terça-feira, 28 de julho de 2015

Chá e bolachas não puxam carroça, ou as paragens de digestão.



Este é o segundo dia em que ando a recuperar de uma paragem de digestão.

Há quem nunca tenha passado por uma destas. Pois a esses só digo: seus sortudos!

Comparo o estômago a um qualquer corpo de água - lago, rio, ribeiro - a quem o movimento é primordial. Água que se move é saúde, é vida. Água estagnada é lodo, doença e podridão.

Já não é a primeira vez que tenho uma paragem de digestão e não é por isso que se torna mais fácil, simplesmente identifica-se com maior facilidade.

Aquela sensação, horas após a refeição, que alguma não está bem, de parecer sentir na boca o sabor do jantar. Depois aparecem os sintomas que podem ser naúseas, vómitos, fraqueza, quebra de tensão, cansaço, calafrios, suores, dores de estômago, torções e até perda de consciência.

Já aprendi que o melhor a fazer, por mais desagradável que seja, é induzir o vómito. O que será geralmente fácil e rápido pois o organismo está mortinho para se ver livre de todo aquele conteúdo que repousa no estômago, inerte e ainda por digerir.

Depois a hidratação é fundamental. Beber muitos líquidos, em especial água e chás doces. A Camomila e a Cidreira são duas óptimas opções pois ajudam a acalmar e são indicadas para problemas digestivos.

Logo que se possa é tentar comer alguma coisa, como uma bolacha de água e sal. E é incrível a quantidade de tempo que se demora e o quanto custa comer aquela amostra de bolacha.

Gradualmente, a par com a ingestão de líquidos e repouso, é ir comendo um pouco mais: umas torradas com pouca manteiga, uns caldos leves com pouco tempero e sem gordura.

Conforme a situação, a idade e o estado de saúde da pessoa, há quem se recupere em horas, e há quem precise de dias.