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quarta-feira, 3 de abril de 2019

Vida de cão: Abençoado feitio!


Adoro o feitio do meu cão.
Tem um feitio de merda igual ao meu, e tenho algumas dúvidas que, se realmente fosse um filho humano, gerado e parido, tivesse tantas semelhanças connosco. Digo "connosco" porque o "paizinho" é da mesma estirpe.

Adoramos que seja desconfiado, que só confie cegamente em nós - o "pai" e a "mãe", que abane a cauda e cumprimente praticamente toda a gente, mas que não permita grandes confianças. A confiança merece-se, não se dá ao desbarato.
Quantas e quantas vezes olha para mim à espera do sinal de como reagir em relação à pessoa que se aproxima.

Ele é que sabe quando e de quem aceita uma festa, e se não estiver para aí virado, foge, evita, recua. Nós não obrigamos, e garantimos que as tentativas cessam mal ele dá indicação que não quer: como ser vivo merece respeito em relação ao seu espaço pessoal e ao seu corpo.
Quanto à vontade de quem quer dar festas, embora aprecie assistir a interacções felizes a minha responsabilidade com o meu cão, o meu filho de quatro patas, é garantir o seu bem estar e a sua segurança. Para além disso, vou sempre defender que o direito de cada um sobre o seu corpo é infinitamente superior a tudo o resto, quer se fale de um ser humano ou animal.

Da mesma forma que nunca me passaria pela cabeça cumprimentar alguém com um beijinho contra a sua vontade...


Pegar nele, nem pensar. Colo só nos pede a nós. Aceita que as "tias" veterinárias ou do spa lhe peguem, mas é uma intimidade vedada a todos os outros.

Isso deixa-me feliz. Porque neste mundo, em nome da segurança dos nossos, não só temos que educar as nossas crianças a terem cuidado, a não confiar cegamente em tudo e todos, como temos que alargar essa preocupação aos nossos animais.
Assim como há gente de bem, que se dedica a ajudar os animais, também há quem os roube, quem os envenene, quem sinta gosto em ser cruel e violento, o que faz com que não confiar cegamente seja basilar.




quinta-feira, 14 de março de 2019

Vida de cão: Viva o conforto.


Por enquanto as noites ainda sabem melhor com edredões a dobrar na cama.

Um dos sinais que o nosso pequeno grande mundo gira em redor do Kiko, é que sua Alteza decidiu que o seu lugar preferido para dormir é entre nós, enfiado entre os dois edredões.
O miúdo é esperto: não só gosta de conforto, como percebe da poda, - apoia a pequena cabeça na ponta da minha almofada, ergonómica viscoelástica trinta por uma linha que só falta fazer pipocas.
Apalpo o ar na direcção da mesinha de cabeceira, à procura do botão para desligar o candeeiro. Mal a luz se apaga, o puto, este meio canino meio humano, solta um suspiro profundo de pura satisfação com a vida, para segundos depois começar a roncar que nem um tractor.

A vida é boa.



terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Vida de cão: dos cães que adoram ir ao vet


Seriam quase 10 da manhã quando me mudo para "roupa de passear o cão".

Sim, que uma pessoa tem mudas de roupa específicas para ir com o canino à rua. Nada de transcendente: roupa suficientemente confortável para caminhar, brincar e correr se necessário, com bolsos - de preferência daqueles com fecho - onde meter os saquinhos do cocó, chaves de casa, fácil de lavar, e que não sejam demasiado boas para não ficarmos tristes de cada vez que lhes acontece alguma coisa.
Nos pés os ténis mais velhos que tiver em casa, pois se é para correr o risco de pisar merda de outros cães cujos donos não sabem o que é civismo, de certeza que não vai ser com um qualquer par xpto, ainda novinho.
Ou seja, ter um cão é também ganhar coragem, em nome da practicidade, para sair de casa feita mendiga, ou lá perto.

Sei que este estilo, mais shabby que chic, não é para todos, que também me cruzo com pessoal de fato e gravata, ou de saltos altos a passear os bobbies, mas é a minha opção.

O Kiko que é um puto esperto, começa a girar o focinho para um lado e para o outro, como quem pergunta o que se passa. E com toda a razão! Normalmente não há passeio aquela hora, muito menos com a "mãe".

Bastou dizer-lhe que íamos ver a doutora para ficar excitado. Para quem duvida que os cães percebem "humanês" na perfeição só vos digo: o puto arrastou-me até à clínica veterinária feito um husky de corridas de trenó. De cada vez que tínhamos que parar para atravessar uma rua com os devidos cuidados, quando arrancava era com o dobro da pujança. Arre, cão!

Fomos pela vacina da raiva, que estava na altura, e aproveitámos a ocasião para despachar já também o comprimido da pulga e o desparasitante interno.
O Kiko só fica nervoso quando o coloco em cima da bancada. Treme de tal modo que a auscultação é uma missão quase impossível.

Felizmente, dar injeções e comprimidos ao Kiko é a coisa mais simples do mundo. Basta a veterinária ter o jarro de biscoitos à mão, espalhar alguns em cima da bancada, o miúdo entra em modo aspirador, numa gula desenfreada que nem sente a pica, e os comprimidos nem são mastigados, mas engolidos. Mesmo aqueles que têm um sabor intragável e costumam ser cuspidos pelos outros cães, que não o Kiko em modo aspirador.
Sempre de cauda a abanar, feliz da vida.

Assim o que na minha percepção é uma ida ao médico, para pôr as vacinas em dia, para ele é simplesmente uma visita a amigos, para comer biscoitos e receber mimos.







segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Vida de cão: a farmácia caseira do cão.


Não haverá casa alguma que não tenha uma mini farmácia, um arsenal de medicamentos e produtos de higiene e bem estar a pensar num sem número de indisposições e maleitas, desde a aspirina, o ibuprofeno, o paracetamol, o antidiarreico, a pomada para queimaduras e feridas, a água oxigenada, o álcool, etc, etc, etc.

Se a família conta com membros de quatro patas então nada mais natural que ter à disposição alguns produtos especialmente a pensar neles. De preferência totalmente separados dos nossos, porque o que é permitido e benéfico para os humanos é geralmente tóxico e até mortal para os animais.

Dou-vos alguns exemplos dos itens que pertencem à "farmácia caseira" do Kiko:

- Compressas de gaze esterilizada e unidoses de soro fisiológico, usualmente utilizadas para lhe limpar os olhos e qualquer ferida.

- Pomada Omnimatrix, que é uma pomada que promove a regeneração e a cicatrização da pele de qualquer animal. Utilizamos nas patas quando notamos que a pele destas está rija, seca, menos macia. Temos que nos lembrar que as patas dos animais andam em contacto directo com todo o tipo de solo - de relva, areia, terra, calçada e alcatrão, e há que ter especial atenção a esta parte do corpo antes que se criem lesões.
Decerto há vários produtos similares no mercado, mas esta marca foi-me receitada pela veterinária e desde aí é esta que usamos.

- Pasta de dentes e hidrogel. Lembro que todos os produtos utilizados para a higiene oral canina são especificamente concebidos para eles. Os nossos produtos não lhes são adequados.

- Betadine, o clássico desinfectante e antisséptico.

- Pente próprio para apanhar pulgas, e pinça para carraças. Para o caso de alguma escapar ao efeito do comprimido.





terça-feira, 28 de novembro de 2017

Vida de cão: O primeiro milagre do Natal.



Desde há uma semana para cá que o Kiko se deita calmamente no sofá, totalmente descontraído, para uma rápida passagem com o secador após a lavagem de patinhas e "partes" que ocorre a seguir aos passeios.

O secador é um instrumento sazonal, usado com regularidade somente com a chegada do frio.

Até à data, o comum era vê-lo em grandes corridas pelo sofá, a ladrar para o secador.
Como não houve qualquer acção da nossa que motivasse esta mudança de atitude, então só pode ser milagre natalício.

Como a cavalo dado não se olha o dente, obrigada, Pai Natal.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Vida de cão: A dificil arte de enganar um cão


Quando digo que o Kiko entende tudo, é porque ele entende mesmo tudo. Garanto-vos que é uma afirmação que não tem por base o tremendo afecto que lhe tenho, mas antes as surpresas e as provas que ele próprio providencia quotidianamente.

Aliás, da minha experiência com animais de estimação ao longo dos anos, dos peixinhos de aquário, ao coelho, aos gatos e agora ao fiel canino, sobressai sempre a impressão de que seja qual a for a espécie, estes amiguinhos são muito mais inteligentes do que por vezes pensamos.

Uma das muitas provas, no caso do Kiko, é a trabalheira que dá tentar enganá-lo.

Este é um dos exemplos mais recentes:

Quando queremos ir dar um passeio maior com o Kiko, gostamos de sair uns minutos com ele à rua para que este se alivie antes de o enfiar no carro. Só para irmos mais descansados, já que ele gosta tanto de andar de carro, que vai numa constante excitação até chegarmos ao destino.

Se o sacana perceber que é dia de passeata, (o que não lhe é nada difícil), mal saia à rua vai procurar o carro e teimar naquela direcção tipo cão de trenó, e qualquer tentativa em puxá-lo para outro lado para que foque em fazer pelo menos um par de chichis é uma tarefa penosa.

Então, numa destas ocasiões, experimentámos uma estratégia em que consistia em fingir que era somente um dia como os outros, daqueles em que a voltinha se dá somente pela aldeia. Já havia combinado com o marido - "esperas 10/15 minutos e depois "coiso", ok?" - sendo a palavra "coiso" código para "preparas-te e encontramo-nos no estacionamento, até lá não dá pistas, não mexe, não respira, não nada.
Funcionou lindamente!

No fim de semana seguinte decidimos repetir a estratégia vencedora. Mas eis que houve um deslize no momento em que estávamos, ( eu e o cão), a sair de casa para a voltinha, e o marido comete o deslize de dizer "já vou ter convosco ao carro".  Foi o suficiente para o miúdo perceber a marosca e transformar-se num possante husky do Alasca.



quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Vida de cão: Da diarreia...



Desde ontem que o Kiko anda com diarreia.
Felizmente não demonstra sinais de qualquer má disposição, nem apatia, nem perda de apetite, nem diminuição da vontade de brincar, nem alteração do consumo de água. Pronto, nada diferente do habitual, não fosse o que anda a defecar.

Ontem, como era bem cedinho, não me dei conta que ele se tinha aliviado no escritório. Voltei preocupada da nossa caminhada, porque como era possível passada toda uma noite aquele miúdo não ter vontade de fazer?!
Afinal já tinha feito. Em casa.

Antes da volta do almoço, idem. Hoje, voltou-se a repetir, tanto de manhã, como mesmo há pouco.

Nunca lhe ralho nem o castigo por fazer em casa. Pelo contrário, digo-lhe que não faz mal, que está tudo bem, e que ele é lindo.
Em primeiro lugar, porque não o faz por hábito mas somente quando se sente mal, doentinho, quando não o pode evitar.
Em segundo, porque na urgência de se aliviar que qualquer ser vivo sente durante uma diarreia, ele é incrivelmente inteligente e asseado ao escolher o chão da divisão onde menos circulamos, ao invés de o fazer em cima ou ao lado da cama, do sofá, etc.

Neste momento está a arrefecer uma canjinha de peito de frango, arroz e cenoura, que será o seu almoço, seguido de umas rodelas de banana.






segunda-feira, 3 de julho de 2017

Vida de cão: Auto-controlo



A três meses dos 3 anos, o Kiko está um menino crescido e já dá lições de auto-controlo.

Marido coloca-lhe à frente o prato onde repousavam dois suculentos bifes. Estoicamente, nem por um segundo ameaçou ir contra o comando que o "paizinho" lhe havia dado de "só cheirar".

Não fosse o espanador a rodar a 100 à hora, ninguém diria que ele gosta de bife.

domingo, 7 de maio de 2017

Vida de cão: Uma edição especial "Pais e Filhos"


Encontrámos na banca de uma papelaria uma edição especial da revista "Pais e filhos" totalmente dedicada aos cães: - "A vida de um cão - Guia completo dos 0 aos 15 anos - Manual de dicas e conselhos para manter o seu cão feliz".
São cerca de 130 páginas onde se aborda uma panóplia de temas relevantes desde a escolha de um animal, os pormenores em redor da chegada deste, ao que fazer quando já existe um cão residente e se pretende adoptar mais um animal, regras e comportamento canino, a questão das férias, ensino, legislação, bem estar animal, actividades, saúde... Tudo por palavras de veterinários e entendidos da matéria.

Os capítulos que já li entretanto agradaram-me pelo tom sensato e conteúdo repleto de informação e factos.
Decidi partilhá-la convosco porque, para além de ser útil, é de louvar quem se preocupa com a transmissão de factos e conhecimentos, colocando o sensacionalismo e desinformação de parte.


 
 


terça-feira, 18 de abril de 2017

Vida de cão: a caminho dos 3 anos...


... e o Kiko ainda surpreende.

Em muitos aspectos, mas sobressai o quanto ele nos entende. Só vos digo que só falta um dia o puto começar a ladrar em português.

Todos os dias, após cada passeio, há um ritual de limpeza que é essencial sobretudo pelo facto de ele andar livremente por toda a casa, por cima dos sofás, da cama, etc.

Basicamente após cada ida à rua, salvo raras excepções, damos-lhe um pequeno duche com água morna. Não total, mas com a intenção de lhe lavar as patas, o rabiosque, a barriguita, os bigodes...

Depois, em especial nesta estação do ano em que toda a bicharada acorda para a vida, inclusive pulgas e carraças, examinamos-lhe o pêlo e as patas.

Não seria extraordinário se lhe fosse dado sempre o mesmo comando. Mas como eu sou mais freestyle, tenho a imperdível mania de simplesmente conversar com ele, e depois fico boquiaberta quando ele me entende à primeira.

Como há um par de dias em que andava eu no "blá blá blá, Kiko" e de repente solto um "filhote, agora temos que ver se tens carracita", e o puto salta para cima de sofá e coloca-se imediatamente de barriga para cima, que é a posição do costume para investigarmos as patas em pormenor.



segunda-feira, 27 de março de 2017

cromices #147: Truques de magia para cães



Nem sei o momento exacto em que me ocorreu começar a fazer uma espécie de "truques de ilusionismo" para entreter o Kiko. Tenho a certeza que foi num daqueles dias em que o clima não ajuda aos passeios, os brinquedos não o cativam, e ele fica especialmente maçador.

O fantástico dos cães é que nos basta fazer qualquer coisa inesperada com uma dose generosa de entusiasmo e o maravilhamento é garantido. Para ambos, devo confessar.

Pois bem, preparem-se, que aqui a maga vai revelar um dos seus truques!

Escondam algumas bolinhas nas mangas. Mexam as mãos com teatralidade, adicionem uns efeitos sonoros e vão "espremendo" as bolinhas, uma a uma, para fora do esconderijo. Garanto-vos que é a loucura total! Por aqui o Kiko fica em puro êxtase e até me devolve as bolas como que a pedir um encore!





domingo, 19 de março de 2017

Vida de cão: Atenção à lagarta do pinheiro


Na povoação onde vivem os meus pais existe um parque canino, e ao pé deste um ou outro pinheiro. Não seria um facto em nada relevante não estivesse esse pinheiro a servir de morada à nefasta praga que é a lagarta do pinheiro. Ao que parece um dos cães que se passeiam pelo parque, curioso como todos os cães, sofreu na pele a consequência da presença destes bichos. Teve que levar quase meia dúzia de injecções devido às toxinas que a processionária injecta nas suas vítimas e perderá parte da língua devido a uma necrose dos tecidos.

Esta lagarta não é só perigosa para animais, mas também para as pessoas, em especial para as crianças, e até para as próprias árvores.
Esta espécie ataca pinheiros e cedros, e é comum em Portugal. Por isso decidi partilhar convosco um texto que retirei da página do ICNF, e onde poderão ver fotos destes insectos nas suas várias fases de desenvolvimento.


"1 - O que é a Processionária ou Lagarta do Pinheiro?

A processionária ou lagarta-do-pinheiro (Thaumetopoea pityocampa Schiff.) é um inseto desfolhador que afeta as espécies dos géneros Pinus e Cedrus. Este inseto é endémico em Portugal e a severidade dos ataques depende do nível populacional, o qual é por sua vez profundamente influenciado pelas condições meteorológicas (temperatura e insolação), pelo conjunto de inimigos naturais ativos em cada estádio de desenvolvimento da praga (aéreo ou subterrâneo) e pela qualidade e quantidade de alimento, dos quais depende a fecundidade das fêmeas.
O nome processionária vem da procissão formada pelas lagartas quando abandonam a parte aérea da árvore e se dirigem para o solo, onde se enterram para iniciarem a fase de pupa que pode durar de 1 a 3 anos.


2 - Quais as espécies hospedeiras mais comuns em Portugal?

Em Portugal os hospedeiros principais deste inseto são os pinheiros, qualquer que seja a sua espécie.


3 - Que sintomas se podem associar à Lagarta do Pinheiro?

Os sintomas mais conhecidos são os ninhos, que constroem na ponta dos ramos, onde se refugiam quando não se estão a alimentar durante o Inverno.
No entanto, entre julho e novembro podem observar-se tufos de agulhas avermelhadas, ligadas por fios sedosos, nos ramos expostos ao sol, sendo visíveis lagartas dos primeiro e segundo instares. Os ninhos grandes, em forma de bolsões, constituídos por fios brancos e sedosos, na parte apical dos ramos expostos ao sol, aparecem a partir do Outono.


4 - A Processionária pode ser perigosa para pessoas e animais?

Sim. As lagartas da processionária-do-pinheiro a partir do terceiro instar (novembro-dezembro) desenvolvem pêlos urticantes que provocam alergias na pele, nos olhos e no aparelho respiratório dos seres humanos e podem provocar os mesmos sintomas nos animais.


5 - O que fazer quando se encontram lagartas de processionária?

a)    Se encontrar em área florestal (que não seja sua propriedade) afaste-se;
b)    Se encontrar em espaços públicos em áreas urbanas:
a.    Afaste-se e entre em contacto com a Proteção Civil, Câmara Municipal ou com os serviços regionais do ICNF I.P. http://www.icnf.pt/portal/icnf/contact/serv-desc
b.    Nas escolas e outros locais onde estejam presentes crianças, impedir, sempre que possível, o seu acesso à zona das árvores atacadas sobretudo na altura em que as lagartas descem da árvore.
c.    Em caso de aparecimento de sintomas de alergia, consulte de imediato o posto médico mais próximo.
c)    Se encontrar na sua propriedade, deve tomar as medidas necessárias e recomendadas para controlar ou eliminar a presença do inseto, evitando a sua dispersão.


6 - Como se dispersa a processionária?
O inseto pode dispersar-se de forma natural através do voo dos adultos ou através da circulação de plantas ou partes de plantas hospedeiras. As fêmeas podem voar alguns quilómetros para selecionar um hospedeiro e aí efetuarem as suas posturas. Como elas se dirigem para as silhuetas dos pinheiros, as posturas concentram-se nas árvores de bordadura ou naquelas que se encontram isoladas.


7 - Que medidas de controlo podem ser tomadas?
Existem diversos meios de controlo que podem ser aplicados:
janeiro a maio: destruição das lagartas em procissão e pupas no solo

Aplicar cintas adesivas nos troncos das árvores embebidas em cola à base de poli-isolbutadieno  para captura das lagartas aquando da procissão de enterramento;
  • Proceder à recolha manual e queima das lagartas encontradas no solo (cuidado com os pelos urticantes!);
  • Mobilizar o solo, nos locais onde se suspeita de enterramento, para destruição das pupas.

  • junho a setembro: uso de armadilhas
    • Instalar armadilhas iscadas com feromonas sexuais (1 a 3 por hectare), para captura de machos (borboletas).

    setembro a outubro/novembro: tratamentos bioquímicos
    • Através de inibidores de crescimento, hormonas de muda dos insetos e inseticidas microbiológicos à base de Bacillus thuringiensis (apenas eficaz no estado de ovo ou nos primeiros instares de desenvolvimento larvar 8-10 mm de comprimento) - até outubro;
    • Através de microinjeção no tronco (lagartas até 30 mm) - normalmente eficaz entre setembro e novembro.

    outubro a dezembro: destruição de ninhos
    • Proceder à remoção manual dos ninhos seguida de queima ou injeção de um inseticida piretróide de síntese nos ninhos (ação a executar durante o dia, quando as lagartas se encontram no ninho).
    8 - Quem deve proceder aos tratamentos para controlo da processionária?

    As medidas de controlo para a processionária devem ser tomadas pelos proprietários/gestores das árvores afetadas. No caso da aplicação de inseticidas devem ser observadas as normas de higiene e segurança e só podem ser aplicados inseticidas aprovados pela DGAV, seguindo os requisitos legais de comercialização e aplicação de produtos fitofarmacêuticos, pelo que deve sempre consultar o sitio digital da DGAV antes de qualquer aplicação:
    http://www.dgv.min-agricultura.pt/portal/page/portal/DGV/genericos?actualmenu=3665921&generico=3669837&cboui=3669837 "

    quinta-feira, 16 de março de 2017

    coisas de opinar: A gentil arte de fazer inimigos.



    A caminho dos 38 anos, a pessoa que sou hoje é uma versão muito distante da miúda que deixava as questões por resolver, que optava, (pelo menos na maioria das situações, até porque há limites), por fugir de possíveis confrontos, e ficava calada.

    O que se passou esta manhã foi um óptimo exemplo:

    Ao pé da minha casa há um café, e muitos dos seus clientes cumprem a secular tradição nacional de querer estacionar o mais próximo possível da porta do estabelecimento, mesmo que isso implique ocupar o passeio, dificultando a vida aos peões, e até correndo o risco de os atropelar, pois decidem subir com os veículos numa zona onde o passeio é mais baixinho, mas que não tem qualquer visibilidade, e toca de avançar por cima do passeio, por vezes a toda a brida, surpreendendo quem vai a pé que só não é passado a ferro se tiver bons reflexos.

    A desculpa de não haver estacionamento disponível simplesmente não é desculpa, pois a 10 metros de distância há toda uma rua com imensos lugares à espera de serem usados. Trata-se simplesmente de uma questão de preguiça e egoísmo, uma daquelas situações em que se pensa só na própria comodidade e que se lixem os outros. Às vezes nem é por maldade, é porque vamos pela vida em piloto automático, em que a variável "outro" nem sequer chega a entrar na equação das nossas vidas, nem é um factor considerado.

    Esta situação não é de agora, arrasta-se há anos. Mas em cada manhã que vou passear o Kiko e me confronto com o passeio ocupado, ou que quase somos atropelados, é mais uma gota no copo, e inevitavelmente chega o dia em que o copo transborda.

    Hoje foi o dia.
    Há umas semanas que o passeio tem sido ocupado por três ou quatro carrinhas, do transporte de pessoal da construção civil que vão ao café antes do trabalho.
    Já no regresso para casa, tivemos mais uma vez que optar por contornar uma das carrinhas pelo lado da estrada e corrermos o risco de sermos atropelados, (que os condutores que por aqui passam demonstram cada vez mais uma conduta perigosa, desatenta e até criminosa), ou passar pelo lado de dentro, num corredorzinho com cerca de 30 cm de largura entre a carrinha e muros, em que implicaria eu levar com folhagem e ramos de sebes na cara. Optei pela segunda.

    Após libertar-me daquele emaranhado de verde que tive que furar com a cabeça, dei de caras com um aglomerado de pessoas que presumi e bem serem os ocupantes das carrinhas. E pensei que de hoje não passaria, e lá fui dar-lhes uma palavrinha.
    Perguntei a um senhor se era o condutor da carrinha que acabara de contornar, disse que não. Mas logo apareceu um senhor solícito, que embora também não fosse o condutor, se mostrou disponível para me ouvir.
    Com educação e gentileza, usando até um por favor pelo meio, pedi-lhes se lhes seria possível passarem a estacionar 10 metros mais atrás. Que ali havia toda uma rua com "quilos" de estacionamento, e assim não bloqueavam o passeio. Que é perigoso ter que passar pela estrada, e havendo estacionamento não há necessidade de tal.
    Um dos senhores concordou de forma enfática comigo. Os outros não sei, pois mal expus o meu pedido agradeci e segui caminho.

    Quando chegámos a casa e contei ao marido, meneou a cabeça e soltou um "lá estás tu a fazer inimigos".
    É nestes momentos que me sinto como o Sheldon do Big Bang em termos de aptidões sociais. Disse-lhe veementemente que achava que não. Se tinha sido educada e gentil, se usei um tom amigável e até um "por favor", se expus de forma breve um bom argumento, e apresentei uma melhor solução que respeita as necessidades de ambos, não há motivo para encarar esta abordagem como uma entrada em guerra.
    Eu sei, eu sei... As pessoas, na grande maioria, não gostam nem um pouco de ser contrariadas e aceitam pessimamente as críticas, venham elas com pregos ou paninhos de pelica.

    Neste momento sobressai a minha esperança no poder da argumentação, da diplomacia, e simplesmente da boa vontade entre as pessoas. Amanhã de manhã, em mais um passeio matinal com o Kiko, logo tirarei uma conclusão sobre se o diálogo vence, ou neste mundo estamo-nos mesmo a cagar para os outros.

    Depois conto-vos.





    quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

    cromices #141: Se eu abrisse um restaurante...



    ... seria, decididamente, um restaurante para cães.

    Todos os dias, desde há cerca de 2 anos, que preparo almoço e jantar para o Kiko. Em todas as refeições ele reage como se lhe tivesse preparado o melhor maná do mundo, tal a satisfação.

    Com a precisão de um relógio suíço, quando a hora da refeição se aproxima, vem-me lamber a boca, (é assim que os lobinhos pedem comida à mãe loba), fazendo uma espécie de choradinho. Segue-me até à cozinha e fica sentado no tapete onde temos as suas malgas, completamente vidrado em todos os meus movimentos.

    O par de minutos em que coloco a malga no parapeito da janela, para que a comida esfrie um pouco, a excitação é tanta que as pernas lhe tremem.
    Quando me vê aproximar para finalmente lhe servir a refeição, dá um par de voltinhas antes de aspirar tudo em segundos.
    Já o vi comer inúmeras vezes, e continua a dar-me um prazer indescritível.
    Deixa a malga impecável, sem qualquer migalha. Arrota. Vem-nos lamber as mãos, e volta para dar mais umas lambidelas na tigela. Passa os 5 minutos seguintes a lamber-se e a abanar a cauda.

    Nunca cozinhei para nenhum humano que o fizesse. Que fosse tão efusivo e agradecido à "cozinheira", que nunca reclamasse ou fizesse cara feia ao que lhe aparece no prato, seja porque não lhe apetecia aquilo ou qualquer outro motivo.

    O Kiko acabou de almoçar há minutos: salmão cozido com batata doce. Não há nada mais básico que peixe cozido com batatas, mas todos os dias faz-me sentir como uma finalista do masterchef.

    Os cães rulam! Ponto.



    terça-feira, 13 de dezembro de 2016

    Vida de cão: É tão bom quando a minha "maluquice" serve para algo...



    Há umas semanas, durante um passeio nocturno com o meu marido, o Kiko foi atropelado numa passadeira. Felizmente foi "só" uma pancada. Felizmente o carro vinha devagar, e o Kiko não ficou com nenhuma mazela física do sucedido, como foi comprovado na clínica.

    Digo "só", porque quando nessa noite os dois chegaram a casa num estado de nervos que só visto, o marido mais pálido que um fantasma, e eu só conseguia pensar em como o desfecho poderia ter sido bem pior. Como poderia ter ficado sem o meu filho-cão, ou até ambos, e senti-me incrivelmente grata por os ter ali comigo. Porque infelizmente há histórias assim, com finais infelizes, porque por um motivo qualquer um condutor decide não parar na passadeira. E eu cruzo-me com dezenas desses indivíduos por dia.

    Na altura, quando desabafei o sucedido no meu face, fui sincera na minha expressão de gratidão, e em alguma compreensão para com os condutores. Afinal só se é perfeito em alguma coisa não a fazendo, porque na prática não há ser humano que não cometa erros. A civilidade requer alguma indulgência e empatia, sobretudo se a prioridade é inspirar a fazer melhor.

    Para ser totalmente franca, a minha relação com os condutores que não param nas passadeiras é ambígua: obrigo-me à tal postura compreensiva e flexível, mas é muito difícil manter-me nessa frequência zen quando todos os dias atravesso n ruas, e lá ficamos, eu e o Kiko, parados à frente da passadeira, mostrando a nossa intenção de atravessar e a grande maioria dos condutores simplesmente opta por nos ignorar e seguir.
    Sendo como sou, enquanto não aprendo a ser melhor, é claro que coloco o sorriso, o apelo ao cuidado e à concórdia e o zen no bolso e desato aos berros: "Oh filho de uma grande puta, a passadeira não é só para enfeitar, otário!"

    E isto não é nada! Porque no dia que eu me fartar de vez começo a fotografar ou a filmar as transgressões e a fazer queixa na polícia. Da mesma forma que acharia muito bem que fizessem o mesmo aos peões que se atiram para a estrada impulsivamente sem qualquer respeito pelas regras de segurança, ou que ficam na converseta em frente às passadeiras, deixando os condutores na dúvida e em sobreaviso.

    Retomando o fio à meada...

    O meu Kiko não ficou com mazelas físicas, felizmente, mas este episódio traumatizou-o.
    Daí também tanta hostilidade da minha parte para com os infractores. Porque há muito boa gente que considera não parar numa passadeira uma coisa menor, algo sem importância, mas por causa da distração, da preguiça em parar, da pressa, ou seja lá qual tenha sido o motivo daquele condutor, agora somos nós que temos que lidar com a batata quente. Algo tão fácil de evitar se meterem na cabeça que as regras foram definidas com um propósito claro e em nome da segurança de todos há que segui-las.
    É uma lição de vida que se aplica a muita coisa: a irresponsabilidade de uns sobra sempre para terceiros.

    Para começar, o Kiko quando levou a pancada, (que não tendo deixado marcas magoou-o, e não deve ter sido pouco), estava a olhar para o meu marido, então na sua cabecinha associou o evento ao paizinho.
    E embora saibamos que com carinho, treino, tempo e persistência a coisa voltará ao normal, é muito mas muito triste lidar com um cãozinho que nos primeiros dias após o evento mostrava algum receio do seu paizinho, e a natural tristeza do meu marido, que tal como eu o adora como um filho.
    Que especialmente à noite, (por ter sido o período em que ocorreu), saía à rua sempre assustado, com pavor da rua onde se sucedeu e a querer voltar para casa após menos de dez minutos na rua.

    Semanas depois temos ainda muito trabalho pela frente.

    As brincadeiras com a bola num dos jardins da aldeia com o meu marido ajudaram bastante, assim como muitos dos passeios nocturnos terem passado para mim.
    Levo sempre um saquinho com bocadinhos de ração com que o suborno para seguirmos caminho, e uso a minha "maluquice", que quem diria, nos tem ajudado tanto.
    O que chamo "maluquice" não é nada mais que ir falando com o Kiko durante todo o passeio, em voz alta e com o tom mais efusivo e alegre que sou capaz. Celebro tudo o que ele faz, desde os chichis, ao cocós, aos comandos que ele obedeça, ao manter-se calmo e feliz, etc, como se o Kiko tivesse ganho um Nobel mas com a energia própria de um concerto dos Rolling Stones:
    "Bravo! Que lindo pipi"; "Que cocó maravilhoso, Kiko"; "Que corajoso! Que lindo! Que forte!"; "Uau! Boa Kiko!"; "Yeah! Maravilhoso! É assim mesmo!".

    A cada elogio feito, o Kiko empina a cauda e o peito, e segue todo pimpão enfrentando medos.








    quarta-feira, 30 de novembro de 2016

    vida de cão: Bromance, acto II



    Outro cão por quem o Kiko nutre uma paixão assolapada é o Simba. Cão de porte médio, com cerca de 6 ou 7 anos.

    É o meu marido que me vai relatando os contornos divertidos desta amizade, já que se encontram sempre quando é a sua vez de passear o Kiko, e optamos normalmente por itinerários diferentes.

    O Simba mora numa parte da aldeia em que é, por enquanto, seguro soltar os cães, e dar-lhes uns minutos de liberdade para correr, brincar e gastar as pilhas.

    O Kiko pode ir distraído nos seus afazeres caninos, farejando atenta e descontraidamente cada metro quadrado de chão, regando cada canteiro, arbusto e árvore, mas quando o "paizinho" lhe diz "Olha ali o Simba", em menos de dois segundos muda totalmente. A cabeça parece um cata-vento e quando vê o amigo, quer este esteja perto ou a 100 metros de distância, mete o turbo e corre em sua direcção na velocidade máxima, desenhando círculos em seu redor.

    A reacção do amigo não é menos engraçada: ora arma-se em difícil, ou arranca também numa correria, alinhando nas brincadeiras.

    A felicidade do Kiko é tamanha quando se apercebe do amigo que, numa destas manhãs ficou com o cocó a meio. Desatou a correr antes de terminar o serviço, obrigando o paizinho a uma perseguição para lhe limpar o rabo.




    vida de cão: Bromance



    Numa das ruas onde passeamos diariamente, vive um pequeno caniche sénior que o Kiko adora, ama de paixão.

    Todos os dias o Kiko perde um par de minutos a cheirar o portão da casa do seu amigo. Notando que este não está continuamos caminho. Mas, independentemente de estarmos longe ou perto, se o amiguinho decide aparecer e ladrar, o Kiko fica histérico de alegria, uiva, e arrasta-me a correr ao seu encontro.

    Segue-se um ritual entre amigos ao qual eu franzo o sobrolho, mas eles lá saberão do que gostam e como comunicar: ladram, abanam a cauda, cada um com a energia própria da sua idade, e fazem chichi no portão à vez.

    O pequeno caniche farta-se rapidamente e vai inspecionar o outro lado do pátio, desaparecendo do raio de visão do Kiko, o que inicia da parte do meu miúdo uma sinfonia de uivos. Assim uma coisa profundamente emocional e sentida.
    Eu estranho o outro não se sentir atraído pelo chamamento e ajudo à festa: "Amiguinho! Amiguinho! Olha o Kiko a chamar-te!"

    Nada.

    Aparece, mas sem grande reacção aos uivos.

    Aparece a dona e ficamos uns minutos a conversar. Embevecidas pela forma como o meu tenta escavar o portão na tentativa de se juntar ao amigo.

    Até que me confessa: o pequeno caniche é surdo que nem uma porta. Não é que estivesse a ignorar o Kiko conscientemente, simplesmente não o ouve, por maior que seja o escarcéu.


    segunda-feira, 31 de outubro de 2016

    Vida de cão: Uma opinião sobre trelas.



    As básicas de nylon são terrivelmente abrasivas para as mãos.

    É importante que o mosquetão seja sempre em metal, e de boa qualidade. Ninguém precisa que a coisa se avarie ou se parte a meio de um passeio.
    Igualmente importante é que as pecinhas estejam cosidas à trela e não somente coladas, pelos mesmos motivos.

    As forradas a algodão ou outro material fofinho são óptimas, e giras. O único senão é que sendo lavadas à mão para não estragar o mosquetão, passado algum tempo ficam irremediavelmente feias e encardidas.

    Sou alérgica a trelas retrácteis, e nunca irei optar por uma. Um dos aspectos mais chatos da socialização entre cães à trela é que, em 99% das ocasiões, as trelas vão-se emaranhar uma na outra, obrigando pelo menos um dos tutores a enfiar a mão na massa e desembaraçar aquele nó de trelas e cães irrequietos. Certinho garantido que trará, para além do bicho, um par de dedos cortados pela merda do fio da trela extensível.

    A minha trela favorita até ao momento foi concebida como um acessório para a prática de desporto com o cão.
    Esta acopla-se ao pulso, logo as mãos andam livres, o que me dá imenso jeito nem que seja para manusear mais livre e despreocupadamente o saquinho de apanhar dejectos. É um pormenor que também dá imenso jeito quando se está a esplanar, etc.

    Outras duas características que fazem desta trela a merecedora da medalha de ouro entre todas as que já experimentámos, é o seu comprimento regulável, o facto de ser bastante macia e confortável, e ter um segmento junto à zona da coleira que funciona como amortecedor, evitando a brusquidão dos puxões.

    Estou mesmo muito satisfeita com este modelo, e até me parece difícil que surja um melhor.






    segunda-feira, 26 de setembro de 2016

    Vida de cão: O "mimómetro"


    Embora não exista propriamente uma maquineta que nos indica o quanto estragámos o Kiko com tanto mimo, o tal "mimómetro", existem alguns claros indicadores. Uns quantos pormenores no seu comportamento que acho hilariantes.

    Partilho convosco um par deles.

    O primeiro é quando "Sua Alteza Real" vai em passeio, e depois há uma qualquer coisinha que se aloja na pata e o incomoda. Pois bem, basta uma pequena folha, uma pétala agarrada ao pêlo, um ínfimo pauzinho, uma coisinha mínima para que o menino Kiko dê dois ou três passos a mancar, para depois parar e esperar que a mãezinha ou o paizinho lhe examinem a pata. O que normalmente acontece em menos de nada. Já está tão habituado que chega a esticar a patinha para a vermos melhor mal nos aproximamos dele. Quando se sente liberto do corpo estranho segue de cauda alçada, trotando com plena satisfação.

    O segundo exemplo tem a ver com cocó. Às vezes a coisa não é tão simples quanto se deseja, e parte do dejecto fica preso. Pois bem, o Kiko não é menino para esfregar o rabiosque na relva ou ir lá com o nariz. Simplesmente fica imóvel, à espera que o libertemos daquela maçada. Coisa muito fácil de se fazer usando um saquinho como luva. A reacção é sempre a mesma: segue sorridente e altaneiro.


    terça-feira, 23 de agosto de 2016

    Vida de cão: Jantar fora com o Kiko.



    Ontem, pela primeira vez, fomos jantar fora e levámos o Kiko connosco.

    Optámos por uma das esplanadas de que somos clientes habituais. Já o levámos para várias esplanadas, mas até ontem, nunca para uma refeição mais morosa. Por ser a primeira experiência optámos por um local calmo, afastado q.b. do bulício das ruas, e por uma refeição leve e rápida de preparar.

    O Kiko continua a ser um cão activo, mas nada que se assemelhe à pulga eléctrica que ele foi em pequeno.
    Mesmo estando rodeado de pessoas, e sendo interpelado de vez em quando para levar umas festas, portou-se muito bem.
    Como é um guloso de primeira, a comida é um estímulo que funciona na perfeição com ele: basta ir-lhe dando um bocadinho de qualquer coisa de vez em quando para ele se aquietar e ficar sentado a olhar para nós.

    Estou contente. É uma experiência que podemos repetir. E com o passar do tempo poderemos experimentar locais mais movimentados e demorados.