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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

coisas que gosto: Billions in change e a bicicleta que produz energia



Manoj Bhargava é um bilionário indo-americano que fez fortuna com uma bebida energética.
Em 2015 juntou-se à campanha The Giving Pledge, iniciada por Bill Gates e a sua mulher em 2010, que consiste numa lista crescente de pessoas que se comprometem a doar a maior parte da sua fortuna, ainda em vida ou após a morte, a causas filantrópicas.

Com o apoio financeiro de Manoj surgiu a Billions in Change - um movimento que visa desenvolver soluções simples nas áreas da energia, água e cuidados de saúde, com o objectivo de tirar biliões de pessoas em redor do mundo da extrema pobreza, e assim melhorar de toda a população global - pobres e ricos.
A crença desta organização é que facultando soluções tecnológicas simples que satisfaçam necessidades básicas como água potável para consumo e agricultura, energia limpa e gratuita para as habitações, escolas e negócios, e o acesso a cuidados de saúde cuja filosofia é a prevenção, é o caminho correcto para retirar cerca de metade da população mundial de uma situação de extrema pobreza e desigualdade para com a outra metade.

Uma das maiores apostas da BiC é a Hans Free Electric, uma bicicleta estacionária que segundo afirmam, basta pedalar durante uma hora para produzir electricidade para um dia inteiro para uma habitação.
Existem muitos engenhocas pelo mundo que apresentam variações desta tecnologia, as opiniões diferem sobre as possibilidades, o melhor caminho, etc. Mas, embora todo o produto possa ser afinado para ser melhor, gosto do conceito, da mudança que este modelo representa já para a paupérrima população da Índia rural.

Sobretudo aprecio o potencial: quantas bicicletas estacionárias existem por este mundo fora, não seria fantástico se aproveitássemos todo esse movimento para produzir energia, gratuita e não poluente?

Pois eu cá adoraria ter uma em casa: imagino-me a pedalar enquanto estou aqui convosco, por exemplo, aproveitando para poupar na conta da electricidade.









quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Gadgets e traquitanas #1: Bastões de caminhada e a prática da caminhada nórdica



A actividade física que pratico com maior regularidade, sendo também aquela que até ao momento é a que me dá maior prazer, é a caminhada.


Há dois momentos na vida em que me sinto excepcionalmente bem, que me sinto "onde pertenço", onde o mundo faz realmente sentido para mim: em casa, e na Natureza, em caminhadas.


Sem qualquer exagero posso afirmar que os bastões de caminhada mudaram a minha vida.


Sempre odiei as aulas de Educação Física. Sempre me achei trapalhona, desengonçada, sem coordenação nem equilíbrio. Enfim, um caso perdido sem qualquer futuro nas lides atléticas!

Só em adulta é que tive um daqueles momentos "aha!",  durante uma primeira e demorada consulta de oftamologia com um novo médico da especialidade, visto que o habitual se tinha reformado, e encontrei a correlação entre o meu problema de saúde visual e muita da minha "falta de jeito", e da insegurança que esta implica e multiplica.


Sem entrar em grandes explicações científicas, como consequência da minha pitosguice, tenho imensa dificuldade em calcular distâncias e profundidade.
Na vida real, isto significa que posso estar em cima de um "calhauzinho" a exigir ajuda ao marido para descer, a garantir-lhe que não quero tentar sozinha, que tenho a certeza que vou cair, que aquilo vai acabar mal. Tudo porque, lá de cima, não tenho mesmo a noção do tamanho, da distância.


Então, pouco tempo depois de começarmos a praticar caminhada com regularidade, achei por bem munir-me de uns bastões. E esse acessório veio mudar tudo!


Com os bastões, cada caminhada trouxe novas vitórias. Pequeninas, até insignificantes aos olhos de muita gente, mas para mim e para outros com as mesmas limitações, significam o mundo a abrir-se para novas possibilidades!
Agora até recuso ajuda para descer ou subir trilhos mais íngremes e complicados.
Quando não tenho a certeza da profundidade e/ou distância apalpo o terreno com os bastões, espeto-os na terra para que possa ultrapassar declives acentuados com segurança, etc.


E eu que abominava as aulas de Educação Física, considero experimentar novas coisas.


Mais segurança, maior independência, e também ajudam a postura, a utilizar maior número de músculos na prática da caminhada e a queimar mais calorias, na prática de caminhada nórdica.


Deixo aqui dois vídeos. Um sobre as vantagens dos bastões em trekking, outro sobre a caminhada nórdica.