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segunda-feira, 18 de novembro de 2019
terça-feira, 18 de abril de 2017
coisas da casa: Cozinha americana ou tradicional?
Quando me imagino embarcar na aventura de remodelar a nossa casa, por vezes fico com a ideia que demolir parte da parede que divide a sala da cozinha, para criar um espaço aberto seria uma boa opção.
Assim à primeira vista as vantagens parecem-me ser imensas, para além de significativas.
- A circulação entre ambas as divisões seria facilitada, e é um factor importante quando se tomam as refeições na sala e isso implica quinhentas viagens por dia, para lá e para cá, para pôr e levantar a mesa.
- Unificar os dois espaços daria a sensação de uma casa com maior amplitude e luminosidade.
- Quem está na cozinha deixa de estar isolado, continuando a haver comunicação e socialização com quem está na sala.
Os chamados open spaces estão em voga. Esta solução comum nas casas norte-americanas, também especialmente pela repetida exposição do conceito em n programas televisivos de remodelações e decoração, tem conquistado adeptos por todo o lado.
Os modelos tradicionais também possuem as suas vantagens.
As cozinhas convencionais, fechadas entre paredes, permitem sobretudo proteger, em parte, as restantes divisões de cheiros de comida, vapores e ruídos.
Como em tudo, existem acérrimos defensores de ambos os modelos. Há quem diga que a vantagem de abrir a cozinha, de torná-la num espaço social, onde ninguém fica sozinho, preso às tarefas, ofusca todas as possíveis desvantagens. E há quem diga que se trata de uma boa opção se a pessoa não cozinhar nem sujar, mantendo-a com aquele aspecto novo e imaculado de revista de decoração. Caso contrário a desarrumação, os odores e vapores que se entranham um pouco por todo o lado, os ruídos, especialmente do extractor de fumos e cheiros, são terríveis de aguentar e motivam arrependimentos.
Eu é que ainda não me consigo decidir: se por um lado adoraria modernizar o nosso espaço, torná-lo mais amplo, por outro não me cativa lá muito a ideia de estar na sala e gramar com o ruído baixo mas constante do frigorífico, ou das máquinas a trabalhar.
Fosse o caso de estar a construir uma casa de raíz não hesitaria em optar por uma cozinha em plano aberto, com a condição de ter mais uma divisão - um misto de copa e despensa - adjacente mas fechada, onde se possam colocar todas as fontes de ruído, os grandes e pequenos electrodomésticos, do frigorífico à liquidificadora, e todas aquelas coisas que sendo essenciais ao funcionamento de uma cozinha não ajudam muito a manter o aspecto clean, bonitinho e super organizado que se quer no espaço aberto e sempre visível que é a cozinha americana.
A alternativa será optar pela colocação de um painel ou porta, num modelo que seja ao gosto do freguês. Esta para mim é de todas a melhor solução porque permite que abrir ou fechar a cozinha seja uma opção. E eu sempre prefiro opções a obrigações.
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
coisas da casa: Que casa vos calharia?
Já expressei por aqui, diversas vezes, o quanto gosto de Arquitectura, e de como me imagino, um dia, a pensar uma casa de raíz, a decidir todos os seus pormenores.
Até lá, de vez em quando, gosto de me divertir visitando alguns sites de plantas de casas.
Acaso ou não, todos os sites de género, (e já perfazem quase uma meia-dúzia), que já visitei são norte-americanos.
Regra geral funcionam todos de forma similar: o visitante tem à sua disposição inúmeros critérios para o ajudar a encontrar a casa que vá de encontro aos seus desejos, desde os básicos como o número de quartos, casas de banho, área, andares, tipo de lote e topografia deste, até tantos outros como o estilo arquitectónico, (há muitos e variados que vão desde os estilos típicos de cada estado americano, ao estilo europeu, mediterrâneo, etc), a características consideradas especiais como suites com walk-in closet, despensa, quartos separados ou não, terraços, pátios, alpendres e afins.
Escolha não falta!
Encontrada a casa ideal, o site espera que o visitante se torne cliente adquirindo as plantas, e alguns serviços de arquitectura opcionais caso deseje fazer modificações.
Como exemplo, fui ao site da Architectural Designs e procurei por casas com 3 quartos, com master suite no primeiro andar, "butler walk-in pantry", quartos separados, da colecção "small houses". Deu-me 15 resultados, alguns bem simpáticos.
Não consigo copiar as imagens, mas deixo-vos o link aqui.
Outro site é a Houseplans e como deste já consigo colocar aqui alguns exemplos, deixo-vos com algumas das casas que me agradaram mais.
Modelo 1
Apaixonei-me por aquele pormenor da torre, que vista do interior é assim:
Modelo 2: Adoro esta do estilo Craftsman
Modelo 3: Uma casa com muita luz
quinta-feira, 3 de março de 2016
coisas que gosto: Subterrâneos
O termo "subterrâneos" é muito lato. Neste contexto refiro-me a uma série de infraestruturas, antigas e modernas, presentes debaixo do solo, que foram construídas com os mais variados propósitos e localizam-se por todo o globo. São túneis, labirintos, grutas, bunkers, aquedutos, estações de metro, minas, criptas, abrigos e até cidades. Há todo um outro mundo por explorar debaixo dos nossos pés.
Há infraestruturas para todos os objectivos: para reservar água, para facilitar o transporte de pessoas e mercadorias, para fins bélicos e estratégicos, para servir de abrigo tanto em caso de guerra como do clima adverso, do qual o PATH, em Toronto no Canadá, é um belo exemplo:
O recurso a infraestruturas subterrânea é tão antiga quanto o Homem, mas nota-se uma tendência contemporânea em reaproveitar espaços já existentes, (como aconteceu na Ilha Kish), e até a propensão de cada vez mais arquitectos em apresentarem conceitos subterrâneos como a derradeira solução para a falta de espaço, a elevada densidade populacional, um maior respeito pelo ecossistema. Dois exemplos são o Terminal Express Rail Link West Kowloon - a maior estação ferroviária subterrânea do mundo, e o Earthscraper no México:
São projectos indubitavelmente impressionantes, mas não assim tão inovadores. As cidades subterrâneas são conceitos que existem há muito. Vejamos o exemplo de Cappadocia na Turquia:
Mais antiga e surpreendente ainda é a rede de túneis, da Idade da Pedra, que se estendem por toda a Europa.
Porque é que gosto de subterrâneos?
Porque sou daquelas pessoas que preferem, de longe, a amplitude visual de campos verdejantes a perder de vista a um qualquer cenário urbano, especialmente o das grandes urbes. Portanto, vejo neste conceito, (se este for possível desenvolver sem danificar o meio ambiente), uma oportunidade de ouro de mantermos até certo ponto as comodidades a que nos habituámos enquanto limpamos o mundo exterior do excesso de cimento e alcatrão, podendo devolver a muitas espécies animais os seus habitats, a reflorestar muitos dos espaços, podendo a nossa espécie usufruir também de maior qualidade de vida.
Nesta perspectiva, entendo e dou valor ao prisma "oásis subterrâneos".
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
coisas da casa: Pequenos espaços, grandes ideias!
Não é a primeira vez que falo de micro casas. Muito provavelmente não há-de ser a última. É que embora não me imagine a habitar em nenhum destes espaços, precisamente por uma questão de área, acho-os uma tremenda inspiração, não só para quem vive ou pensa viver num espaço de pequena dimensão, mas para todos.
Conhecer estas casas onde a necessidade levou à criação de modelos de design de interiores onde a gestão de espaço é absolutamente engenhosa e genial. Onde "pequeno" passa a ser também um estilo e uma filosofia de vida, pois se vivemos num espaço não maior que uma divisão aprendemos a ser frugais na quantidade de coisas de que possuímos e acumulamos, e só isso é um imenso despertar para um novo paradigma. Porque chegar à conclusão que se pode viver bem, quiçá até melhor, com muito menos é uma verdadeira revolução!
Ao assistir a estes vídeos sinto-me sempre recompensada porque sinto que ganho em termos de percepção e criatividade.
Em Barcelona, com 25 m2:
Uma garagem em Bordeaux:
Em Valência, 25m2:
Numa vila medieval francesa, com 9m2:
Etiquetas:
arquitectura,
casa,
gosto,
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pequenas
terça-feira, 4 de novembro de 2014
coisas da casa #11: A casa de meio milhão de euros
Como muitas outras pessoas, presumo que na sua maioria mulheres, de vez em quando dão-me umas ganas de visitar imóveis que estejam assim à mão de semear, em exposição, de porta aberta...
A última vez que o fiz foi aqui pelo burgo já há uns tempos. Tratava-se de uma casa novinha, com um preço que se aproximava do meio milhão de euros.
Eu, que adoro Arquitectura e Design, e que não moro numa casa de meio milhão de euros, quis ver o que haveria de fabuloso lá dentro que justificasse tal valor.
Como gosto muito de Arquitectura, tenho ideias próprias, muito bem definidas, sobre a minha visão de uma "boa casa", do que esta deve comportar, ainda mais para custar tamanha exorbitância, (embora seja tremendamente fácil encontrar casas bem mais caras, eu sei), e estava sobretudo curiosa para ver se os meus conceitos estavam de acordo com os parâmetros seguidos naquela construção.
Para mim numa "boa casa" encontra-se um bom casamento entre forma e função, um uso inteligente do design. Acredito que uma casa pode e deve ser altamente funcional e bonita, e que ambos os conceitos devem estar presentes, pois se o primeiro nos dá conforto e nos facilita as rotinas, o segundo inspira-nos e eleva-nos.
Funcionalidade e estética, quando bem trabalhadas, aumentam em muito a qualidade de vida de qualquer pessoa, acredito piamente nisso.
São-me especialmente importantes as seguintes particularidades numa casa, que considero basilares: construção de elevada qualidade (em caso de se ter que optar, prefiria sempre sacrificar o orçamento dos revestimentos, pavimentos e decoração, mas nunca cortar na qualidade dos materiais de construção), intemporalidade, eficiência energética e ecologia, aproveitamento da luz natural, design inteligente, praticidade, polivalência e carácter.
Por meio milhão de euros, esperava a existência de duas salas. Uma formal, e a outra familiar e aberta, na qual poderia estar presente uma cozinha tipo americana. Se estivessem divididas por enormes painéis de correr ao invés de uma parede, poderiam transformar-se numa enorme e única sala sempre que desejado e necessário.
A cozinha deveria ter como apoio uma copa, a chamada "butler's pantry", uma despensa e idealmente, uma mud room (em breve falar-vos-ei em detalhe de todas estas divisões).
Por meio milhão de euros, esperava uma "master suite" com closet. Ficaria positivamente surpreendida se o quarto pensado para as crianças pelo construtor/ engenheiro /arquitecto também tivesse closet, mesmo que pequeno, pois denotaria uma grande compreensão pela necessidade, raramente correspondida, de espaços pensados para a organização.
Por meio milhão de euros esperava, em algum ponto da casa, encontrar um pormenor arquitectónico bem executado que lhe atribuísse carácter, que seduzisse.
Por meio milhão de euros, encontrei uma casa de vários andares, (pois o lote não era muito grande), onde a escala era 8 ou 80. Uma enorme sala e varanda a combinar, (desculpem, "sun deck"como me disseram, que estava muito bem), e uma garagem, no nível mais inferior da casa, do tamanho de todo o piso.
Para contrastar, tudo o resto era à Portugal dos Pequeninos: cozinha minúscula, despensa nem vê-la, casas de banho miniatura, os quartos idem.
O quarto ensuite não era excepção, era micro mesmo. Tão, mas tão pequeno que é bom que o casal que a compre não se imagine numa cama maior que 1,40m, que não se zanguem por terem de partilhar o roupeiro embutido de duas portinhas, que também não havia espaço para qualquer cómoda ou outra peça. Para quem goste de se exercitar logo pela manhã, podem sempre guardar a roupa na enorme garagem e descerem dois lances de escadas sempre que precisarem de algo.
Ah, e que consigam tomar duche sem descolar os bracinhos do corpo, pois seria a única forma de lá caberem.
Não me agradou. Achei-a pouco funcional e nada memorável. Tivesse eu essa quantia para gastar num imóvel, (quem me dera!), e não seria aquela a minha nova casa.
Esta é a minha opinião, e esta é o produto de uma percepção bastante subjectiva.
Mas serei a única a pensar que quem desenha estas casas perdeu um bocadinho o tino?!
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
coisas que gosto #14: Pagodes
Pagodes.
Não há peça arquitectónica que traduza tão perfeitamente a cultura oriental quanto o Pagode.
Para além de belos, são obras-primas de engenharia, capazes de resistir a violentos terramotos, como já se provou no Japão.
Gosto das suas formas, dos detalhes.
Deixo aqui alguns exemplos:
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