quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Combater a gripe com remédios caseiros


Quando senti os primeiros sintomas desta "minha gripe" - que se fez notar através de exaustão e dores no corpo nos primeiros dias - a primeira coisa que fiz, (que faço sempre), foi pesquisar.

Saber mais, sobre qualquer que seja o tema, cria as bases necessárias para tomar decisões sobre como agir. Esta é a forma de reagir que me deixa mais confortável.

Então, toca a ler, em n sites sobre o vírus da gripe, o ciclo de vida do mesmo, os sintomas, os tratamentos e tudo o que mais havia para dizer sobre este bicharoco malvado.


(Se quiserem ler mais sobre este tema, este é um dos sites que recomendo.)


No site da Deco apareceu este texto, que coloco aqui, que de forma resumida apresenta a relação entre a gripe e os medicamentos:

"A infeção da gripe, em geral, evolui para a cura espontânea.
O paciente começa a sentir-se melhor 2 a 5 dias após o início dos sintomas e fica completamente restabelecido, no máximo, em duas semanas.
Os medicamentos sintomáticos, como analgésicos e antipiréticos, que habitualmente tomamos para a gripe não aceleram a cura, uma vez que nenhum consegue eliminar o vírus. Os antivirais, muito publicitados aquando da pandemia de gripe A, reduzem a duração da doença em um dia, mas apresentam diversos efeitos indesejáveis. Por isso, os médicos receitam-nos apenas a doentes com grande risco de complicações.
Os antibióticos são completamente inúteis (só combatem bactérias) e podem ser perigosos. O uso indiscriminado destes medicamentos permite que as bactérias criem resistências, tornando-se muito difíceis de combater. Por isso, os antibióticos devem ser reservados para as situações em que são indispensáveis, não devendo ser usados a título preventivo.

A solução será, então, resignar-se ao sofrimento? Não conseguirá fugir-lhe por completo, mas pode tomar medicamentos – paracetamol ou ibuprofeno – para aliviar sintomas como a dor e a febre. Leia sempre o folheto informativo e certifique-se, sobretudo, das contraindicações.

As grávidas, por exemplo, não devem tomar ácido acetilsalicílico. O mesmo se aplica às crianças com menos de 12 anos com infeções virais, como a gripe. Suspeita-se de que o medicamento possa desencadear síndroma de Reye, um problema raro, mas potencialmente mortal.

Quem sofre de úlcera de estômago não deve tomar anti-inflamatórios, como o ácido acetilsalicílico e o ibuprofeno.

O ideal é recorrer a fármacos com um só princípio ativo. Os antigripais, que incluem várias substâncias, devem ser evitados: não são mais eficazes e apresentam mais reações adversas.
Existem ainda produtos à base de plantas, como a equinácea, e homeopáticos (oscillococcinum). Porém, a sua eficácia não está comprovada.
A vitamina C, por seu lado, não previne a infeção, nem acelera a cura da gripe."


Após a pesquisa, as minhas conclusões...


Sou uma pessoa racional e de bom senso. Sei que a gripe pode derivar em situações mais complicadas. Há que estar alerta, conhecer os sintomas da doença, conhecer ainda melhor o nosso corpo, as suas respostas. Porque cada corpo é um caso, todos reagimos de forma diferente aos mesmos estímulos.

Não pertenço a nenhum dos grupos de risco, como crianças, idosos, e pessoas com patologias específicas. Recuso-me, com plena consciência a tomar a vacina da gripe.

Não há nenhum medicamento que mate o vírus. Dito isto, não encontrei necessidade de procurar a médica de família. Fá-lo-ia imediatamente caso houvesse o mínimo sinal de algo anormal, alarmante.

Decidi não me entupir de medicamentos de farmácia. Sou uma adulta saudável e confio na capacidade do meu organismo de combater organismos invasores, de se regenerar. Quis, igualmente, dar oportunidade ao meu corpo de desenvolver naturalmente a imunidade contra o vírus da gripe.

(Atenção a quem lê: cada caso é um caso. Haja bom senso. Aja com bom senso. Se estiver doente não prescinda de todos os cuidados, inclusive de assistência médica.)

Tomei alguns Benurons no início para combater a febre. Quando encontro necessidade tomo uma aspirina. Esta é a totalidade de produtos não-naturais que tenho tomado. De resto, todas as munições nesta "guerra" são totalmente naturais. Porque as nossas cozinhas são verdadeiras farmácias!


Os remédios caseiros


1 - Chá, muito chá



O chá serve dois propósitos essenciais: hidratar e fazer chegar ao organismo as propriedades curativas de algumas ervas e frutos.

Por aqui tenho optado por:

- Chá de carqueja, pelas suas qualidades anti-inflamatórias. (Mais sobre a carqueja aqui ).
- Chá de limão, gengibre e alho. O alho potencia a cura, activa o sistema imunológico. O limão desinfecta, é rico em vitamina C, ajuda a cicatrização. O gengibre é anti-inflamatório e é considerado o remédio universal, como podem ler aqui .

2 - Mel



Seja no chá, num sumo natural, ou até uma colher de mel puro. Ajuda a lubrificar a garganta, logo reduz a sensação de inflamação e ardor que a tosse ajuda a originar. Igualmente possui enzimas que ajudam as defesas do organismo.


3 - Cenoura



A cenoura tem o poder de diminuir o congestionamento das vias respiratórias e a tosse.

Tenho feito um sumo natural de cenoura no liquidificador, onde acrescento água, gengibre ralado e mel.

Pode também ser feito um xarope natural de cenoura. Receita aqui .

A cebola, a beterraba, o nabo também têm propriedades no combate à tosse. A mesma receita de xarope caseiro pode ser adaptada para usar estes ingredientes ao invés da cenoura.

4 - Vitamina C


A vitamina C fortalece o sistema imunitário.

Entre suplementos artificiais e frutas e vegetais, há que escolher sempre em primeiro lugar a opção natural.
As alternativas artificiais foram criadas para suprir a necessidade em consumir esta vitamina, mesmo quando não temos à disposição fontes naturais da mesma.
A laranja, o limão, a tangerina, o kiwi, o agrião, a rúcula, a couve, a salsa, a papaia, o tomate, são alguns dos alimentos fontes desta vitamina.