terça-feira, 17 de maio de 2016

coisas que me irritam: Uma mensagem às Senhoras Fisioterapeutas e Massagistas em geral



No tempo da Maria Cachucha, quando era uma miúda, e servia às mesas durante as férias num hotel de quatro estrelas, havia algo que não sei se as novas gerações de empresários e colaboradores já ouviram falar, que se chama "código de vestuário".
Ora bem, no código que me regia haviam regras de senso comum de forma a sublinhar o quão é importante a apresentação e a higiene pessoal quando se lida com pessoas e bens alimentares. Por exemplo, era requerido que as unhas estivessem impecavelmente arranjadas, curtas, e se pintadas, que fosse com verniz transparente ou uma cor subtil e de bom gosto, e sem estar "descascado". O mesmo princípio era aplicado à maquilhagem e adornos pessoais, para quem usasse, que afinal ali não era o cabaret da coxa.
O uso de perfumes de aroma intenso também era desaconselhado, e os cabelos deveriam ser usados curtos ou apanhados. Afinal quem é que gosta de apanhar um cabelo na comida, não é?

Este tipo de regras são comuns a todas as áreas profissionais, com variações dependentes de cada situação. Mas o princípio está lá: as escolhas pessoais que fazemos em relação à nossa imagem não devem interferir com a capacidade de prestar um bom serviço.

E o que é isto tem a ver com fisioterapia, massagens e afins? Tudo.

Os meus pais andam a fazer sessões de fisioterapia. Para quem está doente, é essencial que cada sessão corra bem e conte para a sua reabilitação.
No local onde lhes prestam estes cuidados entrou há pouco tempo uma novata. Dá umas massagens de merda, desculpem-me a frontalidade e o linguajar. O maior problema não é, de todo, a sua falta de experiência, mas as compridas unhas de gel. Tem tanto jeito para a coisa como o Eduardo Mãos de Tesoura. Por causa do raio das unhas não consegue fazer mais do que tocar nos pacientes com a ponta dos dedos.

Faltam dois dedos de testa à novata por ir para o trabalho com unhas de gel. Faltam dois dedos a quem ensina estes profissionais por não lhes ensinarem estas coisas básicas. Faltam dois dedos de testa a quem trabalha com ela, sobretudo aos superiores, que no primeiro contacto lhe deveriam ter dito, de forma bem inequívoca, que se quiser trabalhar as unhas vão fora.