Mostrar mensagens com a etiqueta desporto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta desporto. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 20 de junho de 2016
coisas que gosto: Passeio Marítimo de Oeiras
Para nós, uma manhã de Verão bem passada, é sinónimo de levar o Kiko a passear, bem cedinho, pela fresca, a uma das praias mais próximas de casa, e depois, com o miúdo já satisfeito e pronto para fazer uma sesta no sofá, seguirmos até ao Passeio Marítimo de Oeiras.
É uma rotina que adquirimos porque não existem muitos locais nas proximidades que reúnam condições que nos permitam andar de patins em linha, ou no meu caso, de trotinete.
O Passeio Marítimo de Oeiras não só é excelente para a prática de desporto, mas também pela localização e outros atributos: a infraestrutura foi bem pensada e permite que uma multidão, heterogénea em idade e actividades, usufrua do espaço simultaneamente num caos harmónico e agradável; ir à beira-mar é uma qualidade imbatível mas os espaços ajardinados e cuidados sem dúvida contribuem para tornar a área apelativa.
Nunca fui grande entusiasta de desporto algum, até ter experimentado a trotinete. É quase indiscritível o prazer que me dá fazer o Passeio Marítimo em velocidade de cruzeiro, enquanto apanho sol e aquela brisa marítima. Parar numa das muitas esplanadas ao longo do percurso, e terminar com uma ida à praia.
Eu, que nunca gostei de multidões, sinto-me estranhamente bem rodeada de toda aquela gente. Talvez por observar que cada um, à sua maneira, retira daquele espaço tanto prazer quanto nós. Observo divertida os cães que acompanham, de língua pendurada, os donos, os pais que empurram em passo de corrida os carrinhos de bebé, os miúdos que aprendem a dominar a bicicleta, os patins ou qualquer outro apetrecho, os desportistas que nos deixam de queixo caído com a sua destreza, os idosos que se mantém saudavelmente activos...
De todas as vezes, penso como gostaria que houvesse mais locais que se inspirassem neste Passeio, que existissem mais autarcas que compreendessem o quanto este tipo de estruturas contribuem para a qualidade de vida das populações.
quinta-feira, 11 de junho de 2015
coisas que gosto #22: "Mexa-se na Marginal"
Ontem, 10 de Junho - dia de Portugal, de Camões das Comunidades Portuguesas, optámos por aproveitar o feriado na companhia de uns quantos milhares de pessoas que, tal como nós, aderiram à iniciativa "Mexa-se na Marginal". ´
A Avenida Marginal fechou ao trânsito automóvel entre as 10h e as 13h, entre Algés e Oeiras e não tardou muito a encher-se de ciclistas de todas as idades, de quem fosse a pé calmamente, ou em ritmo de corrida.
O marido e o mano foram de patins em linha. Eu fui estrear a minha trotinete. E recomendo vivamente tanto este tipo de eventos como as trotinetes para adultos: foi simplesmente das experiências mais divertidas que já tive.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Hooliganismo - tolerância zero!
Hooliganismo é uma expressão derivada do inglês "hooligan" que significa "vândalo". É usada geralmente para descrever um comportamento destrutivo e violento por parte de adeptos desportivos.
Por acaso, é até bastante adequado que se use uma palavra de origem inglesa para apelidar este problema, visto que o hooliganismo teve a sua origem naqueles lados e, ainda hoje, os adeptos ingleses mantêm a pior reputação à escala global, bem justificada diga-se.
Eu odeio hooliganismo. Este tipo de comportamento perverte e conspurca o desporto, qualquer que este seja.
Nem todos os adeptos são hooligans. E eu diria que os hooligans não são verdadeiros adeptos, embora gostem de se considerar os maiores fãs do seu clube.
Na minha opinião, são bestas, que encontram dentro do desporto, um espaço onde expressar o seu apetite pela violência, destruição e caos, destruindo o próprio desporto que dizem amar.
Um amigo contou que, na noite de ontem, após o jogo entre o Sporting e Schalke 04, equipa alemã de Gelsenkirchen, (que a equipa portuguesa ganhou, com um resultado 4-2), estava ele num estabelecimento do Bairro Alto, quando foi surpreendido por vários carros que circulavam em sentido contrário porque tentavam escapar de uma manada de adeptos alemães, que à sua passagem atiravam "pedras, garrafas, tudo...". O resultado foram estragos, muitos. Carros vandalizados, com vidros partidos, amolgados.
Se não aconteceu algo ainda pior, digo eu, é porque entretanto a polícia perseguiu-os à bastonada.
Para quem me considerar pessimista - afinal, que mal tem demonstrar um amor fervoroso pelo seu clube, não é?! - deixo-vos com um breve vídeo sobre o trágico dia de 29 de Maio de 1985, onde o jogo entre o Liverpool e a Juventus, no estádio Heysel na Bélgica, terminou, graças ao hooliganismo, em 600 feridos e 41 mortos.
(Atenção que este vídeo tem algumas cenas que podem ferir a susceptibilidade dos mais sensíveis, mas partilho-o porque acho tremendamente necessário dar a conhecer a verdadeira expressão do hooliganismo, para que finalmente se compreenda que isto não é uma questão menor.)
Acho que por aqui somos demasiado brandos a lidar com esta situação. Que, como todos os problemas, também a cura para o hooliganismo passa por atacar o problema na raíz, e não só focar nos sintomas.
Acredito que as sanções para este tipo de comportamento deveriam ser tão penosas e brutais que os fizesse realmente pensar duas vezes antes do acto. Deixá-los mesmo bambos das pernas só de pensar nas consequências, como decerto devem ficar os correios de droga quando se imaginam a passar por Singapura. Isto, sem a pena de morte, como é óbvio.
À turba de adeptos alemães que ontem à noite provocaram estragos em Lisboa, era prendê-los. Em troca da liberdade teriam que pagar a factura. Esta incluiria não só os estragos que causaram, como todas as despesas que resultaram das suas acções, inclusive processos judiciais, horas de trabalho das forças de segurança pública e todos os outros envolvidos, e todos os gastos que o Estado Português teve com a sua detenção, ao cêntimo, desde refeições, duches, electricidade, tudo.
Depois era escoltá-los, algemados, até embarcarem com destino à terra deles, ficando identificados como "personas non gratas" em território nacional, por um período de tempo, ou para sempre, conforme a gravidade das suas acções.
Para deter o hooliganismo é absolutamente necessária uma concertação entre Estado, Sociedade, clubes desportivos e restantes adeptos.
Acredito que só acções drásticas como um adepto culpado de hooliganismo ser considerado "persona non grata", repudiado pelo próprio clube; identificado numa base de dados, uma espécie de lista negra, e ver-se impedido de se associar a qualquer outro clube e de participar em qualquer evento desportivo, poderão contribuir para erradicar este problema.
Se o problema é o consumo excessivo de álcool e estupefacientes nos eventos, proíba-se o consumo deste nos recintos. Sejam impedidos de entrar aqueles que já lá chegam sob o efeito dos mesmos.
Os clubes participariam destas acções? Sem dúvida, mesmo que tivessem que ser coagidos.
- Hooligans como sócios? Ninguém joga até se resolver a situação.
- Venda de álcool no recinto? Multa pesada. Não há actividades neste enquanto esta não for paga, e a situação resolvida. Quanto mais demorarem, mais juros pagam. Não voltará a haver jogos acompanhados de cerveja fresquinha enquanto o hooliganismo não for erradicado.
- A equipa ganhou, e os adeptos festejam fervorosamente nas ruas, deixando uma onda de destruição e vandalismo? Vitória anulada. Assim talvez todos percebessem que ser hooligan não é sinónimo de amar o desporto e o seu clube, pois este tipo de comportamento significaria ser o responsável directo pela sua derrota.
Para concluir, o hooliganismo pesa no bolso de todos os contribuintes. Para cada jogo que ocorre, são tomadas medidas extraordinárias por parte das forças de segurança pública, e isso sai-nos do bolso. É dinheiro dos impostos que poderia ser direccionado para coisas de jeito, como saúde ou educação, ou tantas causas que bem precisam de um investimento, mas que por causa da bestialidade de alguns tem que ser utilizado para este fim.
Pois então, que sejam os clubes desportivos a pagar esta factura. Se se recusarem, não há jogos para ninguém.
Etiquetas:
actualidade,
desporto,
futebol,
opinião
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
coisas de aprender: Patins em linha
Pois é! Não resisti e também fui comprar uns patins.
No início, estava inclinada para os quad, mas quando os experimentei achei-os potencialmente mais perigosos que os patins em linha. Basicamente senti que, se tivesse calçado quads em ambos os pés na loja, começaria a deslizar em tão grande velocidade que só pararia quando me esbarrasse contra uma parede.
Para quem, como eu, não percebe nada de nada sobre como andar de patins, recomendo os tutoriais da Asha.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Por quem se torce
Cá em casa não se vê futebol, salvo episódios mais que raros. A atenção que se poderia atribuir ao esférico é direccionada para outros desportos, incluíndo MMA, (Mixed Martial Arts).
Embora seja um desporto violento não é uma ode à violência. É acima de tudo uma questão de técnica, preparação física e mental, resiliência e atitude.
No início de cada combate, enquanto os atletas se dirigem à arena, temos por hábito escolher um favorito. Tratando-se algumas vezes de desconhecidos, a aposta baseia-se em instinto e na observação de pequenos detalhes.
Normalmente somos pelos underdogs. Partilhamos um carinho especial por estes.
Invariavelmente dou por mim a torcer por aqueles que se abstêm do uso de violência gratuita num desporto dessa natureza, (acredito que só os tontos não conseguem ver que mesmo ali há mundo para além disso), pelos que preferem um combate "limpo", sem golpes baixos nem "ground n'pound", os que dominam as técnicas de submissão, as chaves de Jiu-Jitsu que permitem uma vitória sem provocar grande dano ao adversário. Aqueles que sabem que poderiam ganhar facilmente se continuassem a massacrar a perna já fragilizada do outro atleta e por isso mesmo recusam-se a fazê-lo.
Torço pelos que "tocam luvas" no início de cada round, os que após a vitória se inibem de demonstrações efusivas de contentamento, em especial quando o outro atleta está magoado, e se sentam no tatame calma e inexpressivamente, porque hão-de saber que o respeito vale mais que a humilhação do outro.
Pelos que se preocupam pelo bem estar do oponente, o cumprimentam respeitosamente no fim do combate. Aqueles em cujo discurso vitorioso se limitam a agradecer a oportunidade, a relatar o quanto se preparam duramente para o evento e o mais importante, a sublinhar as qualidades do atleta derrotado.
E é aqui que percebo claramente que os desportos simbolizam a vida, em todas as arenas desta.
Subscrever:
Mensagens (Atom)