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sexta-feira, 26 de julho de 2019

coisas da casa: Da nossa experiência com o Optigrill


O tempo realmente corre, e sem me aperceber passaram vinte dias desde a última vez que publiquei algo por estes lados.

Na última publicação falei do grelhador Optigrill da Tefal. As críticas que vimos online foram suficientemente convincentes para no dia seguinte irmos busca-lo.


A quem pense fazer o mesmo, duas sugestões:

- compensa sempre pesquisar os preços praticados pelas várias lojas, já que a oscilação de preços  pode ser considerável.

- vale mesmo a pena comprar a versão xl, já que é um terço maior que a versão regular.


Já perdi a conta ao número de refeições que preparámos no grelhador nestes últimos dezanove dias, de modo a experimentar o máximo de programas, se bem que ainda nos falta estrear os de marisco e bacon.
Por aquele grelhador já passaram bifes da alcatra, da vazia, hambúrgueres, salsichas frescas, beringelas, pimentos, douradas, robalos, bifanas, tostas feitas com aquelas espetaculares fatias de pão saloio quase do tamanho de um antebraço e, espantem-se, pernas de frango que ficaram com a pele estaladiça, suculentas e bem cozinhadas até ao osso.


Para mim as maiores vantagens deste grelhador são:

 - a consistência da cozedura - o alimento fica cozinhado por igual;

 - comida sempre suculenta, mesmo que se opte por deixar o alimento grelhar até ao fim do programa, nunca fica uma "sola de sapato";

 - comida menos gordurosa, logo mais saudável - durante o processo fica-se algo espantado com a quantidade de líquido que vai escorrendo para a bandeja de recolha;

 - a facilidade com que se retiram e colocam as pranchas, e o quão simples é a sua lavagem;

 - adoro que devido ao seu formato não seja preciso virar os alimentos;

 - os fumos são quase inexistentes.


De tudo o que experimentámos até ao momento, o mais rápido de confecionar foram os medalhões de alcatra, que ambos apreciamos no ponto "médio". Não contámos o tempo, mas foi mais rápido do que alguma vez esperaríamos, um par de minutos ou pouco mais.
Logo aprendemos a ter tudo, mas tudo, pronto antes de sequer ligar o grelhador - mesa posta, acompanhamentos prontos, louça à mão para o empratamento. Totalmente diferente de quando uso o fogão ou o forno, em que se vai fazendo tudo ao mesmo tempo.

Tudo o resto gostamos de deixar o programa ir até o fim. Basicamente a optigrill cozinha por nós, e quando ouvimos os "pi pi pi" sabemos que está pronto. Ao invés de darmos atenção, tempo e carinho ao alimento durante a sua confecção, damos-lhe tudo isso antes, durante a sua preparação com esmerados temperos e marinadas, o que ajudam a elevar a qualidade do produto final.

Os cuidados a ter com o grelhador são básicos: não usar nada abrasivo que possa danificar as placas, ou seja, caso as lave à mão usar sempre uma esponja, e usar utensílios de cozinha que sejam resistentes às temperaturas mas que não risquem. Em silicone são uma boa opção.

Também é importante lembrar que todos os alimentos devem ser cortados com a mesma altura/ grossura, de modo a que todos os pedaços estejam em contacto com ambas as chapas.











segunda-feira, 9 de novembro de 2015

cromices #92: A pequena acumuladora



O meu marido partilha uma característica com a minha mãe que, volta e meia, causa faísca com a minha personalidade. Embora nenhum de nós os dois chegue aos calcanhares da minha mãe no que toca a limpeza e organização, de vez em quando dá-lhe na cabeça fazer uma espécie de purga cá por casa que resulta em sacos e mais sacos de coisas que vão fora.

Mora em mim o gérmen recalcado de uma pequena acumuladora. "Ainda está em bom estado" e "Pode dar jeito" são dois dos argumentos que me saem amiúde boca fora nos dias de Grande Purga, normalmente sem grandes resultados.

A minha mãe dava em doida comigo porque colecionava resmas de papéis e revistas, especialmente científicas, que se iam amontando numa pilha num canto do meu quarto, já que as estantes estavam totalmente prenhes de livros. Aquilo mexia-nos com os nervos: a ela causava-lhe uma espécie de urticária entrar no meu quarto e não poder satisfazer o ímpeto de levar aquilo tudo para o contentor do lixo. E a mim porque bem lhe notava aquele desejo no olhar, e temia um dia entrar nos meus domínios e dar conta que o Furacão Mãe tinha feito das suas, mesmo depois de termos acordado que um pouco de caos me seria permitido, desde que não fosse além daquele monte.

Até que um dia deixou de haver razão para a tal pilha existir. Já havia internet, fácil, acessível, e com ela findou a necessidade de guardar informação no formato daquela resma que tanto desagrado causava.

Já por aqui comecei a colecionar revistas, especialmente edições da National Geographic e de decoração. Mal notei os primeiros sinais de humidade foi tudo para a reciclagem. Deixei de colecionar revistas e até de comprá-las. Exaspera-me a curta validade de muitas das coisas que consumimos, a ideia de gastar tantos recursos para algo ser descartável, acabar rapidamente como lixo, das quais as publicações são um bom exemplo. Sou adepta das edições online.

A pequena acumuladora em mim nunca se tornará uma grande acumuladora, acima de tudo porque mais coisas implicam mais trabalho, e afinal de quanta tralha precisamos na nossa vida?!
E se já viram um ou outro episódio de "Hoarders", aquilo é tipo filme de terror que nos faz pensar duas vezes antes de guardar seja aquilo que for.

Não são muitas as coisas que guardo por valor sentimental, nem sou pessoa de ter ataques de consumismo, bem pelo contrário. O que a mim me custa é a noção de desperdício que associo ao acto de nos desfazermos de coisas em bom estado, que ainda carregam o potencial da utilidade. Vale o facto de muitas dessas coisas encontrarem nova vida na mão de outros.

Já não respingo tanto nos dias de Grande Purga. Consegui o hábito de deixar o marido só com o seu discernimento. Mas mantenho o direito de barafustar alto e a bom som, com todas as asneiras que me der gana, nos momentos em que afinal, "aquilo" agora até dava jeito.




sábado, 30 de novembro de 2013

coisas de beber: Aviation cocktail



Reza a história que, este cocktail foi inventado para celebrar o advento da aviação comercial.






sexta-feira, 29 de novembro de 2013

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

coisas que gosto #5



A bossa nova é extremamente reconfortante quando faz frio.




coisas que me irritam #10: A mulher tirana



Cada casal saberá das linhas com que se cose a sua relação. Cada caso é único, e o que funciona para uns poderá não funcionar para outros.

E esta coisa de sermos todos, pelo menos, um bocadinho diferentes uns dos outros, gera, de tempos a tempos, alguma estranheza de parte a parte.

Ao longo dos anos, já fui algumas vezes abordada para que puxasse dos galões de namorada/ companheira/ mulher para "dar uma forcinha", convencer o meu namorado/ companheiro/ marido a fazer qualquer coisa contra a sua vontade.

Insistem que eu insista, e eu dou a única resposta que me é possível:
"Não."

Como se trata de um monossílabo difícil de entender, geralmente voltam ao ataque com uma espécie de discurso motivador de treinador de bancada:
"O quê? Achas que não o consegues convencer?! Tu consegues! É insistir, é insistir!"

Aí levanto o sobrolho e replico secamente:
"Não. Eu não faço dessas coisas."

Tcharam, aí está o olhar de confusão, de veado encadeado pelos faróis! Sorriso interior.

Prossigo explicando que se desejam alguma coisa da parte dele, é com ele que devem falar. Se levarem uma nega, aguentem-se, que faz parte da vida. Que nem sempre as vontades estão em sintonia.
Que não insistam, que não somos pessoas que sejamos vencidas pelo cansaço. Que o que é demais enjoa. Que quanto muito, a insistência só resultará num afastamento.
Que lá por sermos um casal isso não dá direito a nenhum dos dois de tomar decisões pelo outro, de forçar, de "puxar pelos galões". 
Que quando se ama respeitam-se as decisões, as vontades, o livre arbítrio. Que na nossa casa o espírito da Democracia está presente e saudável.

Fim. Sorriso exterior.










sexta-feira, 1 de novembro de 2013

coisas de ver #15


Passei uma parte do último domingo, agarrada à tv, a salivar enquanto via uma sequência de vários episódios de Britain's Best Bakery.

Para quem não conhece, é um concurso onde dois conceituados experts em pastelaria e padaria, procuram o que melhor se faz na Grã-Bretanha, e quem o faz.
Mais de 30 estabelecimentos foram pré-seleccionados, e em cada episódio, três dos quais participam em três provas distintas.
A primeira prova é a visita ao estabelecimento, a segunda, a apresentação de um produto que o simbolize, e por fim, a confecção, por parte dos três estabelecimentos concorrentes, de uma especialidade escolhida pelos jurados.

Trata-se sobretudo de conhecer a variedade gastronómica de uma nação, e de reconhecer os profissionais que melhor trabalham, de os premiar.
Gostei tanto do conceito que fiquei mesmo agarrada à ideia do quanto gostaria de ver este formato no nosso país. A Melhor Padaria/ Pastelaria de Portugal! Soa-me bem.








sábado, 12 de outubro de 2013

coisas que me irritam #9 - A ganância



É muito importante para mim sentir que, enquanto consumidora, estou a pagar o preço justo. Independentemente do serviço ou coisa a ser adquirida.

Ênfase no "justo".

Odeio gente gananciosa, (ênfase no "odeio"), logo ofende-me sobremaneira quando o valor cobrado por algo vá muito além do sensato. Trata-se de um motivo para que determinado estabelecimento entre na minha "lista negra".

Mais do que uma questão económica, é uma questão de princípio.

Para quem possa confundir justiça com avarice, nas ocasiões em que me cobram um preço inferior aquele que eu considero justo, faço questão em pagar mais. Nem que seja através de uma gratificação mais generosa.
Um bom exemplo é quando vou aos mercados e feiras, e compro vegetais e frutas directamente ao produtor. Muitas das vezes, o que estes cobram pelos seus produtos é uma fracção do preço praticado em hipers, supers ou mercearias.
Faço questão de pagar mais, porque por cá achamos que o produtor deveria receber justamente pelo seu trabalho, e que a ausência de ganância deve ser recompensada.


Há uns dias, estávamos ambos com o bichinho da leitura. Decidimos que o Parque da Liberdade, com as sombras das árvores, o sossego, o verde, seria o local ideal.

Nova esplanada no local: pequenina, de aspecto simples mas mimoso.
Poucas mesas, pouca gente. Alguns turistas de cabelo grisalho agarrados a livros e a copos de vinho branco.
A ideia de tomar um café e uma água pareceu-nos bem.
Dois cafés e uma garrafa de água pequena: 4 euros.

Preço justo?

Nessa noite passei os olhos pelos panfletos publicitários que enchiam a caixa do correio.
Um desses era de uma loja de electrodomésticos e comunicava, entre muitas outras coisas, uma máquina de café universal. O maior argumento de venda é que cada café ficaria a 3 cêntimos.
Igualmente uma garrafa de água de 50 cl, custa numa grande superfície, cerca de 30 cêntimos.
De 36 cêntimos a 4 euros vai uma grande distância.

Na nossa esplanada favorita, de localização próxima da praia, edifício bem mais requintado, serviço impecável e estrutura sujeita a mais custos para os proprietários, por 3,70€ bebemos café, água e partilhamos uma fatia de bolo até demasiado generosa, de deixar água na boca.

Entristece-me que esta atitude de ganância seja generalizada entre os comerciantes, especialmente em localizações consideradas de interesse turístico. Os preços são altamente exagerados e não traduzem realmente o valor do serviço ou produto. Este, em qualidade, fica geralmente aquém do valor cobrado.

Havemos de voltar ao Parque, mas provavelmente sem passar pela esplanada uma segunda vez.




terça-feira, 1 de outubro de 2013

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

coisas de ver # 8



A minha série favorita! Mesdames et Messieurs:

Poirot.





coisas de ver # 6


Cleopatra , o filme de 1963, onde a rainha do Egipto é protagonizada por Elizabeth Taylor.

Trata-se do segundo filme mais caro de todos os tempos - o mais dispendioso é o Avatar, de James Cameron.
A sua produção custou, em valores actualizados em 2005, cerca de 286 milhões de dólares. Investimento que quase levou a 20th Century Fox à falência.
Desempenhar o papel de Cleopatra, permitiu a Liz Taylor, tornar-se a primeira actriz de sempre a auferir 1 milhão de dólares.









quinta-feira, 19 de setembro de 2013

coisas de ver #5



The Muppet Show

(aqui uma parte do excepcional primeiro episódio, datado de 1976)




quarta-feira, 18 de setembro de 2013

coisas da casa #6 : Mud room



Os americanos chamam-lhe "mud room", os japoneses "genkan", os franceses "foyer". Por cá, o termo mais comum será "hall de entrada".

Há uma justificação para o facto de ter escolhido expressar-me através deste particular estrangeirismo, ainda por cima, um algo invulgar pelos nossos lados.
É que, se a nível da linguagem, podemos de certa forma entender que o equivalente português para "mud room" será "hall de entrada", na realidade, uma "mud room" e um "hall" possuem atributos suficientemente distintos, para não se tratar sequer da mesma divisão.

Embora ambas as divisões sirvam para estabelecer uma fronteira entre o exterior e o interior da habitação, o hall é mais formal do que a "mud room".

Num hall encontramos normalmente objectos, móveis e até revestimentos de grande valor decorativo, que ajudam a compor um ambiente mais formal.

Uma "mud room" é prática, onde a função está acima da forma, não querendo dizer que não possa ser apelativa esteticamente.
É uma divisão polivalente, cujo propósito é ajudar a manter a casa limpa.
É onde os membros da família trocam o calçado de rua pelo calçado de andar em casa, despem os casacos. Que jeito que dá especialmente nos dias invernosos de chuva e lama!

Há modelos de "mud rooms" que incluem a zona de lavandaria e arrumação dos produtos de limpeza e manutenção da casa.
Os mais completos de todos ainda pensam nos animais de estimação, chegando a ter um espaço para dar banho aos patudos, o que é genial.

Esta divisão acho-a essencial, e embora seja comum em muitas casas de bairros suburbanos americanos, lamentavelmente ainda não tem expressão por aqui.

Quando idealizo a minha casa de sonho, garanto-vos que é uma adição que não fica esquecida!

Ficam alguns exemplos retirados da net:











 
 
 
 
 











quarta-feira, 11 de setembro de 2013