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quarta-feira, 14 de agosto de 2019
coisas de comer: Mousse de chocolate e café vegana
Apetecia-me mousse de chocolate. Daquelas caseiras, mas simples. Se possível, algo leve.
Procurei por receitas mas não encontrei nenhuma que me atraísse: não me apetecia nada com leite condensado, nem com ovos, nem com manteiga, nem com folhas de gelatina, muito menos algo que levasse todos estes ingredientes e mais alguns.
Mesmo na culinária acho que o "keep it simple" se aplica. E onde é que está escrita a regra que uma receita que leve tudo o que há na despensa há-de ser melhor?!
Abri uma embalagem de chocolate em pó Pantagruel para dentro de uma taça. Adicionei uma taça com um café dolce gusto acabadinho de tirar. Mexi. Adicionei uma pitada de canela em pó e um pacote de natas veganas (200ml). Bati com a máquina, usando o acessório "vara de arames", até ter alguma consistência. Coloquei no frigorífico.
Retirei uma segunda embalagem de natas veganas (200ml) do frio que bati até ficar em chantilly. Às mesmas adicionei, a meio do processo, duas colheres de sopa de açúcar.
Retiro a taça do frigorífico com o primeiro preparado. A este adiciono o chantilly que envolvo cuidadosamente.
Está pronta a mousse, que volta para o frio.
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
coisas de comer: O amigo forno e a alquimia das sobras
Regra geral, todas as semanas faço um prato de forno. Aliás, neste preciso momento, tenho um empadão de carne ainda lá dentro, acabadinho de fazer.
Nos pratos de forno aplico a mesma filosofia que às sopas: nunca faço quantidade somente para aquela refeição. Sobeja sempre e é de propósito.
Franzo o sobrolho a quem torce o nariz às sobras. Penso logo que não é pessoa que passe muito tempo na cozinha, senão saberia dar mais valor ao trabalho e tempo que poupam; que não é propriamente muito poupada, senão também saberia que vale mesmo a pena render a hora ou hora e meia de electricidade que gastamos por ter o forno ligado por duas ou mais refeições. E por fim, que não é muito imaginativa, senão saberia que as sobras são o alicerce de pratos muito saborosos.
Querem um exemplo:
Domingo passado assei um belo de naco de carne porco, generosamente temperado com ervas, sumo de laranja, pimentão, pimentas, alho, sal e azeite. Fi-lo com batatinhas novas.
Para além de sandes rápidas com queijo, verdes e mostarda, acompanhadas de sopa, para um dos meus almoços, ainda deu para um arroz de carne malandrinho à portuguesa. Basicamente faz-se o refogado com uma cebola picada, alho, ervas a gosto, e uma cenoura grande aos cubos. Junta-se vinho branco, duas ou três colheres de polpa de tomate, sal, e a carne cortada em pedaços. Adiciona-se o arroz e a quantidade necessária de água a ferver. Delicioso.
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
coisas de comer: sabores de Outono
Gosto de sentir a mudança das estações. A vida seria muito mais monótona sem estas.
Aprecio todas as estações do ano, mas o Outono é especial. No Outono tudo se ameniza e, não há nada como a sua paleta de cores.
E tudo isto se vivencia com todos os sentidos, inclusive o palato, porque a sazonalidade encontra na mesa o seu reflexo.
Com o Outono chega também o apetite por assados.
Como um suculento e macio pernil de porco, que deixámos marinar depois de o envolver numa mistura, que entre várias opções possíveis pode ser de alhos esmagados, sal, pimenta, ervas várias como tomilho e alecrim, pimentão doce, azeite e vinho e, que vai ao forno acompanhado de cores de Outono. Uma qualquer mistura a gosto que envolva batatinhas, batata doce, cebola, cebolinhas, abóbora, castanhas, cenouras.
Como opção vegetariana, o seitan funciona muito bem marinado numa mistura de alhos esmagados, sal, pimenta, sumo de laranja e vinho tinto.
E as frutas da estação?
Como as maçãs reinetas assadas com mel, canela e um toque de vinho branco.
As romãs, as minhas favoritas, que sabem tão bem misturadas com iogurte grego.
Ou aindas as uvas e a pêra rocha, perfeitas para acompanhar queijos curados de sabor intenso.
Sabe-me bem o Outono.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
coisas de comer: Tarte de banana e leite condensado
Ontem apeteceu-me uma sobremesa, mas nada que fosse demasiado trabalhoso, doce ou decadente.
Gosto de comer, de satisfazer os meus apetites, mas sempre com uma dose de equilíbrio. Quando faço um doce, qualquer que seja, dou por mim a adaptar a receita, a cortar nas gorduras, no açúcar, nos ovos.
Pois bem, ao invés de seguir uma receita, pus-me a inventar com base no que tinha cá em casa.
Saiu uma espécie de tarte de banana, que hoje, após ter passado a noite no frigorífico dentro da boleira, ficou ainda melhor!
Ingredientes:
- 1 embalagem de massa quebrada (daquelas já prontas)
- 1 lata de leite condensado
- 1/2 lata de leite de coco
- 3 bananas (pareceu-me uma óptima forma de aproveitar a fruta já madura)
- sumo e raspa de 1 limão
- canela em pó a gosto
- 1 noz de manteiga ou margarina (usei becel)
Preparação:
1) Retirar a embalagem de massa quebrada do frio 10 minutos antes;
2) Colocar na liquidificadora as 3 bananas aos pedaços, o sumo de limão, o leite condensado e a meia lata de leite de coco. Bater tudo.
3) Levar este preparado ao lume, com a noz de manteiga ou margarina, sem deixar ferver, até engrossar um pouco. Adicionar canela em pó a gosto - eu gosto de muita! Mexer sempre.
4) Colocar a massa na tarteira, sem a separar do papel vegetal em que esta vem enrolada. (Usando o papel vegetal será tremendamente mais fácil retirar a tarte da tarteira).
5) Verter o preparado. Polvilhar com a raspa de limão e levar ao forno a cerca de 180º durante 30 minutos (se este já estiver pré aquecido) ou 40 minutos (sem pré aquecimento).
É uma tarte super rápida e fácil. Se decidirem experimentar, depois digam como correu!
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
coisas da casa #4: Flama Eurogrill
O Verão está a meio. A temperatura voltou a entrar nos "intas", ainda que temporariamente, segundo dizem.
E o Verão não se nota apenas nos dias, que são mais longos. Nem somente nos raios de sol que queimam a pele logo pela manhã. O Verão vê-se nas indumentárias, nas cores, sente-se no apetite.
O ratinho que toda a gente tem na barriga tem exigências sazonais. A fera demonstra um apetite voraz por saladas, bebidas e frutas frescas (geladas!), e claro, grelhados.
| Flama Eurogrill Inox 412 FL |
Se para nós, que moramos num apartamento, os grelhados deixaram de ser uma chatice a roçar a impossibilidade, é por causa deste grelhador eléctrico da Flama.
Hão-de dizer os "experts do bbq" que não se compara a um grelhado no carvão, que não é a mesma coisa. Claro que não é.
Mas para mim - que não me vejo (mesmo!) a fazer churrasquinho na varanda ou na via pública - este aparelho serve-me perfeitamente.
Como a resistência está no topo, não há gordura dos alimentos a cair-lhe em cima, logo não há fumos nem cheiros, não mais do que os produzidos pela confecção de uma outra qualquer refeição no fogão.
A comida assenta numa pequena grelha. Esta suportada por um pequeno tabuleiro, no qual se coloca um pouco de água. Significa que a gordura escorre para o mesmo, logo temos um grelhado menos gorduroso e mais saudável, ideal quando se trata de carne ou peixe.
Quando grelho vegetais, que é algo que muito apreciamos por aqui, simplesmente abdico da grelha, e coloco-os directamente no tabuleiro.
Acreditem quando vos digo que beringela, courgette e tomate grelhado é uma combinação vencedora, seja como acompanhamento, ou até como refeição vegetariana!
A limpeza é fácil, fácil!
Basta lavar o tabuleiro e a grelha, usando o mínimo esforço, ao contrário do que acontece quando se faz um bbq tradicional.
Mais um ponto positivo: a Flama é uma marca portuguesa. Recomendo.
domingo, 28 de julho de 2013
Sumo do dia
- 1 talhada generosa de melancia, com pevides e tudo (dá menos trabalho, e estas são benéficas para a saúde)
- 1 nectarina
- sumo de 1 limão
Cortar a fruta em pedaços pequenos. Deitar na liquidificadora, com o sumo de limão e água fresca a gosto.
sábado, 27 de abril de 2013
Coisas de comer - receitas com gengibre
Não é muito recente a adição do rizoma de gengibre na minha dieta. Acho que já terá passado sensivelmente um ano desde que decidi experimentar o gengibre fresco.
Inspirada pelos diversos programas televisivos de culinária, utilizei a internet para saber mais sobre este ingrediente. A lista de propriedades associadas ao gengibre são mais que muitas. Aliás, haverá algum orgão que não beneficie do consumo deste?!
Não tardou muito a que estivesse mais do que decidida a incorporar esta dádiva da Natureza na nossa alimentação. Questionava-me somente sobre o seu sabor...
Para quem nunca experimentou o gengibre fresco tem um sabor picante, forte, mas agradável. De sabor totalmente diferente da sua versão seca, em pó, usada normalmente na confecção de bolos.
É um produto que costumo encontrar facilmente em médias e grandes superfícies na zona dos legumes. É barato e rende imenso, especialmente para quem ainda se estiver a habituar ao sabor.
Deve ser guardado no frigorifico, sobretudo numa caixa hermética.
Extremamente versátil, basta aceder à internet para, em dois cliques, encontrarem centenas, se não milhares, de receitas com gengibre. Da carne ao peixe, a doces, a pratos vegetarianos, a sumos, o gengibre é polivalente.
Cá em casa, comecei por usar o gengibre em chá. Tomei-o ao longo de todo o inverno. Especialmente saboroso na versão chá de limão e gengibre.
Depois comecei a perceber-lhe melhor o sabor e a tentar combinações.
Gosto especialmente de sentir aquele travo picante e pungente em sumos naturais e em sopas. Portanto deixo-vos aqui duas das minhas muitas experiências. Espero que gostem. Mais ainda, espero que partilhem comigo as vossas!
Na liquidificadora juntem abacaxi, papaia, água fresca, folhas de hortelã e gengibre fresco q.b. . - E têm um sumo natural saboroso e muito saudável. Uma das muitas variações possíveis.
Experimentem igualmente adicionar gengibre aos vossos cremes de legumes. O último que fiz levou alho francês, cenoura, abóbora, batata, courgette, xuxu, alho, azeite, sal, e claro gengibre. Uma delícia!
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