou-me. Soube tão mal, para além que senti a minha pele a repuxar toda e tive a certeza que estaria, a cada bafo, a fazer caretas horríveis.
No fim, fui lavar os dentes, (duas vezes!), e as mãos até deixar de sentir o cheiro.
Portanto é sinal que aquela coisa do IQOS ter menos 90% dos químicos vulgarmente associados ao tabaco comum é capaz de ser bem real, para além de não haver combustão. Nota-se no sabor, no cheiro, em tudo.
Para quem não sabe do que raio estou a falar, fica o link: IQOS.
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
terça-feira, 9 de janeiro de 2018
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
cromices #157: Nada como um post altamente sexista dentro da quadra natalícia
Não passa um único dia em que não seja noticiado mais um qualquer estudo, com mais ou menos credibilidade, mais ou menos importância, mais ou menos palerma, mais ou menos óbvio, sobre preferências, insights, o que faz bem e o que faz mal, etc.
Dia 18, a revista Visão, noticiava um destes estudos num artigo intitulado "Mulheres sofrem mais de problemas mentais do que os maridos a vida quase toda. Até que eles morrem..."
Fiel à croma que sou, foi inevitável lembrar-me de todo um compêndio de piadas e historietas alusivas ao tema e desbragar-me a rir.
Da entrevista a uma senhora que, já tendo ultrapassado as cem primaveras, com uma invejável saúde e lucidez, em que esta confessava que o segredo para tal longevidade era fugir do álcool e dos homens.
Da graçola que "eles" costumam dizer sobre "elas" falarem muito, ao que "elas" respondem que isso só acontece porque têm que repetir a mesma coisa meia dúzia de vezes até serem ouvidas.
Das milhentas piadolas feitas por mulheres sobre o seu quotidiano em que comparam os maridos a mais um filho, ao facto de nunca saberem o lugar de nada nas próprias casas, de precisarem quase sempre de assistência mesmo quando supostamente estão a executar uma qualquer tarefa sozinhos...
Do bizarro e cómico episódio que, por ser tão inusitado, a minha mãe nunca esqueceu, mesmo tendo-se passado quando esta era uma pequena criança, numa aldeia do interior, e que é mais ou menos assim:
Após o velório de um idoso da aldeia, a minha avó e a minha mãe tiveram que retornar à casa da família onde este tinha decorrido, porque se tinham esquecido de algo. Foram dar com a velha viúva a dançar e a cantar.
Clichés, piadas, e toda a minha cromice e sentido de humor retorcido à parte, existe realmente a conclusão do tal estudo divulgada pelo citado artigo, efectuado pelo serviço nacional de saúde britânico, com uma amostra de 8 mil pessoas, em que a saúde mental das mulheres começa a melhorar por volta dos 65 anos, mas atinge o seu auge a partir dos 85.
A explicação para tal parece ser a ausência de responsabilidades domésticas e de ter que cuidar dos outros, sejam filhos, netos, familiares idosos, maridos. A influência mais que positiva que a ausência destas preocupações tem na saúde dá-nos material para reflexão.
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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
caixa de ressonância
coisas sobre mim: A primeira coisa comprada
Ainda se lembram da primeiríssima coisa que compraram com o vosso primeiro salário?
Eu lembro.
Anos 90. Na loja de música que havia (há?) no Túnel do Tamariz, o album "K" dos Kula Shaker - o título que iniciou a colecção musical adquirida com o meu próprio dinheiro. O segundo e terceiro álbuns que adquiri foi dos Led Zeppelin e dos The Cult.
Ainda hoje adoro esses álbuns e bandas.
Um par de calduços para... #1: A "velha chata" e a distribuição de calduços.
O meu marido profecia que irei ser uma velha chata, uma daquelas muito difíceis de aturar, senão impossíveis.
Eu digo-lhe que está a ser simpático, pois já nasci assim, e é uma condição que piora exponencialmente de ano para ano.
Não há tratamento possível. É uma condição genética que herdei sobretudo do meu pai. Está-nos no sangue a incapacidade de ficarmos impassíveis, de não demonstrar, quando algo nos mexe com os nervos. Até não seria nada de especial, não fosse gigante a lista daquilo que nos enerva.
Como tal, e porque não tenho qualquer desejo de ser a pessoa que anda a distribuir brutas festinhas nas nucas de estranhos por este país fora, mais vale satisfazer este ímpeto de forma virtual e somente imaginada, através desta nova rubrica.
O primeiro par de carinhos no cachaço vão para as pessoas que, estando a transitar numa berma estreita, mesmo quando se cruzam com mais alguém, preferem continuar lado a lado, para não perder um minuto de conversa, do que se colocarem em fila indiana e cederem de forma cívica metade do passeio para quem também faz dali o seu caminho naquele momento, obrigando muitas vezes o outro peão a contorná-las pela estrada.
Encontro muitas destas. Ainda há uns dias me deparei com duas mulheres que vinham, lado a lado, na palheta, e não demonstravam qualquer intenção de se desviarem de mim. Páro mas não me movo do meu pedaço de calçada. Recuso-me a ceder todo o passeio a quem não demonstra ter problemas de idade, locomoção, ou qualquer motivo que realmente o justifique, como ir com um carrinho de bebé.
Fico ali quieta, especada, em protesto silencioso. Mentalmente ecoa "Oh minha besta, ou ganhas asas e passas por cima ou desvias-te!"
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
Vida de peixe: Dos móveis para aquários
Desculpem-me os apreciadores, mas se há peça de mobiliário com a qual embirro são os típicos modelos de móveis à venda em lojas da especialidade para servirem de suporte aos aquários.
Não questiono de forma alguma a sua utilidade. Para além da função de sustentação, foram pensados para guardar não só todos os produtos e acessórios do aquariófilo, e todo o equipamento como filtros externos e afins, de forma a ficar tudo arrumadinho e longe da vista.
Portanto não é com a "função" que embirro, mas com a "forma". Não há maneira simpática de o dizer: acho-os feios, ponto.
Sobretudo porque me fazem lembrar mobiliário de escritório, daquele chapa 5. Desde as linhas, à escolha dos tons do folheado, aos puxadores, tudo me faz lembrar algo que se encontra num qualquer canto de uma empresa com uma impressora em cima. Não me traria prazer algum ter um desses na sala e ter que olhar para ele a toda a hora.
Como se diz, gostos são gostos, e não se discutem.
Depois de levar com tanta careta da minha parte sempre que apontava para um desses móveis, o marido aquiesceu que talvez o melhor fosse dar um saltinho à Ikea, para ver se encontrávamos algo que pudesse servir de base ao aquário, e que fosse mais de encontro ao nosso gosto.
A nossa escolha foi a cómoda Brusali pelo toque de rusticidade, naquele branco escovado a contrastar com os puxadores negros.
Todos os cabos do aquário entram por um orifício nas costas do móvel, (que felicidade das felicidades, já vem pensado assim, não foi necessária qualquer bricolagem para além da montagem), para a primeira gaveta, que alberga confortavelmente e esconde da vista todos os interruptores e fichas. A segunda gaveta serve para guardar todos os produtos ligados ao hobby e sobra espaço com fartura.
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