sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
coisas de opinar: Os meus dois tostões sobre isto da Supernanny
Quem defende o programa fá-lo utilizando o argumento de "conteúdo pedagógico".
A questão é que a pedagogia não pode existir de mãos dadas com a psicopatologia que é o voyeurismo, que é definido como a curiosidade mórbida sobre aspectos privados ou íntimos da vida de alguém.
É de valor que se abordem os temas da pedagogia, até porque todas as famílias são disfuncionais à sua maneira, não há tarefa mais complicada que a educação e não há pais que não precisem de ajuda, tanto aqueles que pensam que sabem tudo como os que se demonstram já desesperados, prontos a atirar a toalha ao chão.
É de valor que um canal de televisão demonstre vontade de colocar à disposição do grande público um programa que tenha a intenção de ser uma ferramenta positiva para aqueles que participam do programa, como para aqueles que o assistem. Mas a intenção em si não chega: os meios, os métodos, os resultados têm de honrar a mesma.
E este formato não o faz.
Poderia se se limpasse o formato das componentes invasivas e desrespeitosas que alimentam o voyeurismo de quem assiste. Como? Utilizando o método de encenação que já conhecemos de outros programas, ao invés de apresentar ao mundo e expor na primeira pessoa a família real.
A presença da família real não é, de forma alguma, imprescindível. Nem sequer necessária. A não ser, claro, que a intenção não seja tão pedagógica, bonita e fofinha como nos querem fazer crer, e não passe da conquista de audiências através da exploração da curiosidade mórbida que temos sobre a vida alheia.
No dia em que se quiser fazer um programa para realmente auxiliar as famílias, (lá está, as que participam e as que assistem), enviam uma equipa de técnicos bem formados e competentes para trabalhar com estas em privado, e contratam actores para encenar e mostrar ao público as situações enquanto os tais profissionais vão esmiuçando a situação, explicando o contexto com que se depararam, o seu diagnóstico, a metodologia que escolheram para solucionar o problema e porquê, e os resultados que obtiveram ou não.
Lembro que no programa "E se fosse consigo?" do mesmo canal, onde são abordadas todo o tipo de temas como o racismo, o bullying, a violência doméstica, os maus tratos a idosos, o consumo excessivo de álcool, entre outros, todas as situações são encenadas. Em nenhum episódio houve, felizmente, a peregrina ideia de ir buscar intervenientes que não fossem actores.
E se as pessoas ficariam chocadas se neste contexto se utilizassem verdadeiras vítimas de violência doméstica, de assédio, etc, que isso seria uma imensa violação da sua privacidade, do seu direito de imagem, e um transtorno para a vida toda passar a ser conhecida por milhares e milhares de estranhos, para além dos colegas de trabalho, os vizinhos, os familiares, os amigos, os inimigos, e todo o cão, gato e periquito como a pessoa que passou ou passa por X, porque há quem insista que não há problema algum em fazer exactamente o mesmo a uma criança?
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
coisas de opinar: O meu cânone de beleza feminina
Quando era miúda, um qualquer canal fez uma reposição da série "os vingadores" - (não sou tão velha que tenha assistido à estreia da mesma no pequeno ecrã).
Achei que nunca tinha visto ninguém com tanto estilo e carisma como a Mrs. Peel.
Mais de duas décadas depois, continuo a achar o mesmo.
coisas que gosto: Depois de 2/3 semanas a dar no IQOS...
... e visto que ainda temos por casa "tabaco normal" que mais ninguém lhe pegou desde que a milagrosa maquineta nos chegou às mãos, fui pegar num Marlboro só para ver qual era a sensação.
Fumei-o, nas custou-me. Soube tão mal, para além que senti a minha pele a repuxar toda e tive a certeza que estaria, a cada bafo, a fazer caretas horríveis.
No fim, fui lavar os dentes, (duas vezes!), e as mãos até deixar de sentir o cheiro.
Portanto é sinal que aquela coisa do IQOS ter menos 90% dos químicos vulgarmente associados ao tabaco comum é capaz de ser bem real, para além de não haver combustão. Nota-se no sabor, no cheiro, em tudo.
Para quem não sabe do que raio estou a falar, fica o link: IQOS.
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
terça-feira, 9 de janeiro de 2018
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
cromices #157: Nada como um post altamente sexista dentro da quadra natalícia
Não passa um único dia em que não seja noticiado mais um qualquer estudo, com mais ou menos credibilidade, mais ou menos importância, mais ou menos palerma, mais ou menos óbvio, sobre preferências, insights, o que faz bem e o que faz mal, etc.
Dia 18, a revista Visão, noticiava um destes estudos num artigo intitulado "Mulheres sofrem mais de problemas mentais do que os maridos a vida quase toda. Até que eles morrem..."
Fiel à croma que sou, foi inevitável lembrar-me de todo um compêndio de piadas e historietas alusivas ao tema e desbragar-me a rir.
Da entrevista a uma senhora que, já tendo ultrapassado as cem primaveras, com uma invejável saúde e lucidez, em que esta confessava que o segredo para tal longevidade era fugir do álcool e dos homens.
Da graçola que "eles" costumam dizer sobre "elas" falarem muito, ao que "elas" respondem que isso só acontece porque têm que repetir a mesma coisa meia dúzia de vezes até serem ouvidas.
Das milhentas piadolas feitas por mulheres sobre o seu quotidiano em que comparam os maridos a mais um filho, ao facto de nunca saberem o lugar de nada nas próprias casas, de precisarem quase sempre de assistência mesmo quando supostamente estão a executar uma qualquer tarefa sozinhos...
Do bizarro e cómico episódio que, por ser tão inusitado, a minha mãe nunca esqueceu, mesmo tendo-se passado quando esta era uma pequena criança, numa aldeia do interior, e que é mais ou menos assim:
Após o velório de um idoso da aldeia, a minha avó e a minha mãe tiveram que retornar à casa da família onde este tinha decorrido, porque se tinham esquecido de algo. Foram dar com a velha viúva a dançar e a cantar.
Clichés, piadas, e toda a minha cromice e sentido de humor retorcido à parte, existe realmente a conclusão do tal estudo divulgada pelo citado artigo, efectuado pelo serviço nacional de saúde britânico, com uma amostra de 8 mil pessoas, em que a saúde mental das mulheres começa a melhorar por volta dos 65 anos, mas atinge o seu auge a partir dos 85.
A explicação para tal parece ser a ausência de responsabilidades domésticas e de ter que cuidar dos outros, sejam filhos, netos, familiares idosos, maridos. A influência mais que positiva que a ausência destas preocupações tem na saúde dá-nos material para reflexão.
Etiquetas:
actualidade,
cromices,
homens,
mulheres,
saúde,
sentido de humor peculiar
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
caixa de ressonância
coisas sobre mim: A primeira coisa comprada
Ainda se lembram da primeiríssima coisa que compraram com o vosso primeiro salário?
Eu lembro.
Anos 90. Na loja de música que havia (há?) no Túnel do Tamariz, o album "K" dos Kula Shaker - o título que iniciou a colecção musical adquirida com o meu próprio dinheiro. O segundo e terceiro álbuns que adquiri foi dos Led Zeppelin e dos The Cult.
Ainda hoje adoro esses álbuns e bandas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)